segunda-feira, 5 de março de 2018

Especial Oscar 2018: Premiados

FELIZ ANO NOVO!

Tá achando a gente meio atrasado? É que aqui pra nós da Caneca desta de ano novo mesmo é a festa do Oscar. E ontem a noite foi a 90a cerimônia de premiação do Oscar, entregando as estatuetas pros filmes - e diretores e atores e editores e fotógrafos e toda a galera que faz o filme - que se destacaram em 2017. E dessa vez, com os nomes de cada categoria escritos bem grande do lado de fora do envelope, pra evitar a miss universo do ano passado. Apesar dos vários discursos falando sobre inclusão e representação, esse ano uma festinha mais contida de humor, com mais pautas importantes já incluídas no roteiro - igualdade de gêneros, de raça, assédio - e menos discurso ativista (não que isso tenha mudado a longevidade dos discursos).

oscars
Não somos o Neymar, mas também somos loucos pra ganhar uma amarelinha!

Como já era esperado, A Forma da Água foi o grande vencedor da noite, levando quatro das treze estatuetas a que concorria. Ali na cola teve Dunkirk levando três das suas oito indicações (ganhando do outro na relatividade). Outro destaque, na série "isso não devia ser destaque mas o Oscar é isso aí", foi Jordan Peele, o primeiro negro a ganhar um Oscar por roteiro original na história - é, 90 edições depois - por Corra!. E se você tá achando que não teve nada de representante brasileiro no Oscar, saiba que teve sim! o peixão de A Forma da Água o governo americano roubou trouxe da Amazonia.

"No ano em que os homens se equivocaram tanto, as mulheres começaram a sair com peixes", 
(Jimmy Kimmel, falando da "A forma de água" e infelizmente a gente sabe do que mais)

The Shape of Water
Julieta e Romeu do filme que parece francês, tem diretor mexicano, tem peixão Br, mas tem gosto de tamarindo é americano mesmo (A Forma da Água)


Confira aí o listão dos premiados:


Melhor Filme
"A forma da água"
"Dunkirk"
"Me chame pelo seu nome"
"O destino de uma nação"
"Corra!"
"Lady Bird - É hora de voar"
"Trama Fantasma"
"The Post - A Guerra Secreta"
"Três anúncios para um crime"

Melhor Diretor
Guillermo del Toro ("A forma da água")
Martin McDonagh ("Três anúncios para um crime")
Jordan Peele ("Corra!")
Greta Gerwig ("Lady Bird: É hora de voar")
Paul Thomas Anderson ("Trama fantasma")

Melhor Ator
Gary Oldman ("O destino de uma nação")
Timothée Chalamet ("Me chame pelo seu nome")
Daniel Day-Lewis (“Trama Fantasma")
Daniel Kaluuya ("Corra!)
Denzel Washington ("Roman J. Israel, Esq.")

Melhor Atriz
Frances McDormand ("Três anúncios para um crime")
Sally Hawkins ("A forma da água")
Margot Robbie ("Eu, Tonya")
Saoirse Ronan ("Lady Bird: É hora de voar")
Meryl Streep ("The Post - A Guerra Secreta")

Melhor Roteiro Adaptado
"Me chame pelo seu nome" (James Ivory)
"Artista do desastre" (Scott Neustadter e Michael H. Weber)
"A Grande Jogada" (Aaron Sorkin)
"Logan" (Scott Frank, James Mangold e Michael Green)
"Mudbound" (Virgil Williams and Dee Rees)

Melhor Roteiro Original
"Corra!" (Jordan Peele)
"Lady Bird: É hora de voar" (Greta Gerwig)
"Doentes de Amor" (Emily V. Gordon e Kumail Nanjiani)
"A forma da água" (Guillermo del Toro)
"Três anúncios para um crime" (Martin McDonagh)

Melhor Ator Coadjuvante
Sam Rockwell ("Três anúncios para um crime")
Willem Dafoe ("Projeto Flórida")
Woody Harrelson ("Três anúncios para um crime")
Richard Jenkins ("A forma da água")
Christopher Plummer ("Todo o Dinheiro do Mundo")

Melhor atriz coadjuvante
Allison Janney ("Eu, Tonya")
Mary J. Blige ("Mudbound")
Lesly Manville ("Trama Fantasma")
Laurie Metcalf ("Lady Bird: É hora de voar")
Octavia Spencer ("A forma da água")

