sábado, 28 de fevereiro de 2015

Caneca Listada: Oscar 2015

Saiba mais sobre os Filmes indicados e premiados no Oscar 2015:

Birdman
Grande Vencedor
Birdman (9 indicações, 4 estatuetas)
O Grande Hotel Budapeste (9 indicações, 4 estatuetas)
O Jogo da Imitação (8 indicações, 1 estatueta)
Boyhood - Da Infância à Juventude (6 indicações, 1 estatueta)
Sniper Americano (6 indicações, 1 estatueta)
Whiplash - Em Busca da Perfeição (5 indicações, 3 estatuetas)
A Teoria de Tudo (5 indicações, 1 estatueta)
Selma (2 indicações, 1 estatueta)
Para sempre Alice (1 indicação, 1 estatueta)
Caminhos da Floresta (3 indicações)
- Livre (2 indicações)
Garota Exemplar (1 indicação)


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Terror na Caneca: Invocação do Mal (por Roberta Ferreira)

(The Conjuring - 2013)

Hoje no Terror na Caneca, temos Invocação do Mal.
A direção fica a cargo de James Wan (Sobrenatural, Jogos Mortais)



O filme conta a história de um casal que se muda para uma fazenda com suas cinco filhas. A partir da mudança, a mãe começa a se preocupar com manchas que aparecem em seu corpo e com os acontecimentos estranhos na casa.
Preocupados com esses acontecimentos e ainda mais com o fato de não poderem deixar a casa, pois todo o dinheiro da família foi investido nela, o casal se aconselha com o padre da cidade, que indica o casal Eddie e Lorraine Warren(ele, um investigador paranormal e ela, uma médium) para fazer uma visita à família e olhar esses acontecimentos mais de perto.
A princípio o casal Warren não se interessa muito pelo caso, pois ao longo do tempo investigando a paranormalidade já havia visto muitos casos de pessoas assustadas com problemas vindos da estrutura da casa, que nada tinham a ver com o sobrenatural.
Quando os mesmos compareceram na residência da família, perceberam que havia algo de muito maligno nas terras do casal.

A história é um prato cheio para quem curte o gênero, com muitos sustos, fotografia muito boa, infestações de espíritos e objetos amaldiçoados.

É neste filme que temos o debut de Annabelle, a boneca amaldiçoada, que é um item que fica guardado em um cômodo seguro na casa dos Warren, junto com outros objetos amaldiçoados.
Para quem tiver curiosidade vale a pena procurar o museu do casal Warren e dar uma espiadinha na verdadeira Anabelle, que nem de longe é tão assustadora quanto a do filme...rs.

Quanto ao longa, cumpre o que promete. Pro pessoal que gosta de sustos, eles acontecem... frequentemente.
A título de curiosidade, é baseado em fatos reais, ambientados na época de 70.
Gostei bastante e recomendo. Aguardo ansiosamente pela sequência do filme.


 (Roberta Ferreira)

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Especial Oscar 2015: Sobre os Premiados! (ou E chegou ao fim!)

Finalmente aconteceu o grande dia! Foram entregues os Oscars de 2015, para os melhores filmes do ano passado. O C de Caneca, como não poderia deixar de ser, acompanhou todos os detalhes. E agora é a hora de comentar as estatuetas distribuídas e os nossos acertos.


Em um ano com tantos bons filmes concorrentes, não houve um grande vencedor da noite. Os grandes indicados, Birdman e O Grande Hotel Budapeste, com nove indicações cada, conseguiram quatro estatuetas cada. A nossa surpresa foi Whiplash, que levou três de suas cinco indicações. O equilíbrio foi tão pontuado que nenhum dos filmes indicados a melhor filme deixou de levar pra casa uma estatueta. 

O ufanista Sniper Americano, com seis indicações, confirmou sua qualidade sonoplástica e ficou com o prêmio de Melhor Edição de Som (Aposta Certa da Caneca) sua única estatueta da noite. 

Whiplash, a história de um percursionista obcecado por perfeição, rendeu a J.K. Simmons o já esperado prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Aposta Certa da Caneca). Além desta estatueta, o filme também deu a Tom Cross o merecido prêmio de Melhor Montagem difícil não reconhecer a boa utilização da temporalidade na história. A terceira estatua de Whiplash, em um filme sobre música, destacou sua sonoplastia com o prêmio de Melhor Mixagem de Som.

O aclamado Boyhood, da infância a juventude, recebeu apenas uma de suas seis indicações. Como vem acontecendo na maioria das premiações de cinema, Patricia Arquette ficou com a estatueta de Melhor Atriz Coadjuvate (Aposta Certa da Caneca) pela interpretação da mãe do personagem principal. Patricia agradeceu ao prêmio com um belo discurso sobre igualdade entre sexos.

O pouco valorizado Selma, que narra os acontecimentos na cidade de Selma, anteriores a marcha pelo direito ao voto organizada por Martin Luther King Jr. deu a John Stephens e Lonnie Lynn o Oscar de Melhor Canção Original pela autoria de Glory (Aposta Certa da Caneca). Selma e sua canção chamam atenção por serem o exato contraponto ao filme Sniper Americano, atual sucesso de bilheterias nos EUA.

Os britânicos A Teoria de Tudo (com oito indicações) e O Jogo da Imitação (com cinco) também levaram uma estatueta cada. O estreante em Oscars Eddie Redmayne recebeu pelo filme A Teoria de Tudo o prêmio de Melhor Ator (Aposta Certa da Caneca), por sua interpretação do físico Stephen Hawking no romance biográfico. E O Jogo da Imitação rendeu a Graham Moore a estatueta de Melhor Roteiro Adaptado (Aposta Certa da Caneca) ao narrar a biografia do matemático Alan Turing.

Assim como todos já previam, Julianne Moore recebeu seu primeiro Oscar, o de Melhor Atriz, pela interpretação da aclamada professora que descobre possuir Alzheimer precoce em Para Sempre Alice (Aposta Certa da Caneca e de todo mundo).



Também como esperado, O Grande Hotel Budapeste levou boa parte de suas indicações para premiações técnicas. Alexandre Desplat, que também havia sido indicado pela trilha de O Jogo da Imitação, ficou com a estatueta de Melhor Trilha Sonora (Aposta Certa da Caneca),  os figurinos meticulosamente combinados ao estilo de Wes Anderson, renderam a Milena Canoner o Oscar de Melhor Figurino (Outra Aposta Certa da Caneca). O mesmo pode se dizer do prêmio de Melhor Maquiagem e Cabelo entregue a Frances Hannon e Mark Coulier (Mais uma Aposta Certa da Caneca) pelo filme. E como já se previa o destaque, em um filme deste diretor, o acertado uso das locações, cores em cenários, combinados com os premiados figurino e maquiagem, deu a Adam Stockhausen e Anna Pinnock a estatueta de Melhor Design de Produção (Também Aposta Certa da Caneca) por este filme.

