segunda-feira, 10 de março de 2014

Especial Oscar 2014: Comentários Finais (Por Cris F Santana)

Aproveitando a deixa lançada pelo Rodrigo Sansão, chegou a minha vez de comentar o que achei dos premiados no Oscar 2014. 

Começando por Designe de Produção, pela minha não qualificação para julgar dignamente categorias técnicas, não havia feito apostas para a categoria. Qualquer dos filmes que assisti tinha um equilíbrio perfeito para mim. O vencedor da estatueta foi O Grande Gatsby, infelizmente não assisti à esse filme, o que me desqualifica ainda mais para os comentários. Diferente de certos membros da academia, gosto de assistir aos filmes antes de falar sobre eles. O mesmo digo sobre o Oscar de melhor Figurino, a minha aposta era o de Trapaça, confesso que mais por uma questão pessoal (todo um amor por ambientações nos anos 70) do que por uma avaliação técnica. O vencedor também foi O Grande Gatsby.

Não tinha dúvidas que Gravidade levaria todas as estatuetas técnicas disponíveis, o que o tornou o grande campeão da noite com um total de 7 prêmios, os técnicos foram: Fotografia, Montagem, Trilha Sonora, Edição de Som, Mixagem de Som e Efeitos Visuais. Muito comentou-se sobre as estatuetas relacionadas a som em um filme ambientado no espaço, onde há vácuo e o som não se propaga . Mas quem assistiu ao filme sabe que a disposição da trilha e mixagem foram realmente impecáveis e merecidas. Quanto aos prêmios de fotografia e efeitos visuais, nem é preciso comentar. Eram favas contadas que Gravidade as levaria. 

A estatueta que me surpreendeu para Gravidade foi de Melhor Diretor para Alfonso Cuarón. Não que por achar que o Mexicano não merecia, muito pelo contrário, pois Gravidade é tecnicamente excelente, mas por não acreditar que a Academia fosse realmente premiá-lo. Fico contente de o assim ter sido.

Na categoria Melhor Roteiro Original, pude assistir a 4 dos 5 concorrentes, e fico feliz em dizer que meu favorito venceu. O filme Ela. Com seu roteiro ímpar e também o único que realmente me surpreendeu, sobre o qual falei com satisfação durante as postagens especiais Oscar. Não cheguei acreditar que o filme tivesse influência o suficiente para o prêmio de melhor filme, mas era sim, por esta categoria, minha principal aposta. 

Para melhor roteiro adaptado, não havia selecionado um favorito, mas pelas especulações, não havia muita dúvida que 12 Anos de Escravidão levaria esta, e assim o fez.

Os meus favoritos para Melhor Ator e Atriz Coadjuvante eram Bradley CooperJeniffer Lawrence, respectivamente, mesmo após assistir Nebraska e me encantar com a fofa da June Squibb. Mas já havia assumido que minha questão era mais gosto pessoal que análise técnica. Não posso negar que Lupita Nyong'o e Jared Letto tenham feito ótimas interpretações em seus papéis em 12 Anos de Escravidão e Clube de Compras Dallas
Um ponto na premiação de Jared me fez parar para refletir. Qual a real diferença da personagem de Jared em Dallas para a personagem interpretada pelo brilhante Rodrigo Santoro no nacional Estação Carandiru? Salvo as diferenças de participação na trama, claro.

Outra categoria que não poderei comentar com propriedade é de Melhor Atriz. Minha favorita para esta era Sandra Bullock, por Gravidade. Porém, ainda não pude assistir ao filme Blue Jasmine que premiou Cate Blanchett como melhor atriz. 


Ainda não foi desta vez que Leonardo DiCaprio conseguiu seu tão esperado Oscar, com sua indicação para Melhor Ator. Mesmo com a sensacional interpretação do milionário das ações em O Lobo de Wall-Street. Mas desta vez, não podemos clamar injustiça com Leozinho, a concorrência é que estava impecável. Matthew McConaughey mereceu com honras sua estatueta por sua interpretação em Clube de Compras Dallas
Uma curiosidade: Metthew, o vencedor, também faz uma participação especial em O Lobo de Wall-Street, em uma cena bastante peculiar junto ao próprio Leo.

Outra observação interessante, seguimos a linha de que emagrecer favorece estatuetas. Jared e Matthew, ambos interpretando aidéticos, perderem juntos 32kg para dar vida (?) a seus personagens. Christian Bale já havia usado essa receita ao levar o Oscar por O Vencedor.

Minha menção especial à categoria Melhor Longa de Animação, apenas para comentar minha felicidade por meu favorito, o filme Disney Frozen, ter levado a estatueta, e não só esta, como também a de Melhor Canção Original, com a canção Let It Go (link para o vídeo), lindamente interpretada, com todo o seu carisma e expressão dignos de espetáculo da Broadway, por Idina Menzel dando mais vida a rainha Elza, heroína do filme. 

E por fim, a tão esperada categoria de Melhor Filme. Já havia deixado claro que 12 Anos de Escravidão não era meu favorito, ainda acredito que o estilo conceitual e toda essa gama de cinema arte foi usada de forma forçada e exagerada neste filme, mas por outro lado, também contava que a Academia fosse premiá-lo, não só por estes fatores, mas também pela sua tal relevância social, por expor uma das cruéis historias de como funcionava o período de escravidão que os norte-americanos tanto teimam em empurrar para debaixo dos panos. Há quem diga que o filme é ótimo. Particularmente, pretendo vê-lo novamente assim que possível, para que com uma segunda visão, possa, ou não, corroborar minha opinião. Enfim, é a Academia deixando cada vez mais claro como funcionam os seus métodos de escolha e avaliação para indicar e premiar vencedores. 


É isso aí. Agora sim está encerrado oficialmente nosso Especial Oscar 2014. E seguimos com os demais filmes, e livros, e exposições, e arte.. 

Cris F Santana



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