Melhor Filme em Língua Estrangeira
"Uma Mulher Fantástican" (Chile)
"O Insulto" (Líbano)
"Desamor" (Rússia)
"Corpo e Alma" (Hungria)
"The Square: A arte da discórdia" (Suécia)

Melhor Design de Produção
Paul Denham Austerberry e Shane Vieau and Jeff Melvin (“A forma da água")
Dennis Gassner e Alessandra Querzola (“Blade Runner 2049”)
Sarah Greenwood e Katie Spencer (“A bela e a fera”)
Sarah Greenwood e Katie Spencer ("O destino de uma nação")
Nathan Crowley e Gary Fettis ("Dunkirk")

Melhor Cabelo e Maquiagem
Kazuhiro Tsuji, David Malinowski and Lucy Sibbick ("O Destino de Uma Nação")
Daniel Phillips and Lou Sheppard ("Victoria & Abdul")
Arjen Tuiten ("Wonder")

Melhor Fotografia
Roger Deakins (“Blade Runner 2049”)
Bruno Delbonnel ("O destino de uma nação")
Hoyte van Hoytema (“Dunkirk”)
Rachel Morrison (“Mudbound”)
Dan Laustsen (“A forma da água”)

Melhor Figurino
Mark Bridges ("Trama Fantasma")
Jacqueline Durran ("A bela e a fera")
Jacqueline Durran ("O destino de uma nação")
Luis Sequeira ("A forma da água")
Consolata Boyle ("Victória e Abdul")

Melhor Canção
"Remenber me" ("Viva - A vida é uma festa")
"Mighty river" (Mudbound)
"Mystery of love" ("Me chame pelo seu nome")
"Stand up for something" ("Marshall")
"This is me" ("O rei do show")

Melhor Edição
Lee Smith ("Dunkirk")
Paul Machliss and Jonathan Amos ("Em ritmo de fuga")
Tatiana S. Riegel ("Eu, Tonya")
Sidney Wolinsky ("A forma da água")
Jon Gregory ("Três anúncios para um crime")

Melhor Mixagem de Som
Mark Weingarten, Gregg Landaker and Gary A. Rizzo ("Dunkirk")
David Parker, Michael Semanick, Ren Klyce and Stuart Wilson ("Star Wars: Os últimos Jedi")
Julian Slater, Tim Cavagin and Mary H. Ellis ("Em ritmo de fuga")
Ron Bartlett, Doug Hemphill and Mac Ruth ("Blade Runner 2049")
Christian Cooke, Brad Zoern and Glen Gauthier ("A forma da água")

Melhor Edição de Som
Richard King and Alex Gibson (“Dunkirk”)
Julian Slater (“Em ritmo de fuga”)
Mark Mangini and Theo Green (“Blade Runner 2049”)
Nathan Robitaille and Nelson Ferreira (“A forma da água”)
Matthew Wood and Ren Klyce (“Star Wars: The Last Jedi”)

Melhor Animação
"Viva: A vida é uma festa" (Lee Unkrich and Darla K. Anderson)
"O poderoso chefinho" (Tom McGrath and Ramsey Naito)
"The Breadwinner" (Nora Twomey and Anthony Leo)
"O Touro Ferdinando" (O Br Carlos Saldanha)
"Com Amor, Van Gogh" (Dorota Kobiela, Hugh Welchman and Ivan Mactaggart)

Melhor Curta de Animação
“Dear Basketball” (Glen Keane and Kobe Bryant)
"Garden Park" (Victor Caire and Gabriel Grapperon)
“Lou” (Dave Mullins and Dana Murray)
“Negative Space” (Max Porter and Ru Kuwahata)
“Revolting Rhymes” (Jakob Schuh and Jan Lachauer)

Melhor curta
"The silent Child" (Chris Overton and Rachel Shenton)
"Dekalb Elementary" (Reed Van Dyk)
"The 11 o' clock" (Derin Seale and Josh Lawson)
"My Nephew Emmett" (Kevin Wilson, Jr.)
"Waty Wote/All of us" (Katja Benrath and Tobias Rosen)

Melhor Trilha Sonora
Alexandre Desplat ("A forma da água")
Hans Zimmer ("Dunkirk")
Jonny Greenwood ("Trama Fantasma")
John Williams ("Star Wars: Os últimos Jedi")
Carter Burwell ("Três anúncios para um crime")

É isso aí! 
Bora aproveitar pra ir no cinema que a maioria dos vencedores tão chegando mesmo agora nos cinemas pt-br!