Se algum filme pode ser chamado de vencedor da noite, este filme é Birdman. O longa, que conta a história do ator de cinema decadente tentando sua re-ascensão nos teatros da Broadway, ficou com a principal estatueta da cerimônia, a de Melhor Filme (Quase Aposta Certa da Caneca).  O mexicano Alejandro G. Iñárritu também levou para casa as estatuetas de Melhor Direção e de Melhor Roteiro Adaptado (Aposta Certa da Caneca) por seus feitos no filme. Pelo segundo ano seguido, um latino vence o prêmio de Direção (Alfonso Cuarón, por Gravidade). A quarta estatueta de Birdman foi mérito do ótimo uso de câmeras e luz, a de Melhor Fotografia para Emmanuel Lubezki (Outra Aposta Certa da Caneca).

Ainda não foi dessa vez que o cinema brasileiro recebeu um Oscar. O Sal da Terra foi vencido na categoria Melhor Documentário em Longa Metragem por Citizenfour que documenta escândalo de espionagem denunciado por Edward Snowden.

#MomentoEgo
A festa foi apresentada pelo ator de cinema, tv e teatro,  Neil Patrick Harris. Neil usou piadas ácidas, cantou, dançou e ainda apareceu de cuecas num ótimo esquete mesclando Birdman e Whiplash. Um ponto alto da noite foi quando Scarlett Johansson (e seu penteado Miley Cyrus) chamou a apresentação de Lady Gaga, que em sua versão civil, cantou um mix de canções do musical A Noviça Rebelde e foi aplaudida de pé pelas celebridades presentes, emocionando, inclusive, Julie Andrews (protagonista do filme original). Outros ovacionados foram o artista rapper Common e o astro do R&B John Legend após emocionante apresentação de Glory musica tema de Selma. Eles também receberam aplausos emocionados dos astros após seu discurso de vitória pelo Oscar da Categoria.
#Fim

Nós do C de Caneca concluímos este especial Oscar 2015 bastante satisfeitos com os resultados da Cerimônia  e também a resposta que recebemos dos nossos queridos leitores durante todas as postagens. A maioria dos nossos favoritos recebeu seus merecidos prêmios. Um agradecimento especial à quem acompanhou com a gente e aos dedicados Canequeiros. E que venham os filmes de 2015!

Confira todos os Indicados e Premiados em: Especial Oscar 2015: Os Premiados!

(Cris F Santana em nome da Equipe C de Caneca)


PS. Um abraço para a arroba @caiofad que apostou conosco uma paçoca como Birdman levaria melhor filme, Ficamos realmente felizes de perder essa! E sua paçoca vai chegar!

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Especial Oscar 2015: Os Premiados!

Confira os indicados e os premiados na Cerimônia do Oscar 2015:



Melhor filme:
- Sniper Americano
- Birdman (VENCEDOR)
- Boyhood - Da Infância à Juventude
- O Grande Hotel Budapeste
- O Jogo da Imitação
- Selma
- A Teoria de Tudo
- Whiplash - Em Busca da Perfeição

Melhor diretor:
- Alejandro G. Iñárritu   (Birdman) (VENCEDOR)
- Richard Linklater  (Boyhood - Da Infância à Juventude)
- Bennett Miller  (Foxcatcher - Uma História que Chocou o Mundo)
- Wes Anderson   (O Grande Hotel Budapeste)
- Morten Tyldum  (O Jogo da Imitação)

Melhor atriz:
- Marion Cotillard  (Dois Dias, uma Noite)
- Felicity Jones (A Teoria de Tudo)
- Julianne Moore (Para sempre Alice) (VENCEDOR)
- Rosamund Pike (Garota Exemplar)
- Reese Witherspoon  (Livre)

Melhor ator:
- Steve Carell (Foxcatcher - Uma História que Chocou o Mundo)
- Benedict Cumberbatch (O Jogo da Imitação)
- Michael Keaton (Birdman)
- Eddie Redmayne (A Teoria de Tudo) (VENCEDOR)
- Bradley Cooper (American Sniper)

Melhor ator coadjuvante: 
- Robert Duvall (O Juíz)
- Ethan Hawke (Boyhood - Da Infância à Juventude)
- Edward Norton (Birdman)
- Mark Ruffalo (Foxcatcher - Uma História que Chocou o Mundo)
- J.K. Simmons (Whiplash - Em Busca da Perfeição) (VENCEDOR)

Melhor atriz coadjuvante:
- Patricia Arquette (Boyhood - Da Infância à Juventude) (VENCEDOR)
- Laura Dern (Livre)
- Keira Knightley (O Jogo da Imitação)
- Meryl Streep (Caminhos da Floresta)
- Emma Stone (Birdman)

Melhor canção original:
- Everything is Awesome"-  Shawn Patterson (Uma Aventura Lego)
- Glory - John Stephens e Lonnie Lynn (Selma) (VENCEDOR)
- Grateful - Diane Warren (Além das Luzes)
- I'm Not Going to Miss You - Glen Campbell e Julian Raymond (Glen Campbell… I'll Be Me)
- Lost Stars -  Gregg Alexander e Danielle Brisebois (Mesmo Se Nada Der Certo)

Melhor roteiro adaptado:
- Jason Hall (American Sniper)
- Graham Moore (O Jogo da Imitação) (VENCEDOR)
- Paul Thomas Anderson (Vício Inerente)
- Anthony McCarten (A Teoria de Tudo)
- Damien Chazelle (Whiplash - Em Busca da Perfeição)

Melhor roteiro original:
- Alejandro González Inarritu  (Birdman) (VENCEDOR)
- Richard Linklater (Boyhood - Da Infância a Juventude)
- E. Max Frye and Dan Futterman (Foxcatcher - Uma História que Chocou o Mundo)
- Wes Anderson (O Grande Hotel Budapeste)
- Dan Gilroy (O Abutre)

Melhor longa de animação:
- Operação Big Hero (VENCEDOR)
- Os Boxtrolls
- Como Treinar o Seu Dragão 2
- Song of the Sea
- O Conto da Princesa Kaguya

Melhor documentário em longa-metragem:
- Citizenfour (VENCEDOR)
- Last Days in Vietnam
- Virunga
- A Fotografia Oculta de Vivian Maier
- O Sal da Terra

Melhor longa estrangeiro:
- Ida (Polônia) (VENCEDOR)
- Leviatã (Rússia)
- Tangerines (Estônia)
- Timbuktu  (França/Mauritânia)
- Relatos Selvagens (Argentina)

Melhor fotografia:
- Emmanuel Lubezki (Birdman) (VENCEDOR)
- Robert Yeoman  (O Grande Hotel Budapeste)
- Lukasz Zal e Ryszard Lenczewski  (Ida)
- Dick Pope  (Sr. Turner)
- Roger Deakins - (Invencível)

