segunda-feira, 21 de abril de 2014

Sexo, sexo e sexo: Nymphomaniac "Combo" Volume 1 e Volume 2


Hoje vou falar sobre um filme um tanto polêmico. Já pelo nome vocês já devem imaginar: Nymplhomanic, ou como quiserem na tradução: Ninfomaniaca. 

Pra começar Nymphomaniac é dirigido por Lars von Trier. Desconsiderando toda a antipatia de muita gente pela sua pessoa graças a suas declarações no mínimo polêmicas (e nem vou entrar nesta questão), Lars Von Trier é mestre em chocar.

O filme conta a história de Joe, interpretada pelas atrizes Charlotte Gainsbourg e Stacy Martin em suas diferentes fases da vida. Joe é encontrada machucada num beco  por Seligman, interpretado  por Stellan Skarsgard, um homem mais velho e aparentemente solitário, que lhe oferece ajuda. Enquanto se recupera na casa de Seligman, Joe explica ser viciada em sexo e narra suas experiências e tenta através delas explicar o porquê de se considerar uma pessoa má. 

O longa foi dividido em dois volumes, embora na minha opinião a razão de dividi-lo tenha sido muito mais uma jogada de marketing do que em função de sua duração.

O primeiro volume lançado ainda no começo de 2014 superou minhas expectativas. Nem preciso falar que o sexo está presente em boa parte do filme. Em alguns momentos, sexo explícito sem restrições. Embora, houvesse sexo em abundância, o que mais choca no filme são os exageros da personagem em se saciar. Sua obsessão por sexo chega ser engraçada. Preciso destacar a  participação especial de Uma Thurman. Pequena participação, mas genial. Resumidamente, o primeiro filme foi ótimo. Boas atuações, lindas fotografias e uma excelente trilha sonora tornam um filme gostoso de se assistir. Sexo é tratado sem pudor ou preconceito. Obviamente o filme termina com uma sensação de "quero mais", da expectativa logo de assistir o segundo.

Pois é, e foi o que eu fiz. E digo que o segundo volume foi um tanto decepcionante. Na história, Joe continua contando suas experiências para Seligman, porém experiências muito mais complicadas, muito mais pesadas e traumáticas. O segundo volume traz menos sexo e muito mais violência. Basicamente, o tom masoquista dominou o filme.
Paralelamente, Seligman aos poucos começa a mostrar sua personalidade e em algum momento sentimos o grande contraste das vidas de Joe  e Seligman.

A personagem de Joe acaba se perdendo e Seligman se torna cada vez mais chato durante os filmes, sua insistência em relacionar os contos de Joe com assuntos totalmente aleatórios chega a ser irritante. O segundo filme se torna cansativo e maçante.

Definitivamente, a parte final não me agradou, embora pelo conjunto da obra foram bons filmes, mas a história perdeu folego. Talvez se tirassem algumas partes desnecessárias (principalmente as "baboseiras" de Seligman) e tentassem reduzir a apenas um filme, o longa se tornaria melhor.  Mas valeu pelo entretenimento e recomendo para os curiosos de plantão.






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