sexta-feira, 22 de abril de 2016

Caneca de Lágrimas: Amor Por Direito (Por Cris F Santana)

(Freeheld - 2015)

Mais uma vez, já me assumo como suspeita para falar do filme. Afinal, como eu disse sobre o filme Carol, um tempo atrás, como posso não amar ver um romance lésbico tão bem interpretado?!

O Amor representado
Baseado em fatos reais (reais de verdade, desses com fotinhas das verdadeiras personagens nos créditos e tudo), Freeheld, dirigido por Peter Sollett, narra a história da policial de Ocean Country, EUA, Laurel Hester (Julianne Moore, brilhante). Laurel trabalha pra policia a vinte e tantos anos e é amplamente reconhecida pelo seu desempenho. Mas, se esconde no armário. É no alto de seus prováveis quarenta e poucos anos que ela conhece a novinha Stace (Ellen Page, toda fofa). Elas se apaixonam e consumam uma espécie de união estável (ou algo similar da justiça do tio Sam). E quando tudo parecia estar feliz é que a carroça desanda. Laurel é diagnosticada com câncer de pulmão estágio 4. Acontece que é direito do cônjuge de todo o policial local, receber uma pensão em caso de algo de ruim (bem ruim) acontecer com o agente da lei. Laurel resolve lutar pra que a sua novinha possa receber também este direito, e ficar com casa, cachorro tudo e tal. A luta por este ideal em paralelo à enfrentar o mundo em nome de seu amor. E essa é a trama do filme.

A sensibilização dos outros gays, das pessoas comuns, dos colegas policias, da comunidade, daqueles que fazem as leis. Tudo está em jogo. E tudo precisa ser alcançado em meio a fragilidade de um câncer. 

Ellen Page deve ter feito neste filme o personagem mais sincero de sua carreira (até porque, geral já sabe que a colega tá na luta pela causa!) Mas o destaque é e não poderia deixar de ser para Julianne Moore. Mais uma vez (e quem viu Para Sempre Alice deve se lembrar disso) intensamente convincente na representação da evolução pro fim de sua personagem. As expressões, a respiração ofegante (e agoniante), o olhar triste, o sorriso cansado. 

No filme também estão Steve Carrel, um pastor judeu, gay ativista. Michael Shannon, um policial branco e hétero. Ambos do lado bom da força. 

O que tenho pra dizer sobre o filme?! A pessoa, lê a sinopse, assiste o trailer e começa a ver o filme já sabendo que se a mocinha tem câncer terminal, ela está pra morrer! (E não, isso não é um spoiler, é uma constatação lógica). Mas mesmo assim, termina o filme desidratada.

Para aqueles que gostam de ótimas interpretações, de histórias de amor ou simplesmente de bons filmes. Recomendo.

Cris F Santana
(@CrisFSantana)

"Sabe o que Jesus disse sobre homossexualidade? Eu vou dizer para vocês o que ele disse!
...

Exatamente, ele não disse nada. Mas disse que devemos ter amor e compaixão pelo próximo."

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Caneca de Estreias: 21 de Abril

Sem dúvidas, a semana do drama! Confira no vídeo (ou no texto logo em baixo) os filmes em destaque entrando em cartaz em 21 de Abril, nos cinemas.


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Amor por Direito (Freeheld) - trailer
Preparados pra chorar?  Baseado em uma história real, Amor por direito conta a história da policial Laurel Hester (Julianne Moore, prometendo arrasar, como sempre), super bem sucedida em sua carreira, mas que vive uma vida dupla com sua sexualidade. Até que Laurel conhece e se apaixona pela jovem mecânica Stacie Andree (Ellen Page metendo o pé na porta). As duas constroem um relacionamento desses de comercial de margarina, com direito a casa grande, cachorro, jardim.. Até que a policial começa a se incomodar com algumas dores e é diagnosticada com câncer terminal. Daí pra frente, é agarrar o lencinho e controlar os soluços. Laurel decide lutar para que Stace possa receber os mesmos direitos que qualquer esposa de policial bem sucedido receberia e conseguir continuar com a casa e a vida que construíram (tão fofa!) e claro, não vai ser fácil! Com direção de Peter Sollett, pra quem tá procurando um drama de encharcar o lencinho, essa é a recomendação da semana.