Melhor figurino:
- O Grande Hotel Budapeste - Milena Canoner (VENCEDOR)
- Vício Inerente - Mark Bridges
- Caminhos da Floresta - Colleen Atwood
- Malévola - Anna B. Sheppard and Jane Clive
- Sr. Turner - Jacqueline Durran

Melhor documentário em curta-metragem:
- Crisis Hotline: Veterans Press 1"- Ellen Goosenberg Kent e Dana Perry (VENCEDOR)
- Joanna - Aneta Kopacz
- Our Curse - Tomasz Sliwinski e Maciej Slesicki
- The Reaper(La Parka) - Gabriel Serra Arguello
- White Earth - J. Christian Jensen

Melhor montagem/edição:
- Sniper Americano - Joel Cox and Gary D. Roach
- Boyhood - Da Infância à Juventude - Sandra Adair
- O Grande Hotel Budapeste - Barney Pilling
- O Jogo da Imitação - William Goldenberg
- Whiplash - Em Busca da Perfeição - Tom Cross (VENCEDOR)

Melhor maquiagem e cabelo:
- Foxcatcher - Uma História que Chocou o Mundo - Bill Corso and Dennis Liddiard
- O Grande Hotel Budapeste - Frances Hannon and Mark Coulier (VENCEDOR)
- Guardiões da Galáxia - Elizabeth Yianni-Georgiou and David White

Melhor trilha sonora:
- O Grande Hotel Budapeste - Alexandre Desplat (VENCEDOR)
- Jogo da Imitação - Alexandre Desplat
- Interestelar - Hans Zimmer
- Sr. Turner - Gary Yershon
- Teoria de Tudo - Jóhann Jóhannsson

Melhor design de produção:
- O Grande Hotel Budapeste - Adam Stockhausen e Anna Pinnock (VENCEDOR)
- Jogo da Imitação - Maria Djurkovic e Tatiana Macdonald
- Interestelar - Nathan Crowley e Gary Fettis
- Caminhos da Floresta - Dennis Gassner e Anna Pinnock 
- Sr. Turner - Suzie Davies e Charlotte Watts

Melhor animação em curta-metragem:
- The Bigger Picture - Daisy Jacobs e Christopher Hees
- The Dam Keeper - Robert Kondo e Dice Tsutsumi
- O Banquete - Patrick Osborne e Kristina Reed (VENCEDOR)
- Me and My Moulton - Torill Kove
- A Single Life - Joris Oprins

Melhor curta-metragem:
- Aya - Oded Binnun e Mihal Brezis
- Boogaloo and Graham - Michael Lennox and Ronan Blaney
- Butter Lamp - Hu Wei and Julien Féret
- Parvaneh - Talkhon Hamzavi and Stefan Eichenberger
- The Phone Call - Mat Kirkby and James Lucas (VENCEDOR)

Melhor edição de som:
- Sniper Americano - Alan Robert Murray and Bub Asman (VENCEDOR)
- Birdman - Martin Hernández and Aaron Glascock
- O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos - Brent Burge and Jason Canovas
- Interestelar - Richard King
- Invencível - Becky Sullivan and Andrew DeCristofaro

Melhor mixagem de som:
- American Sniper - John Reitz, Gregg Rudloff and Walt Martin
- Birdman - Jon Taylor, Frank A. Montaño and Thomas Varga
- Interestelar - Gary A. Rizzo, Gregg Landaker and Mark Weingarten
- Invencível - Jon Taylor, Frank A. Montaño and David Lee
- Whiplash - Em Busca da Perfeição - Craig Mann, Ben Wilkins and Thomas Curley (VENCEDOR)

Melhores efeitos visuais:
- Capitão América 2: O Soldado Invernal - Dan DeLeeuw, Russell Earl, Bryan Grill and Dan Sudick
- Guardiões da Galáxia - Stephane Ceretti
- Planeta dos Macacos: O Confronto - Joe Letteri, Dan Lemmon, Daniel Barrett and Erik Winquist
- Interestelar - Paul Franklin, Andrew Lockley, Ian Hunter and Scott Fisher (VENCEDOR)
- X-Men: Dias de um Futuro Esquecido - Richard Stammers, Lou Pecora, Tim Crosbie and Cameron - Waldbauer

Conheça todas as Categorias e seus Concorrentes em: Indicados ao Oscar 2015.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Especial Oscar 2015: Categorias e Apostas

As vésperas da cerimônia de premiação, chegou o momento de fecharmos nossas apostas. Quem são os grandes favoritos!? O que eles precisam ter para merecer uma estatueta!?

Algo que todos concordamos na Caneca é que os filmes concorrentes em 2015 são na unanimidade, muito bons. Arriscamos dizer, inclusive, melhores do que os do ano de 2014. Mas o que um filme precisa para merecer uma estatueta?

A Caneca pode conferir a maior parte dos filmes que concorrem nas principais categorias e é sobre essas que vamos comentar.

Concorrem às estatuetas de Melhor Trilha Sonora e Melhor Canção Original, os autores das músicas que foram originalmente escritas para uso em seus filmes. Alexandre Desplat é o destaque do ano na categoria Melhor Trilha Sonora, concorrendo por dois filmes diferentes, O Grande Hotel Budapeste e o britânico O Jogo da Imitação. Na Caneca, apostamos que Desplat fica com a estatueta por O Grande Hotel Budapeste. Na categoria Melhor Canção Original nossa favorita é Glory de John Stephens e Lonnie Lynn (em Selma).

A categoria Melhores Efeitos Visuais analisa a qualidade na criação de cenas que não poderiam ter sido filmadas no mundo real. Sua veracidade e como contribuem para o filme. A ficção científica Interestelar parece ser o favorito desta estatueta.

A categoria Melhor Mixagem de Som avalia a forma como o som foi captado durante as gravações do filme. E a categoria Melhor Edição de Som, como o nome diz, a edição final de som. Com os diálogos inseridos pós produção, trilha sonora e efeitos sonoros criados. Filmes de guerra, cheios de explosões e cenas com tiros são sempre grandes desafios sonoplásticos, o que transforma Sniper Americano, com mixagem e edição realmente bons, em um forte candidato à estas estatuetas.  

Em Melhor Maquiagem são analisadas alterações em corpos, rostos e cabelos dos atores. Com cosméticos, próteses ou algo do tipo. Nossa aposta nesta categoria é O Grande Hotel Budapeste (mas sem deixar de elogiar Foxcatcher e a transformação de Carrell). Em Melhor Figurino se avaliam figurinos que tenham sido desenhados especialmente para uso no filme e é mais uma categoria em que apostamos em O Grande Hotel Budapeste 

A categoria Designe de Produção avalia a harmonia dos elementos em cena, como cenários, figurinos, maquiagem, iluminação, todo o conceito visual do filme. Mais uma categoria em que o tecnicamente incrível O Grande Hotel Budapeste deve ser o premiado.