Cris F Santana, em nome da Equipe da Caneca.
(@CrisFSantana)
E um beijo pra linda da que pediu mais finaciamentos e credibildiade pra projetos de mulheres.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Oscar 2018 - Indicados

Foi dada a largada para a maior premiação do ano no Cinema! Estão definidos os indicados as estatuetas douradas dos Oscars 2018! O drama A Forma da Água é o indicadão do ano concorrendo a 13 estatuetas. Ali correndo um atrás do outro com entre oito e quatro indicações estão Dunkirk, Três Anúncios para um Crime, O Destino de uma Nação, Trama Fantasma, Lady Bird e Corra. Star Wars o Último Jedi também aparece na lista com 4 indicações, todas técnicas. Dois brasileiros vão participar da festa, Carlos Saldanha diretor da animação O Touro Ferdinando e Rodrigo Teixeira, produtor do indicado a Melhor Filme Me Chame pelo Seu Nome.

the shape of water
O indicadão do ano - A Forma da água


Confira aí a lista completa: 

Melhor Filme
"Dunkirk"
"Me chame pelo seu nome"
"O destino de uma nação"
"Corra!"
"Lady Bird - É hora de voar"
"Trama Fantasma"
"The Post - A Guerra Secreta"
"A forma da água"
"Três anúncios para um crime"

Melhor Diretor
Martin McDonagh ("Três anúncios para um crime")
Jordan Peele ("Corra!")
Greta Gerwig ("Lady Bird: É hora de voar")
Paul Thomas Anderson ("Trama fantasma")
Guillermo del Toro ("A forma da água")

Melhor Ator
Timothée Chalamet ("Me chame pelo seu nome")
Daniel Day-Lewis (“Trama Fantasma")
Daniel Kaluuya ("Corra!)
Gary Oldman ("O destino de uma nação")
Denzel Washington ("Roman J. Israel, Esq.")

Melhor Atriz
Sally Hawkins ("A forma da água")
Frances McDormand ("Três anúncios para um crime")
Margot Robbie ("Eu, Tonya")
Saoirse Ronan ("Lady Bird: É hora de voar")
Meryl Streep ("The Post - A Guerra Secreta")

Melhor Roteiro Adaptado
"Artista do desastre" (Scott Neustadter e Michael H. Weber)
"Me chame pelo seu nome" (James Ivory)
"A Grande Jogada" (Aaron Sorkin)
"Logan" (Scott Frank, James Mangold e Michael Green)
"Mudbound" (Virgil Williams and Dee Rees)

Melhor Roteiro Original
"Lady Bird: É hora de voar" (Greta Gerwig)
"Doentes de Amor" (Emily V. Gordon e Kumail Nanjiani)
"Corra!" (Jordan Peele)
"A forma da água" (Guillermo del Toro)
"Três anúncios para um crime" (Martin McDonagh)

Melhor Ator Coadjuvante
Willem Dafoe ("Projeto Flórida")
Woody Harrelson ("Três anúncios para um crime")
Richard Jenkins ("A forma da água")
Sam Rockwell ("Três anúncios para um crime")
Christopher Plummer ("Todo o Dinheiro do Mundo")

Melhor atriz coadjuvante
Allison Janney ("Eu, Tonya")
Mary J. Blige ("Mudbound")
Lesly Manville ("Trama Fantasma")
Laurie Metcalf ("Lady Bird: É hora de voar")
Octavia Spencer ("A forma da água")

Melhor Filme em Língua Estrangeira
"Uma Mulher Fantástican" (Chile)
"O Insulto" (Líbano)
"Desamor" (Rússia)
"Corpo e Alma" (Hungria)
"The Square: A arte da discórdia" (Suécia)

