quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Brasil na Caneca: Loucas pra Casar (por Salemme)

(Loucas pra Casar)


Costumo ser muito critica com relação ao cinema nacional e sempre tenho muito receio em investir em ingressos com essa categoria, mas Loucas pra Casar foi uma surpresa muito feliz.
A quarentona Malu (Ingrid Guimarães) é bem sucedida profissionalmente, namora um ótimo partido e após ter visto todas as suas amigas casando espera ansiosa pelo pedido de casamento quando descobre que o namorado bonitão Samuel (Márcio Garcia) tem outras duas amantes: Lúcia (Suzana Pires) e Maria (Tatá Werneck). As três entram então na disputa de quem será a escolhida para o sonhado noivado.

O enredo do filme é muito bom, bem costurado e com a dose certa de humor, sem tornar o filme uma comédia pastelão. As piadas de cunho sexual estão bem distribuídas e não são excessivas (visto a quantidade delas em outros filmes nacionais) e o final do filme é surpreendente, fechando com chave de ouro, uma comédia muito bem elaborada.
Há, é claro, algumas frases de efeito com padrão de programas humorísticos globais que tentam fazer do filme um Stand Up Comedy, mas a história foi bem conduzida e esse detalhe quase passa despercebido.
Destaque para a atuação das três protagonistas que dão show do começo ao fim demonstrando um entrosamento impar entre elas e com o pivô do “quadrangular” amoroso que também mostra a que veio numa química de atuação incrível. O conjunto da obra ficou gostoso de assistir.
Os personagens coadjuvantes Dolores (Fabiana Karla) e Rubi (Edmilson Filho) estão como parte do clichê Globo de personagens de comédias: a lésbica caminhoneira e o gay purpurinado, mas ficaram bem encaixados e não comprometem o desenvolvimento  da história.
Vale a pena conferir na telona, risadas garantidas e um final inesperado para sair do cinema satisfeito!


(por Salemme)



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2 comentários:

  1. Gostei do filme. Achei ótimo até os últimos 1/4 dele. Aquele final ficou meio deslocado, pra mim.
    Embora todas as comparações com outros filmes (The other woman, Fight club) que ouvi sejam válidas, no cinema brasileiro ele consegue se diferenciar dos demais.

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  2. Foi o que me chamou atenção: ele se diferencia dos demais. O cinema brasileiro peca muito no quesito comédia, na minha opinião e esse ficou bem acima da média.

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