Para a estatueta de Melhor Fotografia são avaliados a escolha de locações, o uso de lentes e câmeras em conjunto com a iluminação. Apesar das belas imagens de O Grande Hotel Budapeste, a brilhante utilização da combinação luz e câmera deve tornar Emmanuel Lubezki de Birdman o favorito na categoria.

Em Melhor Montagem se avalia a competência em oferecer ao filme ordem cronológica e valorizando elementos artísticos e técnicos, e respeitando o roteiro. Boyhood e seus 12 anos de produção deve ser o premiado da Academia com esta estatueta. 

Roteiro Adaptado é aquele que é baseado em uma obra já escrita, ou a continuação de um filme. Roteiros não baseados em obras concorrem à Roteiro Original. As apostas pessoais dos Canequeiros indicam Birdman para Melhor Roteiro Original e O Jogo da Imitação ou A Teoria de Tudo em Melhor Roteiro Adaptado.

Os indicados nas categorias Atores e Atrizes, Principais e Coadjuvantes são evidentemente avaliados em suas atuações. Para Melhor Ator Coadjuvante é quase certo a estatueta para J.K. Simmons, o insano professor em WhiplashPatricia Arquette a "mãe do Boyhood" deve ficar com o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante. Julianne Moore é já sagrada favorita a levar pra casa a estatueta de Melhor Atriz pela personagem portadora de Alzheimer em Para Sempre Alice. E Eddie Redmayne é o provável vencedor da categoria Melhor Ator por sua brilhante interpretação do físico Stephen Hawking em A Teoria de Tudo (mas não se pode deixar de mencionar elogios a interpretação de Alan Turing por Benedict Cumberbatch, em O Jogo da Imitação e a Michael Keaton pelo protagonista de Birdman, dois outros fortes concorrentes).

O diretor de um filme é o responsável por coordenar todos os elementos. Os artísticos, os dramáticos e os técnicos. Richard Linklater e seus 12 anos de trabalho em Boyhood - Da infância a Juventude, é o provável favorito a categoria de Melhor Direção. Mas a categoria possui concorrentes de peso, como Wes Anderson (O Grande Hotel Budapeste)Alejandro G. Iñárritu (Birdman).

E por fim, a categoria principal da premiação, o Oscar de Melhor Filme, que premia a produção como um todo, em todos os seus aspectos somados. A única das categorias com 8 concorrentes e que este ano apresenta 8 grandes e ótimos filmes. Nesta categoria, nós Canequeiros, pessoalmente escolheríamos Birdman, e quase empatado com este, O Grande Hotel Budapeste. Mas pelo histórico da Academia e suas tendências, apostamos na vitória de Boyhood

Claro, todos estes critérios são teóricos, e nossas apostas, são em grande parte baseadas nas nossas emoções. O que os votantes da Academia pensam, é impossível precisar. O que nos resta é aguardar o que vem depois do tapete vermelho. E torcer.

Conheça todas as Categorias e seus Concorrentes em: Indicados ao Oscar 2015.

(Equipe C de Caneca)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Terror na Caneca: 1408 (por Karen Alvares)

(1408, 2007)

Sou uma pessoa que adora terror - filmes, livros, games, quadrinhos, o que vier. Mas não pode ser qualquer terror. Só um monte de sangue jorrado na tela é algo que está longe de me satisfazer; para mim, o que vale é um terror inteligente, que faz os ossos gelarem. E, na maioria das vezes, os filmes que conseguem esse feito são exatamente aqueles que menos sangue e mais terror psicológico.

1408 é um desses filmes.

E não é pra menos. O longa de 2007, que conta com o espetacular John Cusack (adoro esse cara!) e Samuel L. Jackson no elenco, é a adaptação competente do conto de mesmo nome do mestre do terror, o escritor Stephen King, no livro Tudo é Eventual (Objetiva, 2005). E, para mim, King é um ótimo romancista, mas um contista melhor ainda. É nas histórias curtas que ele arrepia mais o leitor, condensando o horror e entregando histórias ainda mais arrepiantes que os (longos) romances, os quais já apresentam outros elementos além do terror. E, por isso, as adaptações dos contos dão melhores filmes, por serem mais fáceis para adaptar para linguagem de cinema. Muitos dos romances do mestre acabam se tornando séries (é o caso de Dança da Morte, Sob a Redoma, etc.), por serem longos demais e difíceis de condensar em poucos minutos.

Em 1408 temos o escritor Mike Enslin (John Cusack), que viaja pelo país em busca de hotéis mal assombrados; sua meta é se hospedar neles, provar que são falsos, e então contar tudo em livros vagabundos, mas que vendem bem, ao contrário do seu primeiro e malfadado romance. É então que descobre o hotel Dolphin (um nome não tão assustador quanto Overlook, convenhamos), cujo quarto 1408 guarda histórias tenebrosas de mortes horrendas, desde sua inauguração. O gerente do hotel, Mr. Olin (Samuel L. Jackson) se opõe firmemente à estadia de Mike no quarto, descreve todos as mortes e horrores que aconteceram no quarto, até mesmo tenta subornar o escritor, mas nenhuma de suas tentativas é eficiente, restando apenas entregar a chave (uma chave de verdade, nada de cartões eletromagnéticos) do quarto.

Cético, Mike se hospeda, e no início acredita ser vítima de peça pregada por Olin, mas à medida que os minutos passam, coisas cada vez mais estranhas começam a acontecer, em uma sequência gradual e arrepiante de acontecimentos, como o bom terror deve ser. O filme lida com lugares comuns no terror: o choro do bebê, o fantasma feminino se jogando pela janela, mas também surpreende com situações bizarras, como o despertador tocando "We've only just begun", dos Carpenters (você nunca ouvirá essa música da mesma maneira) ou - o que mais me mete medo - o mapa do quarto 1408 e do 14.º andar do hotel. Tudo isso aliado a efeitos simples, mas muito eficientes, e a ótima atuação de John Cusack, que envolve o telespectador com sua angústia, seus medos e seus pesadelos envolvendo o passado traumático do protagonista com sua família.

Com cenas inesquecíveis, 1408 é o típico filme de terror que nunca canso de rever, e que sempre me inspira, inclusive nos meus livros. Recomendadíssimo para quem é fã do gênero e, especialmente, para fãs de Stephen King. 5 canecas, mas sou suspeita, amo demais esse filme.

Por Karen Alvares

Karen Alvares é escritora, blogueira e adora comer chocolate assistindo a filmes de terror e séries sanguinolentas, mas de vez em quando dá uma chance a romances docinhos. É autora do romance Alameda dos Pesadelos e de contos. Siga @karen_alvares.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Especial Oscar 2015: Selma - Uma Luta pela Igualdade (Por Rodrigo Sansão)


"Nossas vidas não são plenamente vividas, se não estamos dispostos a morrer por aqueles que amamos e por aquilo que acreditamos" Martin Luther King Jr

Selma é mais um filme cuja temática é a luta pela igualdade racial. Embora muita gente ache o assunto repetitivo, é importante que o cinema nos traga mais e mais histórias que joguem na nossa cara o quanto os negros sofreram e o quanto o racismo tem sido perverso durante a história da humanidade. 