Melhor Design de Produção
Dennis Gassner e Alessandra Querzola (“Blade Runner 2049”)
Sarah Greenwood e Katie Spencer (“A bela e a fera”)
Sarah Greenwood e Katie Spencer ("O destino de uma nação")
Nathan Crowley e Gary Fettis ("Dunkirk")
Paul Denham Austerberry e Shane Vieau and Jeff Melvin (“A forma da água")

Melhor Cabelo e Maquiagem
Kazuhiro Tsuji, David Malinowski and Lucy Sibbick ("O Destino de Uma Nação")
Daniel Phillips and Lou Sheppard ("Victoria & Abdul")
Arjen Tuiten ("Wonder")

Melhor Fotografia
Bruno Delbonnel ("O destino de uma nação")
Roger Deakins (“Blade Runner 2049”)
Hoyte van Hoytema (“Dunkirk”)
Rachel Morrison (“Mudbound”)
Dan Laustsen (“A forma da água”)

Melhor Figurino
Jacqueline Durran ("A bela e a fera")
Jacqueline Durran ("O destino de uma nação")
Mark Bridges ("Trama Fantasma")
Luis Sequeira ("A forma da água")
Consolata Boyle ("Victória e Abdul")

Melhor Canção
"Remenber me" ("Viva - A vida é uma festa")
"Mighty river" (Mudbound)
"Mystery of love" ("Me chame pelo seu nome")
"Stand up for something" ("Marshall")
"This is me" ("O rei do show")

Melhor Edição
Paul Machliss and Jonathan Amos ("Em ritmo de fuga")
Lee Smith ("Dunkirk")
Tatiana S. Riegel ("Eu, Tonya")
Sidney Wolinsky ("A forma da água")
Jon Gregory ("Três anúncios para um crime")

Melhor Mixagem de Som
David Parker, Michael Semanick, Ren Klyce and Stuart Wilson ("Star Wars: Os últimos Jedi")
Julian Slater, Tim Cavagin and Mary H. Ellis ("Em ritmo de fuga")
Ron Bartlett, Doug Hemphill and Mac Ruth ("Blade Runner 2049")
Mark Weingarten, Gregg Landaker and Gary A. Rizzo ("Dunkirk")
Christian Cooke, Brad Zoern and Glen Gauthier ("A forma da água")

Melhor Edição de Som
Julian Slater (“Em ritmo de fuga”)
Mark Mangini and Theo Green (“Blade Runner 2049”)
Richard King and Alex Gibson (“Dunkirk”)
Nathan Robitaille and Nelson Ferreira (“A forma da água”)
Matthew Wood and Ren Klyce (“Star Wars: The Last Jedi”)

Melhor Animação
"O poderoso chefinho" (Tom McGrath and Ramsey Naito)
"The Breadwinner" (Nora Twomey and Anthony Leo)
"Viva: A vida é uma festa" (Lee Unkrich and Darla K. Anderson)
"O Touro Ferdinando" (O Br Carlos Saldanha)
"Com Amor, Van Gogh" (Dorota Kobiela, Hugh Welchman and Ivan Mactaggart)

Melhor Curta de Animação
“Dear Basketball” (Glen Keane and Kobe Bryant)
"Garden Park" (Victor Caire and Gabriel Grapperon)
“Lou” (Dave Mullins and Dana Murray)
“Negative Space” (Max Porter and Ru Kuwahata)
“Revolting Rhymes” (Jakob Schuh and Jan Lachauer)

Melhor curta
"Dekalb Elementary" (Reed Van Dyk)
"The 11 o' clock" (Derin Seale and Josh Lawson)
"My Nephew Emmett" (Kevin Wilson, Jr.)
"The silent Child" (Chris Overton and Rachel Shenton)
"Waty Wote/All of us" (Katja Benrath and Tobias Rosen)

Melhor Trilha Sonora
Hans Zimmer ("Dunkirk")
Jonny Greenwood ("Trama Fantasma")
Alexandre Desplat ("A forma da água")
John Williams ("Star Wars: Os últimos Jedi")
Carter Burwell ("Três anúncios para um crime")

E bora pra maratona! 

