quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Especial Oscar 2016: Brooklyn (Por Cris F Santana)

(Brooklyn - 2015)

Um dos filmes independentes que alcançaram a indicação para o Oscar 2016, Brooklyn conta a história de Ellis, uma garota irlandesa dos anos 50s (anos 50 é tendência do cinema) que estimulada pela irmã mais velha e com ajuda de um padre irlandês, resolve tentar vida nova na América, precisamente no Brooklyn em NY. 

Mocinha
A mudança já começa traumática no navio, atravessar o Atlântico nos anos 50 não era lá tarefa muito fácil (nem saudável). Aqui o filme tem sua primeira particularidade, a moça que aconselha e ajuda Ellis na sua entrada na América (anota pra se atentar nisso aí e comparar depois). Nos EUA, a ruivinha passa a morar numa pensão para moças irlandesas e a trabalhar em uma loja de roupas para peruas jovens senhoras. Tentando lidar com a saudade de casa e viver uma vida tranquila entre trabalho, aulas de contabilidade e bailinho da igreja, Ellis conhece Tony (Emory Cohen), um encanador italiano gentil e bom moço e ambos se apaixonam. Obviamente, este não é o final feliz do filme. Algo (e com algo eu quero dizer algo que não vamos contar pra não perder o algo de drama que a história tem) acontece e dá uma chacoalhada na trama toda.

O filme do diretor  John Crowley é realmente simples, mas tecnicamente muito bem trabalhado. É divertido observar como as cenas são bem planejadas. Desde um movimento de garfo em continuidade até o jogo de cores da fotografia, que lembra Amelie Poulian, cheio de verdes e vermelhos, mas ao que se indica, a tentativa era representar o envolvimento da mocinha com seu país de origem (verde irlanda) para mais ou para menos. O roteiro, uma adaptação feita por Nick Hornby, e indicada a melhor roteiro adaptado, não tem um "oh meu Deus explodiram minha mente!" (e fui repetitiva nisso, eu sei), mas também foi tecnicamente muito bem trabalhado.

O destaque do filme é mesmo Saoirse Ronan, a mocinha irlandesa (que já conhecia por seu lado ET teen) que trás expressões interpretadas com uma sutilidade cativante (e também é danada a jovem, atentem!). Não é minha preferida a estatueta de Melhor Atriz, mas sua indicação é merecida.

O que mais valeu a pena do filme, é o que menos foi destacado pela academia, sua parte técnica. Em todo caso, para os amantes de cinema, está recomendado.

Cris F Santana

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...