O filme é baseado em uma história real e narra os acontecimentos na cidade de Selma nos Estados Unidos no ano de 1965. Mesmo com a lei que permitia que os negros votassem, a cidade de Selma ainda negava-lhes esse direito. Fato que provocou revolta entre os moradores negros da cidade e chamou a atenção do pastor e ativista  Martin Luther King, interpretado pelo ator David Oyelowo. Foi então que decidiram marchar em protesto entre a cidade de Selma até a cidade de  Montgomery capital do estado de Alabama.

O filme tem apenas duas indicações. Concorre ao Oscar de Melhor Filme e é pouco provável  que ganhe. Seus concorrentes a esta estatueta são muito fortes. A outra indicação é para Melhor Canção Original com a música Glory. Não sei se é favorito, pois não assisti aos demais filmes, mas será merecido se levar! A música é sensacional. 



Normalmente, a abordagem sobre o racismo é sempre forte e não foi diferente com Selma.
Selma tem como tema central a marcha histórica, mas é muito mais do que isso. Envolve aspectos políticos, ideológicos e religiosos. Percorre os bastidores do poder na busca pela igualdade racial

Há de se destacar o lado pacífico de Martin Luther King Jr. Mesmo diante de tantas crueldades, conseguiu manter a frieza para tomar decisões e lutar de acordo com suas crenças. Não que eu tenha achado positivo esse pacifismo, mas foi interessante entender seu ponto de vista.  A sensação de revolta está presente do começo ao fim do filme. E a indignação te prende e te deixa logo na expectativa do "bem vencer o mal".

No geral, o filme foi muito bem construído e bem didático (ás vezes até demais). 
Um filme bom tecnicamente e com ótimas atuações. História forte e comovente. No final, fiquei com a pequena impressão de que faltou algo ao filme, mas nada que tire seus méritos. Enfim, um ótimo filme. Recomendo.

(Por Rodrigo Sansão)

Especial Oscar 2015: O Grande Hotel Budapeste (por Cris F Santana)

(The Grand Budapest Hotel - 2014)

O Grande Hotel Budapeste é uma produção quase Hollywoodiana, com cara de cinema francês. 

O co-produção Britânica/Germânica/Americana narra as aventuras de Monsier Gustave H. (Ralph Fiennes), administrador responsável do Hotel título, contadas por seu antigo fiel escudeiro Zero Moustafa (Tony Revolori), durante o período de Guerra pela independência da fictícia região de Zubrowka (uma ótima vodka). Um roteiro repleto de movimento e detalhes que exigem atenção. M. Gustave é um homem galante e cativante, e não economiza nestas duas. Muito menos em perfume. Hóspedes ilustres, assassinatos, investigações, um leve toque de ação. Mas isso tudo com o modo fantástico-cômico de Wes Anderson de fazer cinema.



Mesmo contendo nomes conhecidos como Ralph Fiennes (Harry Potter, A Lista de Schindler, 007 Operação Skyfall), Jeff Goldblum (Jurassic Park), Jude Law (Sherlock Holmes, A Invenção de Hugo Cabret) e Edward Norton (Clube da Luta e O Incrível Hulk), o cinema construído por Wes Anderson, juntamente com as ótimas interpretações, tornam-os quase irreconhecíveis. São  personagens cativantes. A utilização de cores marcantes, com sobreposição de tons de uma mesma cor de acordo com o ambiente retratado, foram brilhantemente utilizadas pelo diretor. Outra características de filmes de Wes, focalizar objetos manipulados em cena em movimentos dinâmicos, como o fechar de um livro, ou o balançar de uma placa de porta, também estão bastante presentes.

O filme recebeu nove indicações ao Oscar (o maior número de indicações, empatado com Birdman), grande parte delas à categorias técnicas. O uso de cores e posicionamentos de câmera de Wes Anderson não poderiam deixar de render uma indicação a Melhor Fotografia (mérito conquistado por Robert Yeoman), acredito ser um dos favoritos a esta (junto com Birdman e sua luz incrível). A ambientação em um aristocrático hotel no inverno europeu, provavelmente, contribuiu para indicações de Melhor Figurino, Melhor Maquiagem e Designe de Produção. O filme também recebeu curiosas e merecidas indicações para Melhor Montagem e Melhor Trilha Sonora. E o indescritível Wes Anderson também concorre as estatuetas de Melhor Direção e Melhor Roteiro Original.

Um filme tecnicamente bonito de se apreciar. E dono de uma história com pontos envolventes por sua dinamicidade de movimentos, mas esta  não se reflete totalmente na história e talvez não chegue a ser fascinante. Mesmo assim merece ser assistido e merece também sua indicação a estatueta de Melhor Filme. Arriscaria, inclusive, a colocá-lo como um possível azarão nesta categoria. Recomendado.

(por Cris F Santana)

Só uma curiosidade:
Tilda Swinton que interpreta Madame D. tem na verdade 54 anos e gastou horas de maquiagem para a personagem. 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Filme: Cinquenta tons de cinza (por Salemme)


Filmes adaptados de livros: minha eterna frustração cinematográfica. Sofro claro, do mal que atinge a maioria dos leitores que corre pra telona e quer ver transformado em imagens tudo que criou em sua própria mente ao ler, mesmo sabendo que pra isso seria necessária uma sessão 4 horas (ou mais). Partindo dessa perspectiva devo dizer que 50 tons de cinza está muito abaixo do que eu imaginava, mas muito além do que eu esperava.



O romance que vendeu mais de 100 milhões de cópias no mundo todo relata o encontro da inocente estudante Anastácia Steel (Dakota Johnson) com o misterioso, bem sucedido e bilionário Christian Grey (Jamie Dorman) que chacoalhou radicalmente a vida de ambos e também a imaginação de quem acompanhou as aventuras –sexuais- vividas por eles.

Não posso dizer que o filme não está fiel o livro, está sim. A história é aquela. Os vinte minutos iniciais e os 15 finais estão, inclusive, exatamente iguais ao original. A adaptação poderia ter ficado melhor se, como no livro, fosse narrado em primeira pessoa, com a Anastácia contando a história. Em terceira pessoa perde-se muito das impressões e sentimentos dela enquanto conhece os “gostos peculiares” do Sr. Grey e assim, um pouco do sentido da história.

O problema central são as cenas de sexo, que ocupam grande parte das páginas do primeiro volume da trilogia, já que são descritas em detalhes, e no longa são poucas, rápidas, bem suaves e sem a “agressividade” do apetite sexual do Sr. Grey. Em apenas em uma tive a impressão de que era “O” Christian Grey que estava ali. Esse corte das partes “picantes” acabou por prejudicar um pouco o sentido geral do filme, por exemplo, quando transformou uma cena crucial em que Anastácia percebe que o masoquismo pode dar prazer a ela também em uma cena boba digna de novela das seis... Foi a cena mais decepcionante.