Cris F Santana
(@CrisFSantana)

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Premiações - Globe de Ouro 2018

Em meio a muitas piadas tentando ser politicamente corretas, e muitos protestos infelizmente necessários, denunciando o assédio sexual sofrido pelas mulheres em Hollywood e pedindo igualdade de gêneros, foram entregues os Globos de Ouro 2018 nesse domingo, 7 de Janeiro. A cerimônia apresentada pelo comediante Seth Meyers, foi marcada pelos discursos femininos marcantes, principalmente o da homenageada do dia Oprah Winfrey , Nicole Kidman, vendora do prêmio de melhor atriz em minissérie por seu trabalho em Big Little Lies e de Elisabeth Moss, vencedora do prêmio de melhor atriz por seu papel em The Handsmade's  Tale - essa série ao mesmo tempo tão bizarra, tão assustadora e tão possível. No cinema, Três anúncios para um crime, o drama de Martin McDonagh foi o grande premiado da noite vencendo 4 das 6 categorias que concorria, incluindo o de Melhor Filme Drama.

Confira (em negrito) os filmes premiados: 

>> Melhor Filme – Drama
"Me chame pelo seu nome"
"The Post: A guerra secreta"
"Dunkirk"
"A forma da água"
"Três anúncios para um crime" 

>> Melhor Filme – Comédia ou musical
"Artista do desastre"
"Corra!"
"Eu, Tonya"
"Lady Bird: É hora de voar" 
"O rei do show"

>> Melhor diretor Homem (palmas para Natalie Portman)
Christopher Nolan ("Dunkirk")
Guillermo del Toro ("A forma da água") 
Martin McDonagh ("Três anúncios para um crime")
Ridley Scott ("Todo o dinheiro do mundo")
Steven Spielberg ("The Post: A guerra secreta")

>> Melhor ator de filme – Drama
Daniel Day-Lewis ("Trama fantasma")
Denzel Washington ("Roman J. Israel, Esq.")
Gary Oldman ("O destino de uma nação") 
Timothée Chalamet ("Me chame pelo seu nome")
Tom Hanks ("The Post: A guerra secreta")

>> Melhor atriz de filme – Drama
Frances McDormand ("Três anúncios para um crime") 
Jessica Chastain ("A grande jogada")
Meryl Streep ("The Post: A guerra secreta")
Michelle Williams ("Todo o dinheiro do mundo")
Sally Hawkins ("A forma da água")

>> Melhor ator de filme – Comédia ou Musical
Ansel Elgort ("Em ritmo de fuga")
Daniel Kaluuya ("Corra!")
Hugh Jackman ("O rei do show")
James Franco ("Artista do desastre") 
Steve Carell ("A guerra dos sexos")

>> Melhor atriz de filme – Comédia ou Musical
Emma Stone ("A guerra dos sexos")
Helen Mirren ("Ella e John")
Judi Dench ("Victoria e Abdul – O confidente da rainha")
Margot Robbie ("Eu, Tonya")
Saoirse Ronan ("Lady Bird: É hora de voar") 

>> Melhor atriz coadjuvante de filme
Allison Janney ("Eu, Tonya") 
Hong Chau ("Pequena grande vida")
Laurie Metcalf ("Lady Bird: É hora de voar")
Mary J. Blige ("Mudbound – Lágrimas sobre o Mississipi")
Octavia Spencer ("A forma da água")

>> Melhor ator coadjuvante de filme
Armie Hammer ("Me chame pelo seu nome")
Christopher Plummer ("Todo o dinheiro do mundo")
Richard Jenkins ("A forma da água")
Sam Rockwell ("Três anúncios para um crime") 
Willem Dafoe ("Projeto Flórida")

>> Melhor roteiro de filme
Guillermo del Toro ("A forma da água")
Aaron Sorkin ("A grande jogada")
Greta Gerwig ("Lady Bird: É hora de voar")
Liz Hannah e Josh Singer ("The Post: A guerra secreta")
Martin McDonagh ("Três anúncios para um crime") 

>> Melhor animação
"Com amor, Van Gogh"
"O poderoso chefinho"
"O touro Ferdinando"
"The Breadwinner"
"Viva: A vida é uma festa" 

>> Melhor filme em língua estrangeira
"Em pedaços" 
"First They Killed My Father: A Daughter of Cambodia Remembers"
"Nelyubov"
"The Square"
"Uma mulher fantástica"

