terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Filme: Acima das Nuvens (Por Cris F Santana)


Acima das Nuvens deve ter sido o primeiro filme sobre o qual eu e o Rodrigo Sansão tivemos diversas opiniões divergentes. Analisando simplificadamente, eu gostei quase que por completo, e ele não.

O filme aborda a vida de Maria (Juliette Binoche), atriz, hoje de meia idade. Quando jovem, Maria inciou sua carreira interpretando uma jovem de vinte e poucos anos que usa seu poder de sedução para interpelar uma mulher mais velha e ter ascensão em sua carreira.
Após a morte do autor da peça, amigo próximo de Maria, um jovem diretor decide reencená-la e convida Maria para interpretar Helena, a mulher mais velha da nova versão. 
O segundo ato do filme é focado na preparação artística da atriz, que tem dificuldades em se desvincular do seu papel quando jovem. 
Maria e Valentina (Juliette Binoche e Kristen Swart)
Os melhores momentos do filme são as passagens de texto entre Maria e sua assistente pessoal Valentine (Kristen Stewart). É neste ponto que um dos principais conflitos do filme é exposto. A mistura da realidade da atriz com a ficção das novas personagens é utilizada para explicitar os sentimentos aparentemente inconscientes ou talvez sobrepujados pelas mulheres em cena.
As vulnerabilidades e inseguranças trazidas pela idade à Maria confundem-se todo o tempo com as da personagem a ser interpretada, Helena. 
As locações em vales Suíços conferem paisagens incrivelmente belas a fotografia da película.

O filme, não muito divulgado, apresenta duas ícones do cinema atual, Kristen Stewart (Saga Crepúsculo) e Chloe Moretz (Kick-Ass e Carrie, a Estranha). Kristen aparece tão bela quanto nunca (e sem trocadilhos), encaixada em sua personagem. Em uma visão pessoal, Kristen consegue ótimas interpretações, fato comum as suas personagens que possuem características próximas a sua própria personalidade. Linda, sem dúvidas, convincente, desta vez pode se dizer que sim. Chloe, no papel da jovem atriz superevidenciada, Joan, pode ser descrita como uma mistura das mais superficiais características das jovens atrizes Hollywoodianas, como as próprias Chloe e Kristen (quando não estão em ótimos filmes undergrounds).

Mesmo acreditando que a história poderia ter terminado ao final do segundo ato, evitando o tal epílogo, esse ponto não diminui sua qualidade e individualidade. É um filme que vale a pena ser assistido (e nisto também concordamos).

(Por Cris F Santana)


Caneca Relacionada:

Um comentário:

  1. No conjunto da obra o filme foi bom, mas o final deixou a desejar. O Epílogo foi desnecessário e isso acho que nossas opiniões foram equivalentes.
    Acho que a relação de Maria e Valentine poderia ser um pouco mais intensa, o conflito citado entre a realidade e ficção realmente foi o ponto forte do filme, mas a impressão é que se resumia a pontos isolados daquela relação. Gostaria que tivesse sido um pouco mais explícito para justamente fazer um paralelo melhor com a ficção e não ficado como subentendido.
    O destino de ambas no filme também poderia ser diferente. Mas isso são opiniões, não tiro os méritos do filmes por isso, só tenho as minhas ressalvas =D

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