Milagres do Paraíso (Miracles from Heaven) - trailer
Mais um drama na lista de recomendações, no filme da diretora Patricia Riggen, uma garotinha é diagnosticada com uma doença digestiva grave e incurável. A doença impede a pequena de viver uma vida normal e leva seus pais a um insano imenso sofrimento em busca de possíveis curas. Até que, um dia, a minazinha leva um tombo quase mortal do alto de uma árvore, batendo a cabeça feio. Daí que a menina, não só não morre, nem fica paralitica ou com algum outro tipo de sequela, como também, fica curada! E passa a dizer pra família que esteve do outro lado e falaram que ela voltaria curada. (Vocês acreditam e milagres?) O drama familiar tem Jeniffer Garner (que de repente não tem mais trinta) interpretando a mamãe dedicada. É mais uma recomendação da categoria lencinhos molhados na semana.



Nise - O Coração da Loucura - trailer
Terceiro filme da lista de estreias, terceira biografia! E o filme de direção de Roberto Berliner é mais um que vale a pena ser recomendado. Homenageando mulher da terra e com Gloria Pires (achando tudo bacana) no papel principal. O filme narra a parte da vida da doutora Nise que modificou a historia da psiquiatria por aqui. Foi a doutora Nise que resolveu extinguir o eletrochoque e as lobotomias no tratamento dos esquizofrênicos, trocando por tratamentos mais humanos e com (e dando o ponta pé na carreira de Terapeuta Ocupacional). Agora, imagine aí uma mulher, na década de 50, indo contra todas as correntes e tratando com pessoas vistas apenas como malucos pela maior parte da sociedade. Claro que não deve ter sido fácil. Fica a dica de Cinema Nacional e aula de história, e se for ver, me chama!



O Caçador e a Rainha de Gelo (The Huntsman: Winter's War) - trailer
O blockbuster da semana é um derivado de Branca de Neve e o Caçador. Não é exatamente uma sequência, já que essa história viria cronologicamente antes, ou pelo menos um pedaço viria antes e outro pedaço depois. Enfim! Existia a rainha Ravenna (Charlize Theron, um pouquinho menos Furiosa, talvez) que vivia de boa lá no seu reino, até que sua irmã, a rainha Freya (Emily Blunt, aquela que pegou gripe tentando vestir Prada) teve uma filha. Ravenna pirou na batatinha e mandou matar a criança e assim virou a rainha Má (até aí, Branca de Neve). Acontece que a mana Freya caiu numa deprê pesada depois da morte da bebê e se transformou na Rainha de Gelo - qualquer semelhança com Frozen aparentemente é mera coincidência. Daí que, pulando um tanto no tempo, a rainha má morreu. E a Rainha de Gelo resolve então ficar com o espelho mágico dela (aquele famoso do "espelho, espelho meu"), e pra isso chama o casal de os caçadores Sara e Erik (Jessica Chastain, que já cruzou histórias e foi pra Marte e Chris Hemsworth, ou apenas Thor) o negócio é que nem depois de morta a Rainha Má larga de dar trabalho. Então, dica de aventura da semana (e que eu já quero ver só pela quantidade de personagens femininos dando porrada), e se for ver me chama mesmo!

Cris Santana
(@crisfsantana)


quinta-feira, 14 de abril de 2016

Rua Cloverfield, 10

(10 Cloverfield Lane - 2016)


A primeira especulação que geral está se fazendo ao ouvir falar desse filme é: Seria uma continuação de Cloverfield - Monstro? E a resposta é não! (Não é só porque eles tem quase o mesmo nome e o mesmo produtor fodão que vão ter ligação direta, não é?) Segundo o próprio produtor J J Abrams (o cara que agora coordena tudo que rola nas estrelas), os filmes tem uma ligação de DNA e ao mesmo tempo nenhuma relação entre si.

Rua Cloverfield 10
Tiozão e a Mina num quartinho aconchegante

Enfim, Rua Cloverfield, 10 é o endereço da fazenda de Howard Stambler (John Goodman) o homem, um quarentão cheio de esquisitices, usa o trauma de seus 15 anos de marinha como motivo pra ter construído um bunker anti ataques nucleares no seu quintal. Em outro ponto da cidade, vive a aspirante a estilista Michelle (Mary Elizabeth Winstead, a eterna Ramona Flores). Após uma discussão com o namorado, Michelle sai dirigindo sem muitos rumos pela noite da cidadela americana. Acontece que, durante o rolê, um segundo carro aparece na pista e causa um acidente, fazendo o carro da moça capotar pra fora da pista e a deixando inconsciente. Quando desperta, Michele está dentro do bunker do Howard, com ele e mais um carinha de braço quebrado (John Gallagher Jr.). O homem explica pra ela que houve um ataque químico/nuclear e que respirar o ar do lado de fora gera derretimento corporal (coisinha boba, leve). Entre acreditar no homem e ficar tecnicamente segura dentro do bunker ou desconfiar e correr o risco de virar sopa do lado de fora, Michele resolve ficar e começa a juntar fatos que levam pra um ou outro lado.