>> Melhor trilha sonora para filme
Alexandre Desplat ("A forma da água") 
Hans Zimmer ("Dunkirk")
Vários ("The Post: A guerra secreta")
Jonny Greenwood ("Trama fantasma")
Carter Burwell ("Três anúncios para um crime")

>> Melhor canção original para filme
"Home", de "O touro Ferdinando"
"Mighty River", de "Mudbound - Lágrimas sobre o Mississipi"
"Remember me", de "Viva - A vida é uma festa"
"The star", de "A estrela de Belém"
"This is me", de "O rei do show" 

Cris F Santana

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Assassinato no Expresso Oriente (por Salemme)

(Murder on the Orient Express - 2017)

Depois de longo e tenebroso inverno estou de volta para falar de novo sobre minhas frustrações em assistir adaptações de livros para o cinema. Depois de uma surpresa excelente com o filme Extraordinário (texto em breve) me arrisquei em ver na telona antes que saísse de cartaz Assassinato no Expresso Oriente, uma das obras mais conhecidas da gênia da literatura do crime Agatha Christie, e aí infelizmente a surpresa não foi tão grata assim.

Num resumo bem básico da história: o famoso detetive belga Hercule Poirot está ansioso para tirar férias, mas se vê “obrigado” a pegar mais um caso e por isso precisa embarcar no expresso que sai aquela noite e que estranhamente está completamente lotado, incluindo uma cabine que nunca é usada por ninguém. Usando da amizade que tem com o diretor da companhia de trens, Poirot consegue uma cabine. Cercado de passageiros completamente diferentes um dos outros (seja por faixa etária, condições sociais ou quaisquer outras comparações) o detetive não consegue descansar nem durante a viagem: um dos passageiros aparece morto na própria cabine de manhã (e não, isso não é um spoiler), na sequencia de uma noite de nevasca que descarrilhou o comboio e os obriga a ficar no meio do nada, na neve, aguardando o resgate. Daí, Poirot entra em ação, colhendo depoimentos de todos os passageiros, juntando as peças de quebra cabeça a fim de encontrar quem, entre eles, cometeu o crime.

Vamos lá, para quem não leu a obra talvez o filme seja bem interessante, muito embora eu não consiga dizer se foi possível acompanhar o desdobramento das pistas que Hercule Poirot vai descobrindo, as cenas ficaram um tanto atropeladas e difíceis de acompanhar. Como era de se imaginar, muitas partes interessantíssimas do livro não foram passadas para a telona o que, na minha opinião, fez com que se perdesse bastante da história. Na literatura, o enredo acontece todo dentro do trem, dessa maneira consigo entender porque adaptaram algumas cenas para o exterior, com um pouco mais de ação e cenário diferente. Isso ajudou também para que o longa ganhasse pontos no quesito fotografia. 



Alguns detalhes foram inseridos na história que são fora do contexto do livro não acrescentaram nada de interessante (isso claro, na minha humilde opinião e que vocês devem levar em conta que eu sempre  espero adaptações perfeitas) e esse tempo poderia ser usado para detalhar melhor as pistas e como Poirot foi concluindo o caso.

A interpretação de Hercule Poirot foi feita brilhantemente por Kenneth Branagh, o detetive estava caracterizado exatamente como a descrição do livro, incluindo trejeitos, pra mim foi o que valeu  o filme.





Embora não tenha atendido minhas expectativas de leitora (e fã) de Agatha Christie, Assassinato no Expresso Oriente é um bom filme, valeu o ingresso e está recomendado!


Salemme
(@DaniSalemme)


terça-feira, 31 de outubro de 2017

Bingo: O Rei das Manhãs

(Bingo: O Rei das Manhãs - 2017)

Quem foi criança no final dos anos 80, começo dos ano 90 com certeza vai mergulhar na nostalgia – até o cinema nacional chegou lá – e perceber logo de cara que Bingo não era o nome original do palhaço desse filme! Por conta de tretas de direitos autorais os caras precisaram mudar uns nomes pra continuar deixando óbvio quem era evitar que a gente reconhecesse as personagens – só a Gretchen é a Gretchen – e assim nasceu Bingo, O Rei das Manhãs!

