sábado, 11 de fevereiro de 2017

Especial Oscar 2017: Estrelas Além do Tempo

(Hidden Figures - 2016)

_ Que história! Que his-tória!

Essa foi a frase que mais repeti depois da sessão de Estrelas Além do Tempo, uma história real, linda, impressionante e que, inacreditavelmente, pouquíssima gente conhecia até alguns meses atrás. 

O filme biográfico se passa em 1961 e conta a história de três mulheres: Katherine G. Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughan (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle pé quente Monáe em um de seus dois primeiros trabalhos como atriz. O outro: Moonlight), as três foram cérebros fundamentais pra que a NASA conseguisse colocar o primeiro americano em órbita e depois botar o primeiro humano na Lua. E isso tudo, sendo mulheres negras em um Estados Unidos onde a segregação racial separava até a água em "para negros" ou "para brancos". - Como eu disse, que história!

"_ Não chegamos lá porque usamos saias, e sim porque usamos óculos.."

Dorothy era matemática e comandava o grupo de garotas negras da NASA chamado de "computadores" - elas que faziam as contas antes das máquinas dominarem. Daí chegou o IBM e ela fez o que? Foi além! 

Mary Jackson tinha potencial pra ser a primeira mulher negra a ser engenheira da NASA mas a regra da entidade exigiu um diploma de uma Universidade exclusiva de brancos, porque né?! 

"Sempre que temos uma chance de prosperar, eles mudam a linha de chegada.."
E Katherine é uma gênia da geometria analítica cujos cálculos foram fundamentais pra ajudar a NASA em algumas coisinhas pequenas aí.. - já mencionei como a história é incrível?

Além das três (fortes e maravilhosas) protagonistas, também tão no filme Kevin Costner, Mary Jane Kirsten Dunst e Sheldon Jim Parsons (uma vez nerd, sempre nerd). Sim eles são a parte branca do filme, mas em nenhum momento algum deles é colocado como vilão ou herói, no filme existem pessoas sensatas e pessoas dentro do sistema. E isso, aliás, é uma particularidade bastante enriquecedora da história. O preconceito (racismo ou patriarcalismo) não é amarrado a um personagem vilão, é institucionalizado, está presente em todos os lugares e pessoas - e algumas nem se dão conta disso - é impossível não se indignar assistindo, mas também deve ser o mais próximo que já vimos de uma representação fiel da realidade (absurda) como ela é. 

A serenidade no movimento de quem sabe que é f##a
O filme, pensando só em questões cinematográficas, é muito bem feito. Não tem algo que seja excepcional, inovador ou diferentão - e nem precisa! - mas sua sua história é dessas que todas as pessoas do mundo deveriam saber assistir e refletir sobre isso! - devia ser obrigatório pra vida ver esse filme. E essa ótima história levou o filme das garotas pra duas categorias principais no Oscar 2017, Melhor Roteiro Adaptado e a grande Melhor filme. As maravilhosas interpretações das garotas rendeu também a indicação de Melhor Atriz Coadjuvante para Octavia Spencer - e bem achamos que podia ter a Taraji lá também.

Continuo achando que La La Land vai vencer a maior parte das categorias por ser um filme como a academia gosta (e ser fascinante), mas essa história é, com a certeza, a que mais merece ser assistida e indicação de coração (e a equipe do bloguinho concorda nisso comigo) da Caneca

Cris F Santana
(@crisfsantana)

Lista de indicações ao Oscar 2017:
- Filme
- Roteiro Adaptado (Allison Schroeder, baseada no livro de Margot Lee Shetterly)
- Atriz Coadjuvante (Octavia Spencer, a Dorothy Vaughan)

Conheça todos os indicados: Oscar 2017 - Indicado


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