Mesmo com apenas três personagens e praticamente um único local de filmagem, o diretor Dan Trachtenberg (em seu primeiro longa) conseguiu que o filme cumprisse bem seu papel de suspense e gerou muitos pulinhos da cadeira nas pessoas no cinema. Porém, um ponto causou incômodo no filme. O conflito sobre a índole do tiozão que devia parecia ser o principal, em certo momento do filme, é atropelado pela inserção de um novo plot. E isso dá uma sensação de que o filme se quebra em duas historias. E essa segunda história é um pouco forçada menos elaborada que a primeira. Não sei se por estar esperando uma conclusão mais fechada da primeira parte ou se por falha dessa segunda parte mesmo, mas, o clima fica estranho.

Quer dizer, Rua Cloverfield 10 pode ser um ótimo suspense, mas vá assistir apenas (apenas mesmo! Escuta a tia!) se você for fã de Cinema sci-fi.

Cris Santana


sexta-feira, 8 de abril de 2016

Terror na Caneca: O Mistério das Duas Irmãs (Por Bruno Moura)


"The consequence of your illusions is your reality"
Steven Redhead

Olá pessoal, tudo bem?

Retomando as postagens do Terror na Caneca, o filme a ser comentado hoje entra na categoria Terror Psicológico yaaaaas.
O filme conta em seu elenco com Emily Browning como Anna Ivers (Sucker Punch), Elizabeth Banks interpretando Rachel Summers (trilogia The Hunger Games e Pitch Perfect) e Arielle Kebbel como Alex Ivers (American Pie presents: Band Camp).


Em uma escala de 0 a Norman Bates (mother!), o quão transtornado você ficaria se presenciasse a morte da sua mãe, sabendo que seu pai a traía com a pessoa responsável por cuidar dela?

Esse é o dilema vivido por Anna Ivers. Enviada a uma instituição psiquiátrica após os eventos envolvendo a trágica morte da sua progenitora, Anna retorna a casa do seu pai, Steven Ivers, para um novo começo. Para sua surpresa, Rachel, até então do time "estou sendo paga para estar aqui", digivolveu para um estágio mais pessoal. Ela é agora a namorada do seu pai (todo dia um 7x1 diferente para a Anna).

Mas vamos falar de coisa boa? Vamos falar de Top Therm do reencontro de Anna com Alex, sua irmã mais velha. Alex segue a linha filha rebelde (gênio forte) que vemos em uma porrada de filmes. Em meio a uma discussão por elas não terem tido contato durante o período da Anna na clínica psiquiátrica, Alex descobre que suas cartas e mensagens não foram entregues a sua irmã, a qual leva a acreditar que seu pai seria o responsável pelo ocorrido.

Como diria uma conhecida minha "para o pior, não há limites". Anna começa a ter pesadelos relacionados a morte da sua mãe nos quais não só apontam Rachel como a responsável, como também pela mesma possuir uma outra identidade chamada Mildred Kemp. Aterrorizada por tais revelações, Anna começa uma corrida contra o tempo para desmascarar sua madrasta e expor a verdade por trás do falecimento da sua mãe. Porém, em quem ela deve confiar? Estaria Anna em condições normais de temperatura e pressão mentais para voltar ao convívio em sociedade?

Destaco a atuação da atriz Emily Browning, mostrando tanto o lado puro e inocente (e cute) de Anna, assim como seu lado transtornado. Os cenários alternam entre a clínica psiquiátrica e a casa de Anna, logo não há uma diversidade muito grande (aliás, aquela casa é #goals). O desfecho é bem bacana e aos meus olhos não decepciona! Fica a recomendação :)

Quem é Rachel Summers?

Bruno Moura
(@bruno_dsm)

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Caneca de Estreias: 7 de Abril

Confira as principais Estreias da semana de 7 de Abril nos Cinemas!