A interpretação de Dakota Johnson beira o irritante. A tentativa de mostrar uma garota inocente virou uma personagem “boba”, sem personalidade, que ri de tudo... Seria melhor ter colocado Kristen Stwart fazendo a velha e boa Bela Swan, teria ficado mais próximo da Srta. Steel descrita no livro. Jamie Dorman não convence, mas tem uma estrelinha a mais que ela. Me pergunto se ele leu o livro antes de “vestir” o papel de Sr. Grey que é intimidador, exigente, focado e intenso, bem diferente da atuação de Dorman que mostrou um homem comum com preferências sexuais diferenciadas, nas poucas cenas de sexo ele me pareceu estar numa apresentação de balé.

A adaptação (dirigida por Sam Taylor-Johnson) tentou pegar um livro pornográfico e transformar num romance erótico e daí certamente virá a maior frustração dos fãs. Acredito que o ideal seria fazer um filme mais próximo da obra original e passar em cinemas “cults” (como foi com Azul é aCor Mais Quente e Ninfomaníaca, por exemplo) ou, filmar essa versão mais água com açúcar e fazer baseado no livro de E.L. James: As Aventuras do Sr. Grey”, ou algo parecido.


Aproveito para corrigir um pequeno erro, quando postei sobre o trailer disse que o filme seria adaptação dos três livros em um e não é. Foi apenas o primeiro. Será que a continuação vem pra telona também?

(Salemme)

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Terror na Caneca (Especial Sexta-feira 13) : Sobrenatural (Por Roberta Ferreira)

(Insidious, 2010)

Hoje é uma data especial para os amantes de terror. A famosa sexta-feira 13 que inspirou inúmeros filmes. Poderia falar das obras mais famosas que se referem à data,  porém escolhi falar de outro título: Sobrenatural


No elenco temos Patrick Wilson (um rosto que podemos reconhecer de outros filmes, como Invocação do Mal, por exemplo), Rose Byrne e Ty Simpkins. A direção fica a cargo de James Wan.

O filme conta a história da família Lambert que se mudou para uma nova casa e alguns fatos estranhos começaram a ocorrer. O filho mais velho do casal tem uma queda e em decorrência disso fica em coma por um longo tempo. A mãe fazia de tudo para que o filho ficasse confortável porém apesar de todos os esforços, seu quadro parecia estagnado. Para piorar a situação, os médicos não sabem o porquê do menino permanecer nesse coma por tanto tempo.Após algum tempo, a mãe começa a perceber presenças estranhas na casa.

O filme trabalha muito bem o fator medo, abusando de cenas na escuridão e personagens bizarros (se atentem ao demônio do filme e aos espíritos que rodeiam a família).
Deixo alguns elementos no mistério, para que descubram por si mesmos. Não quero estragar a surpresa...rs.

Temos algumas outras peças que garantem o sucesso da trama, tais como um segredo de família e a presença de crianças, que em filmes de terror sempre causam algum impacto, deixando o que já é assustador mais terrível ainda.

A história é carregada de tensão, daquelas em que o espectador fecha os olhos em alguns momentos para não ver o desfecho de algumas cenas, mas acaba não resistindo e olhando mesmo assim.
Para quem gosta, vale a pena assistir. E vejam até a cena pós créditos, para garantir o último susto.


 (Roberta Ferreira)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Especial Oscar 2015: Para Sempre Alice (Por Salemme)

(Still Alice - 2014)

Eu ainda não tinha me interessado por assistir Para sempre Alice até que me foi recomendado pelos amigos Cris e Sansão. Li a sinopse, achei bacana e decidi assistir, também para ver a atuação da Julianne Moore que já levou o Bafta e o Globo de Ouro de melhor atriz e está concorrendo ao Oscar na mesma categoria.



O filme, conta a história de Alice Howland, uma renomada professora de lingüística, casada, três filhos e que descobre na casa dos cinqüenta anos que sofre de um tipo raro de Alzheimer. O desenrolar da trama mostra como Alice vai encarar esse problema precoce, como isso vai afetar suas relações no trabalho e principalmente como a família vai receber essa noticia e conviver com esse drama.

O elenco conta com Alec Baldwin (John) e Kristen Stewart (Lydia) como marido e filha caçula de Alice que são os que acabam mais envolvidos com os problemas que a doença traz para a vida deles e ficam mais próximos dela enquanto o Alzheimer se agrava.

A história é forte, faz refletir muito sobre como essa doença é complicada, afeta a todos os que estão próximos e muda a vida e a rotina de uma família inteira. O filme traz momentos de muita emoção que levam a gente pra dentro da história. Ao passo que Kristen Stewart viveu mais uma vez o papel de Bella Swan (em alguns momentos até achei que estava vendo Crepúsculo) Julianne Moore parece que está realmente sofrendo com o mal de Alzheimer, o olhar dela mostra o conflito interno instalado ali, o desespero de quem se sabe doente e não pode fazer nada. Merece aplausos em pé pela atuação extremamente convincente. Conseguiu passar a dor da personagem em viver uma situação como essa e todo o sofrimento de ter essa brusca mudança ainda tão jovem.

Julianne Moore levou o Bafta de melhor atriz e tem todo o mérito para ficar com o Oscar também, mais do que a principal concorrente Reese Witherspoon (Livre). Interpretar Alice com certeza exigiu muito para que os espectadores criassem afeição pelo personagem e sentissem o drama da família como se fosse seu. Ela sem dúvida conseguiu fazer essa ponte.

Para Sempre Alice não é um filme de tirar o fôlego. Quando terminei de assistir senti que faltou alguma coisa... Talvez um final mais concreto. Fiquei com a sensação que o filme simplesmente acaba.
Mesmo não sendo um filme para nota dez, recomendo, vale a reflexão!

 (por Salemme)


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Especial Oscar 2015: A Teoria de Tudo (Por Rodrigo Sansão)


A Teoria de Tudo é um filme baseado na biografia de Stephen Hawking. Honestamente, eu conhecia muito pouco (ou quase nada) da história dele. Escutar sobre Hawking me remetia apenas a "aquele gênio da cadeira de rodas". Sabia da sua importância no mundo científico, mas não tinha noção da sua trajetória!! E então me surpreendi! Depois de assistir o filme, chego a conclusão de que ele é o CARA



O filme começa na sua época de estudante, quando já se destacava pela sua notável inteligência. Um jovem com seus trejeitos do que podemos chamar típico nerd, que se apaixona pela também estudante Jane Wide e começa um relacionamento amoroso. É nessa época então que Hawking descobre ser portador de esclerose lateral amiotrófica, uma doença motora degenerativa que iria confina-lo  a uma cadeira de rodas pelo restante da sua vida. Com os médicos apontando uma expectativa de vida de cerca de 2 anos, o jovem astrofísico consegue superar todas as dificuldades e se torna uma das personalidades científicas mais importantes do século.