O filme é a biografia adaptada de Arlindo Barreto Augusto Mendes que deixou de ser ator de pornochanchadas pra se tornar o palhaço dos cabelos espetados vermelhos azuis e roupa azul vermelha,  Bozo Bingo e invadir as casa todas as manhãs com seu programa na TVS, atual SBT TVB, se tornando um concorrente direto e difícil para o o Show da Xuxa Lulu na TV Globo Mundial - não dá pra dizer que as adaptações não foram criativas.

Esse palhaço simpático expressão da inocência infantil

Temos na tela a história do homem desde os filmes pornôs, de como ele ganhou o papel do palhaço (uma história que garantiu muita risada não muito correta), como conseguiu ganhar a audiência e o carisma da molecada nas manhãs na TV, até se afundar das drogas e as drogas afundarem com ele (e o que aconteceu com ele depois, porque o Arlindo de verdade exigiu isso em contrato).

Apesar de ser uma história cheia de palhaçada – ba dum tis – é o drama que dá o tom da trama. Mesmo tendo alcançando todo o sucesso que sempre sonhou, por contrato o cara não podia falar que ele é que era o Bingo, e ser um mega blaster hiper famoso e ao mesmo tempo um Zé Ninguém atormentou muito o homem e fez sofrer ainda mais seu filho – todo mundo ama teu pai, mas ninguém sabe que é teu pai e nem você vê mais teu pai, pense! Além disso o filme também dá uma visão bacana de como se fazia TV nos anos 80 - ou hoje - e dos meandros que regem até onde se vai na guerra pela audiência.

Os produtores do filme deram muita sorte quando Wagner Moura disse que não ia rolar agenda pra ele fazer o palhaço e indicou Vladmir Brichta, Vladmir é o dono do filme! Sem dúvidas era o ator perfeito pra personagem, sarcástico, caricato e dramático cada um na medida certa - Tem todos os meus elogios.

A religiosa diretora Lúcia de Leandra Leal pode ser chamada de coprotagonista do filme, construída de forma bem interessante, ela vai se mostrando aos poucos no decorrer do filme e nós e Augusto vamos assistindo isso juntos.

Ainda vemos no filme a Gretchen de Emanuele Arujo – bem na sua cara porque dá audiência – Tainá Muller, a mãe do filho dele, o fofo Cauã Martins interpretando o filho, Ana Lúcia Torres a mãe e Domingos Montagner – que Deus o tenha – dando aula de palhaçada (e enfatizando quanto tempo leva pra produzir um filme nacional).

O diretor Daniel Rezende - montador de carteirinha - com certeza fez da montagem um excelente adicional artístico pro filme. As evoluções de trama usando ligações com plano sequência  são de encher os ~meus~ olhinhos. Fora a composição de ambiente dos anos 80 que é quase um túnel do tempo – pode prestar atenção nos detalhes, os caras pensaram em todos. E aliás, como a infância nos anos 90 foi.. Assustadora?!

E se depois de tudo isso, você ainda não viu motivo pra pagar o ingresso do cinema e assisitir a esse filme nacional, ainda tem mais um: Bingo, o Rei das Manhãs foi escolhido o concorrente brasileiro a uma vaga no Oscar de melhor filme internacional – já fica a torcida.


Pra quem valoriza o cinema nacional (e pra quem não valoriza mas deveria muito) a dica é Bingo, o rei das manhãs.

Cris F Santana
(@crisfsantana)

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Planeta dos Macacos: A Guerra


Que a trilogia símia sempre acaba fazendo a gente torcer pros macacos (e contra os humanos) todo mundo já sabe. Mas dessa vez.. Eles fizeram a gente torcer muito pelos macacos!

planeta dos macacos a guerra
A macacada reunida

Se você não lembra do começo da história - se você não viu, pula, que tem spoiler. Em A Oigem, Cesar (Andy Serkis em todos os filmes) era um macaco comum de lab que foi usado pra testes de uma nova droga pra cura do Alzheimer. Acontece que a droga causou uma mutação gênica no macaco que adquiriu super inteligência - inclusive aprendeu a falar. O macaco era até bem cuidadinho pelo seu dono e família, mas por causa de umas tratas lá da ilegalidade dos experimentos, ele é levado pra um galpão de macacos de testes. Indignado com os maus tratos que os símios recebiam nos laboratórios, Cesar organiza uma revolta, detona todos os humanos do mal do local e foge pra floresta com a macacada pra começar de novo. Daí, em O Confronto os símios constroem uma comunidade que volta e meia se mete em tretas com os humanos. No meio do rolê se destaca o gorila Koba, um dos mais maltratados nos testes de lab e que por isso guarda muita mágoa no coração. O Koba inicia uma briga feia com os humanos que estão cada vez mais doentes por causa de um surto de gripe símia, mas o Cesar não quer brigar e no fim acaba matando o Koba. Mas até aí a maioria dos humanos já morreu também. - fim do spoiler.