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Invasão a Londres (London Has Fallen) - trailer
A complicada e perigosa vida de um presidente dos Estados Unidos! Voltando 3 anos no tempo, assistimos o presidente norte-americano ter problemas com terroristas norte-coreanos, lá em Washington mesmo. E naquele filme, Mike Banning (Gerard Butler) foi lá e resolveu a parada com suas táticas avançadas de segurança da Casa Branca. Daí que agora, em 2016, morreu o primeiro ministro britânico. Logo, as autoridades importantes do mundo todo precisam ir até Londres fazer aquela social no velório do homem. Claro que, presidente dos EUA dando sopa em Londres, atrai uma atenção a mais que todas, atrai terroristas (não tá fácil isso por lá)! E defender o presidente mais em foco do mundo é mais um trabalho para o super Banning! Agora com o diretor Babak Najafi, o filme é a dica de ação americana com toque de sotaque britânico, da semana.


Rua Cloverfield, 10 (10 Cloverfield Lane) - trailer
Tinha uma moça (Mary Elizabeth Winstead) que vivia lá a vidinha normal dela. Um dia a moça sofreu um acidente de carro meio grave e apagou. Quando acordou estava dentro de um bunker com um carinha x (John Gallagher Jr.) e um químico quarentão (John Goodman, que já deve ter te feito rir algum dia). O tiozinho diz pra menina que aconteceu um ataque químico muito louco e que o mundo é um lugar inabitável agora, por isso, eles precisam viver pra sempre dentro do bunker. (Mas oi?!). Daí (pausa dramática para a inserção do plot de suspense) vem o plot do filme: Estaria o homem falando a verdade, ou não?! (Alguém lembra da mãe do Jack?) Caso tenha restado alguma dúvida sobre o filme parecer interessante ou não, deixo aqui apenas o nome do produtor da película: J J Abrams. Dica então de sci-fi e suspense da semana.



Mais Forte Que Bombas (Louder Than Bombs) - trailer
Depois do Lex Luthor com tendências psicóticas de quinta passada, tem mais um filme com Jesse Eisenberg estreando essa semana. No drama Mais Forte Que Bombas, Eisenberg é Jonah, um rapaz que perdeu a mãe num acidente de carro 12 anos atrás e agora precisa voltar a sua cidade pra participar de uma homenagem à falecida. O problema é que ao chegar em casa, o cara descobre que papai e o irmãozinho ainda não superaram o trauma da perda da mãe (Acho que fazia tempo que não rolava um telefonema pra casa..). E daí vem o plot do filme: Três homens, de três diferentes gerações e cada um na sua dificuldade em lidar com a perda de alguém tão querido (ou talvez haja algo que não sabemos sobre a morte de mamãe, talvez..). Escrito e dirigido por Joachim Trier, é a dica pra quem curte levar lencinhos pro cinema.


Cris Santana

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Ligadas Pelo Desejo (Por Cris F Santana)

(Bound - 1996)

Corky (Gina Gershon) é uma jovem mulher (com um sorriso assim meio de lado já saindo) que acabou de sair da prisão. Tentando recomeçar na vida, arranja um trabalho de reformado casas. Violet (Jennifer Tilly, a noiva do Chucky) é uma mulher sedutora,  estilo pin-up girl, e casada com Ceaser (Joe Pantoliano) o cara responsável pela lavagem de dinheiro da máfia local. Daí que essas duas mulheres se conhecem, se envolvem (sim, colegas tem coisinhas), e resolvem traçar um plano para, ao mesmo tempo, se livrar do Ceasar e ficar com toda a grana que está com ele.

Ligadas pelo Desejo
As Moças do Filme
Em um primeiro momento este filme, de 1996, parece totalmente despretensioso, sem nada que chame muita atenção, um filme de máfia como muitos da época. Mas logo na segunda cenas de encontro das duas mulheres, surge uma cena de sedução produzida com a mistura de erotismo e beleza que já logo joga na cara de quem assiste a assinatura de suas diretoras, as irmãs Wachowski.

Se você é algum viajandão e não conhece as irmãs Wachowski, tenho apenas duas referências pra dizer: Matrix e Sense8. Conhecidas pela inovação (se ainda tá boiando, procura aí no youtube o efeito tempo de bala, de Matrix) e pelas cenas dirigidas com detalhada beleza (procura aí o episódio 1x06 de Sense8, se você for maior de 18), já nesse filme, o primeiro dirigido, roteirizado e produzido pelas irmãs, mostravam o potencial do que viria dali em diante. São várias cenas com tomadas de ângulos totalmente não convencionais e soluções de quadro misturando ideias clássicas e novidades. Impossível não achar no mínimo interessaste.

Além disso, a história, que pode parecer comum a princípio, usa curvas imprevisíveis até o final, inclusive para as personagens! Uma ótima recomendação para quem gosta de cinema.

Cris Santana
(@crisfsantana)
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