A narrativa do filme foi muito bem construída de modo a fazer um paralelo entre sua vida pessoal e sua carreira como cientista.  Referências sobre seus estudos, descobertas e teorias são bem expostas sem tornar o filme cansativo. Alguns temas mais delicados como por exemplo, o confronto entre a religião e a ciência,  foram explorados de forma sútil sem polemizar e ao mesmo tempo trazendo uma breve reflexão.

A atuação de Eddie Redmayne interpretando o papel principal foi impecável. É favoritíssimo ao Oscar de Melhor Ator. Felicity Jones também foi muito bem na pele de Jane Wide, embora não deva levar o prêmio como Melhor atriz. Existem boas possibilidade de levar o prêmio de Roteiro Adaptado, mas poucas chances em levar para Melhor Trilha Sonora. 
Embora não deva ganhar, seria muito merecido se vencesse o Oscar de Melhor filme. Tecnicamente foi ótimo, no conjunto da obra ficou perfeito. 

Dos filmes indicados até agora foi o que mais me fez refletir. O filme não é apenas uma biografia de um brilhante cientista. O filme é sobre o amor, sobre a amizade, sobre a caridade, sobre a humanidade e sobre a vida

Confesso que fiquei fascinado pelo bom humor de Hawking! Quantas vezes deixamos de sorrir por pequenos problemas?  Quantas vezes reclamamos da vida sem razão? Quantas vezes desanimamos diante de pequenos obstáculos? E ele ali, sem se mexer, sem poder falar, se comunicando com os olhos, mas mais feliz do que muitos de nós!! O filme é um verdadeiro tapa na nossa cara!

Enfim, assistir A Teoria de Tudo foi uma grande experiência. O filme é bonito, é tocante, é cativante! Sem dúvida nenhuma, uma lição de vida!! Recomendo e muito!!!

(Por Rodrigo Sansão)

Update: Eddie Redmayne, como se esperava, levou a Estatueta de Melhor Ator.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Notícias: BAFTA 2015 - Os Premiados


Já conhecemos os premiados do Bafta, o grande prêmio Britânico de cinema. Os filmes Boyhood - Da Infância a Juventude e A Teoria de Tudo, foram os grandes vencedores. 

Boyhood, foi o grande vencedor da categoria de Melhor Filme, desbancando os concorrentes O Grande Hotel Budapeste, O Jogo da Imitação, Birdman e A Teoria de Tudo. O filme também venceu nas categorias de Melhor Atriz Coadjuvante, com Patricia Arquette e rendeu a Richard Linklater o prêmio de Melhor Diretor.

Julianne Moore, que interpreta uma mulher com Alzheimer em Para Sempre Alice, ficou com o prêmio de Melhor Atriz
A Teoria de Tudo, que conta a história de amor entre o astrofísico Stephen Hawking e sua primeira mulher, ficou com os prêmios de Melhor Filme Britânico, Melhor Roteiro Adaptado e o de Melhor Ator para o, também favorito ao Oscar, Eddie Redmayne.

O Grande Hotel Budapeste foi o principal vencedor das categorias técnicas, levando os prêmios de Melhor Música, Melhor Maquiagem, Melhor Figurino e Design de Produção, além de vencer a categoria Melhor Roteiro Original.

Whiplash, que conta a historia da obsessão de um jovem baterista, rendeu a J. K. Simmons, que interpreta o abusivo professor, o premio de Melhor Ator Coadjuvante. O filme também venceu as categorias de Melhor Montagem e Melhor Som.
A biografia do matemático Alan Turing retratada no britânico O Jogo da Imitação, apesar de suas nove indicações não recebeu nenhum prêmio. Outro grande indicado, Bidrman levou apenas o prêmio de Melhor Fotografia, dentre suas dez indicações.

A cerimônia também premiou o filme Citizenfour, como Melhor Documentário, LEGO, para Melhor Animação e Ida, como Melhor Filme Estrangeiro.
O diretor britânico Mike Leigh (regressando ao cinema com Sr. Turner) recebeu ainda uma homenagem especial, um Bafta de Carreira pelo conjunto de sua obra.

O Prêmio Britânico pode ser considerado um termômetro para os prêmios que estão por vir na cerimônia do dia 22, o Oscar 2015.


Saiba mais sobre alguns dos filmes premiados e indicados nos Especiais Oscar 2015 do CdeCaneca:



Especial Oscar 2015: O Jogo da Imitação

(The Imitation Game - 2014)

O Jogo da Imitação é mais um dos filmes biográficos concorrendo ao Oscar em 2015. Conta a história de Alan Turing, matemático britânico considerado um dos pais do computador. A máquina desenvolvida por Turing foi capaz de decifrar o até então indecifrável modo de criptografia da máquina Enigma, utilizado pelos Alemães na transmissão de mensagens durante a Segunda Guerra Mundial. E adiantou a vitória dos Aliados.




Não há muito o que se falar do filme. É necessário assistir para se entender porque Alan merece ser retratado. Sua história, suas realizações, sua genialidade, sua contribuição para a humanidade e como o mundo não só não reconheceu, como também o condenou a uma vida de injustiças.

O filme é bem feito, não peca nas caracterizações e ambientações do período histórico retratado. Pode se chamar de um filme completo. Uma boa história e tecnicamente bem arranjado. Mas não acredito que tenha o potencial necessário para brigar pela estatueta de Melhor Filme. O que justifica as suas inúmeras nomeações a prêmios de Cinema, mas poucos prêmios de fato. Algo parecido pode se dizer de Morten Tyldum em sua primeira indicação na categoria de Direção. Keira Knightley está linda no papel de Joan Clarke, parte importante na vida de Alan. A personagem é a principal responsável pelos sutis toques de bom humor na história. É merecida a indicação a estatueta de Atriz Coadjuvante, mas não acredito que a Academia a premiará. O filme também tem as indicações por Roteiro Adaptado (de Graham Moore) de melhor Montagem e melhor Trilha Sonora (um dos dois filmes que renderam indicação a Alexandre Desplat, um mito). A indicação a estatueta de Designe de Produção merece ser destacada, como já disse, as ambientações históricas são muito bem feitas. Mas, o grande destaque entre as oito indicações de Jogo da Imitação é a de Melhor Ator para Benedict Cumberbatch, que está brilhante interpretando o biografado, talvez o único real concorrente de Eddie Redmayne (de Teoria de Tudo) na categoria.

Sem dúvidas, O Jogo da Imitação é um ótimo filme. Merece suas indicações. E recomendo assisti-lo.

