terça-feira, 22 de novembro de 2016

Snowden - Heroi ou Traidor (por Cris F Santana)

Qual o limite entre segurança e privação de liberdade? Você prefere estar seguro ou estar livre?

Esse é o tipo de pergunta que ronda a mente durante a sessão do filme Snowden - Heroi ou Traidor (pós título esse que até agora não sei se é um questionamento, uma afirmação dúbia ou ambos). O filme, do diretor Oliver Stone, tem Joseph Gordon-Levitt (o romântico moço que quis 500 dias com ela) no papel título e mostra um bom pedaço da vida do homem biografado. Desde o exército e como ele se machucou bocomente sozinho e precisou sair de lá, até o exílio na Rússia (se você lê notícias isso não é um spoiler).

snowden movie
A serenidade no olhar de quem jogou a lama no ventilador
Caso sua resposta seja "não" para o parênteses acima, o Snowden é o cara que pegou um monte de arquivos que provavam que a CIA bisbilhotava a comunicação privada de todo mundo - e quando digo "todo mundo", tô falando desde o americano com pinta de terrorista até você lendo (passando pela Dilminha e a Petrobrás, inclusive) - e jogou no ventilador na mão de uma documentarista e de um repórter do britânico The Guardian pra mostrar pro mundo, porque ele achava que todo mundo tinha o direito de saber que era espionado.

O mais bacana do filme é poder entender melhor como que esse cara tomou a decisão de fazer isso. Porque o que pouca gente sabe é que ele era um jovem conservador, mega patriota, que defendia seu governo de olhos fechados e mão no fogo. Tanto foi que, quando deu ruim pra ele no exército - que dó - o cara fez de um tudo pra conseguir entrar pra CIA e poder continuar servindo seu país. Só que quando ele conseguiu o emprego, veio junto o acesso a toda podridão e falta de escrúpulos tudo que se passava lá dentro - o conhecimento expande a mente, já dizia tio Alberto. Então, decepcionado com os agentes do tio Sam (e com uma certa influência de uma namorada e de um professor liberais e um pouco de sorte), ele tomou a decisão que o levou a fama mundial

A cronologia descontruída de receita pronta (aquela de começar do fim contando o começo), se aproveitou da simulação do Snowden contando pra documentarista sua história toda (documentário que existe mesmo), e usa bem a narrativa do cara pra criar um climão maneiro de suspense na história, que deixa o filme com um ritmo rápido e instigante. Joseph faz (e muito) a gente acreditar na história do Snowden, inclusive se mistura com o cara de verdade em alguns momentos marcantes. E o filme ainda tem Shailene Woodley (a divergente que culpou as estrelas, interpretando a namorda),  Zachary Quinto (eterno Sylar, como o repórter) e Nicolas Cage (que claro que você conhece, de professor).

Pra quem curte biografias e conspirações, ou só está afim de ver um bom filme, este está recomendadíssimo.

Cris F Santana
(@crisfsantana)

"A mente que se abre a uma nova idéia jamais volta ao seu tamanho original." Albert Einstein

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