"Humans get sick, apes get smart, humans kill apes."

E chegamos ao terceiro e último filme (por isso que chama trilogia). Um coronel sobrevivente (Woody Harrelson, o hipnotizados de mágicos) tá determinado a achar a tribo do César e matar todos os macacos "pelo bem da humanidade". O exército humano tem sucesso numa emboscada que causa perdas inimagináveis pro time do Cesar. O líder dos macacos resolve se vingar do acontecido e ganha o apoio do orangotango vermelho e do soldado fiel Rockt. Na trilha, o grupo agrega também o chimpanzé Bad Ape, um ex macaquinho de zoológico, alívio cômico oficial do filme, e a garotinha Nova, cujo plot não posso falar se não é spoiler.

Um pouco arrastado no segundo ato e um tanto eletrizante no ato final, o filme do diretor Matt Reeves conseguiu aprofundar ainda mais a empatia já criada entre o espectador e o time dos macacos. Como disse no começo, é impossível não torcer pra macacada se dar bem e os humanos muito mal - até os macacos mais do mal parecem mais empáticos que os humanos.

E impossível não destacar os efeitos visuais do filmes que transformou tantos atores em tantos macacos! 

Dica pra quem curti os macacos ou pra quem tá cansado dos humanos, Planeta dos Macacos: A Guerra.

Cris F Santana
(@CrisFSantana)


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Em Ritmo de Fuga

Baby Driver - 2017

Já imaginou misturar Drive com Scott Pilgrim e botar de protagonista um cara meio Joel Goodsen meio Ferris Bueller?! 

Foi isso que o diretor Edgar Wright fez! Em Em Ritmo de Fuga – ou Baby Driver, no nome original, que facilita a referência – ele nos apresenta o moço Baby (Ansel Ergot, ou o carinha sem perna que gostava da menina sem pulmão, que era irmã dele no outro filme). Quando criança ele sofreu um acidente que deixou como sequela um constante zumbido nos seus ouvidos. O cara encontrou um meio peculiar de amenizar o barulho inconveniente, o tempo todo tem os fones do iPod player de música da maçã nos ouvidos, ouvidos playlists muito bem selecionadas.

"Alguém viu meus cigarros?"
Motorista excelente e acidentalmente em dívida com o bandido Doc (Frank Underwood, também conhecido como Kevin Spacey) Baby faz serviços de piloto de fuga no infinito “só mais um trabalho” pra sanar sua conta. No meio dessa correria do crime o moço conhece e se apaixona por Debora (Lily James ou Cinderela), a garçonete da roupa de zebra, que vira um motivo a mais pra ele querer terminar de vez seus serviços. 

A química entre Ansel e Lily (Baby e Debora) é um ótimo ingrediente adicional no romance thriller. E as playlist do Baby são destaque especial na película, elas fazem o filme. Seja dirigindo, seja comendo um sanduba de manteiga de amendoim. Seja The Jon Spencer Blues Explosion, os riffs de The Damned (Neat Neat Neat), Golden Earring no chevão, Bob & Earl com café, Button Down Brass se confundindo com os tiros, a guitarra do Queen dando o ritmo na ação, tudo foi meticulosamente escolhido por Wright pra ornar com a ação (ou não) do momento. Um baita acerto.

No filme também estão Jon Hamm (Mad Men) e Eiza González, como Bonnie e Clyde Buddy e Darling e Jamie Foxx (Django) como Batt, todos na gangue de assaltantes. 

Seja no Mustangão vermelho, seja no Chevy 86 roxinho, seja pra quem espera um musical romântico ou um thrilher perseguição de carros. Fica a dica da Caneca, Em Ritmo de Fuga. Dê o play no acelerador e pise fundo na playlist!

Cris F Santana
(@CrisFSantana)
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