(Cris F Santana
Uma apaixonada confessa pelo sotaque Britânico)

Uma curiosidade a mais: Benedict Cumberbatch foi o primeiro a interpretar Stephen Hawking em A História de Stephen Hawking (2004), justamente o personagem de seu maior concorrente no Oscar em 2015.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Terror na Caneca: A Entidade (por Roberta Ferreira)

 (Sinister - 2012)

E estreando hoje no Terror na Caneca, vamos falar de A Entidade.
No elenco temos Ethan Hawke, Juliet Rylance, Fred Dalton Thompson.
Direção: Scott Derrickson.

O filme conta a história de um escritor de romances policiais(Ellison, personagem de Hawke) que se muda com a família para uma casa, onde fatos estranhos ocorreram em diferentes épocas.

No sótão da casa são encontrados rolos de filme que contém gravações de assassinatos de famílias inteiras. O fato intrigante da história é que em todos os casos,o membro mais novo da família desaparece sem deixar rastros.

Ellison escreve sobre casos reais e, estando ele em um momento desfavorável na carreira e com pouco material e inspiração para escrever seu próximo livro, ele acaba por mergulhar na investigação dos rolos de filme encontrados e fica intrigado com o símbolo constante em todas as gravações.

A Entidade : foto Ethan Hawke

Sempre gostei de filmes que são classificados como Suspense/ Terror por gostar de tramas que surpreendam. Por conta disso me decepcionei no início do filme por usarem os clichês de "escritor em crise criativa" e "mudança de família para casa assombrada".

Porém o filme provou que eu estava errada. A trama foi ficando cada vez mais intensa, sendo A Entidade o tipo de filme que fará com que os espectadores fiquem de olhos bem abertos e em tensão constante.

A cada rolo de filme que Ellison reproduzia no projetor, um susto. Garantido.Sim, os sustos virão. Um atrás do outro. Quem gosta do gênero não vai se desapontar.
Às vezes, o susto não era imediato, mas te deixava mais atento para não perder os detalhes dos próximos vídeos. E quando você menos esperar....wow! Detalhes perturbadores das mortes são jogados na sua cara, sem muita cerimônia.

A criatura por trás desses acontecimentos, no caso a Entidade que dá nome ao filme, faz até os fãs do gênero gelarem de medo(falo por minha própria experiência, sim, gelei!).

Paro por aqui com essa resenha, pois não acho possível prosseguir sem jogar spoilers na mesa...rs.
Em resumo, recomendo...e fiquem atentos ao plot twist do final.



                                                                                   (Roberta Ferreira)

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Cult de Quinta: Beleza Americana (por Espanhol)

(American Beauty - 1999)

Dirigido por Sam Mendes, seu primeiro longa como diretor e que lhe rendeu a estatueta da academia, Beleza Americana é uma daquelas histórias que aparecem nas telinhas de tempos em tempos para impulsionar o público a refletir sobre os caminhos que cada um assume em sua própria vida em busca de um padrão de perfeição que a sociedade impõe como ideal. O filme mostra como uma paixão e um objetivo podem ser o estalo necessário para que uma guinada no destino seja realizada e que a perspectiva mude de sobreviver para realmente viver e simplesmente ser feliz.



Lester Burnham (Kevin Space) é um homem de meia idade comum, anestesiado pela sua realidade em ter conquistado a vida perfeita: um bom emprego, sua esposa Carolyn (Annette Bening) e filha Jane (Tora Birch), aparentemente felizes e vivendo em uma linda casa no suburbio. A verdade sobre o que o cerca e seus sentimentos não poderiam ser mais diferentes, Lester vive em um estado constante de topor mental com um emprego mediocre, uma esposa que o considera um perdedor e uma filha adolescente que o odeia, sua vida estava passando diante de seus olhos sem qualquer rumo e ele não fazia absolutamente nada para mudar essa realidade, sendo que, confome suas palavras, o melhor momento de seu dia era se masturbar no chuveiro.

Embasado por sua vasta experiência teatral, Sam Mendes foca no desenvolvimento individual de seus personagens, evidenciando suas qualidades e defeitos de forma primorosa. Ele consegue desenvolver a narrativa naturalmente, mostrando o dia-a-dia da conturbada família e todos os problemas que a vida de aparências trazem, principalmente para Lester.

Ao acompanhar sua esposa até um jogo de basquete da escola de Jane, que faz parte do grupo de líderes de torcida, numa tentativa desesperada de melhorar sua relação com a adolescente, Lester se apaixona pela bela Angela Hayes (Mena Suvari), amiga de sua filha e garota popular no colégio por ser descolada e fogosa.

Aqui o ponto de virada do filme realmente começa, pois o estalo na cabeça de Lester o deixa em estado contemplativo, sonhando acordado com Angela num mar de rosas americanas, pronta para seduzi-lo. Sacada sensacional dos anseios e sonhos de um homem de meia idade por uma colegial, fantasia que muitos alimentam em seus segredos mais profundos e que nunca se concretizam, porém, Lester estava determinado a tentar alcançar o seu novo objeto motivador, ou melhor, sua musa inspiradora.

A mudança de postura da personagem faz com que você sorria a cada decisão insana, mas totalmente verdadeira, que Lester toma daquele momento em diante, como fumar maconha com Ricky Fitts (Wes Bentley), filho do seu novo vizinho Colonel Fitts (Chris Cooper), um ex-militar aposentado e homofóbico, começar a malhar para impressionar Angela e até largar seu emprego e chantagear seu chefe conseguindo um ano de salário pago.

Enquanto isso Carolyn começa a se frustrar com o comportamento rebelde de seu marido e passa a demonstrar um grande interesse no bem sucedido corretor de imóveis, Buddy Kane (Peter Gallagher). Já na outra ponta do nó, Jane começa a se envolver com Ricky, que quando não está vendendo maconha secretamente para o pai da moça, vive filmando tudo que se passa na vizinhança com uma câmera portátil e com um comportamento altamente esquisito.

A partir desse ponto está armada a teia que irá envolver todas as personagens, sendo que, a sinergia das atuações e o desenvolvimento da trama são fantásticos, com destaque especial para Kevin Space que está simplesmente soberbo. A virada na vida de Lester e a sua forma de encarar os problemas dão ao ator uma margem fantástica, transmitindo aos espectadores como um homem totalmente aprisionado libertou-se para viver sua vida de uma forma plena, no comando da situação e que lhe faz feliz, mesmo que seja desconstruindo um padrão de vida considerado como perfeito.

Com um enredo forte, personagens super bem resolvidos e um final surpreendente, Beleza Americana é uma jóia em um mar de auto-ajuda barata e de dramalhões sentimentais inverossímeis, que entopem os cinemas ano a ano. Em sua essência, é um filme visceral, é uma crítica aos padrões americanos e mundiais de estilo de vida; mostra a depressão social que muitas pessoas vivem para alcançar e manter algo que elas não precisam, e é claro, joga a maior pergunta para o público: você está contente com o rumo da sua vida?
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