quinta-feira, 14 de abril de 2016

Rua Cloverfield, 10

(10 Cloverfield Lane - 2016)


A primeira especulação que geral está se fazendo ao ouvir falar desse filme é: Seria uma continuação de Cloverfield - Monstro? E a resposta é não! (Não é só porque eles tem quase o mesmo nome e o mesmo produtor fodão que vão ter ligação direta, não é?) Segundo o próprio produtor J J Abrams (o cara que agora coordena tudo que rola nas estrelas), os filmes tem uma ligação de DNA e ao mesmo tempo nenhuma relação entre si.

Rua Cloverfield 10
Tiozão e a Mina num quartinho aconchegante

Enfim, Rua Cloverfield, 10 é o endereço da fazenda de Howard Stambler (John Goodman) o homem, um quarentão cheio de esquisitices, usa o trauma de seus 15 anos de marinha como motivo pra ter construído um bunker anti ataques nucleares no seu quintal. Em outro ponto da cidade, vive a aspirante a estilista Michelle (Mary Elizabeth Winstead, a eterna Ramona Flores). Após uma discussão com o namorado, Michelle sai dirigindo sem muitos rumos pela noite da cidadela americana. Acontece que, durante o rolê, um segundo carro aparece na pista e causa um acidente, fazendo o carro da moça capotar pra fora da pista e a deixando inconsciente. Quando desperta, Michele está dentro do bunker do Howard, com ele e mais um carinha de braço quebrado (John Gallagher Jr.). O homem explica pra ela que houve um ataque químico/nuclear e que respirar o ar do lado de fora gera derretimento corporal (coisinha boba, leve). Entre acreditar no homem e ficar tecnicamente segura dentro do bunker ou desconfiar e correr o risco de virar sopa do lado de fora, Michele resolve ficar e começa a juntar fatos que levam pra um ou outro lado.

Mesmo com apenas três personagens e praticamente um único local de filmagem, o diretor Dan Trachtenberg (em seu primeiro longa) conseguiu que o filme cumprisse bem seu papel de suspense e gerou muitos pulinhos da cadeira nas pessoas no cinema. Porém, um ponto causou incômodo no filme. O conflito sobre a índole do tiozão que devia parecia ser o principal, em certo momento do filme, é atropelado pela inserção de um novo plot. E isso dá uma sensação de que o filme se quebra em duas historias. E essa segunda história é um pouco forçada menos elaborada que a primeira. Não sei se por estar esperando uma conclusão mais fechada da primeira parte ou se por falha dessa segunda parte mesmo, mas, o clima fica estranho.

Quer dizer, Rua Cloverfield 10 pode ser um ótimo suspense, mas vá assistir apenas (apenas mesmo! Escuta a tia!) se você for fã de Cinema sci-fi.

Cris Santana


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