terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Especial Oscar 2016: A Grande Aposta (Por Rodrigo Sansão)

(The Big Short - 2015)

Quando fui incumbido de escrever sobre A Grande Aposta aqui para o blog, talvez não esperava encontrar tanta dificuldade em explicar o filme. Acho que dentre todos os meus posts daqui, este tenha sido o mais complicado.
Mercado imobiliário, ações, bolsa de valores, apostas, hipoteca, corretores, especulação, bolha imobiliária, crise americana de 2008. Tema complexo, direção primorosa e um  elenco de primeira linha é o resumo do indicado para melhor filme do ano.



Baseado em fatos reais, A Grande Aposta conta a história de Michael Burry (Christian Bale) que apostou que o sistema imobiliário dos Estados Unidos iria quebrar nos anos seguintes. (Particularmente não sabia que era possível esse tipo de aposta rs) Mesmo desacreditado pela maioria, algumas pessoas, entre elas, Mark Mau (Steve Carell) dono de uma corretora, começa a perceber que Burry tinha razão, e que a bolha imobiliária culminaria na quebra da economia americana.

O filme é dirigido por  Adam McKay e ainda conta com a participação do atores Ryan Gosling e Brad Pitt (meia duzia de aparições). 

Além da indicação de melhor filme, A Grande Aposta ainda tem indicações para melhor diretor, melhor roteiro adaptado, melhor montagem e melhor ator coadjuvante (Christian Bale).

Embora o tema seja  REALMENTE complicado (pelo menos pra mim), considerando o fato que eu tenha "boiado" em muitos diálogos e negociações entre os envolvidos, o filme conseguiu me prender.
A forma como o diretor Adam McKay impõe seu ritmo, deixa o filme mais suave. Por vezes, pausando as cenas para nos explicar de forma mais simples os acontecimentos. Numa espécie de diálogo direto com os telespectadores.
Cheio de ironias, deboches e criticas ácidas ao estilo de vida dos americanos, a Grande Aposta bate forte no capitalismo selvagem e nos envolve no dilema moral em torcer pela destruição do sistema.

Embora, tenha gostado do filme, não acho que deva levar nas categorias indicadas. 
Além de não considerar o melhor filme, temos fortíssimos concorrentes para as demais categorias e considero muito difícil supera-los.

Tenho que observar também que esperava um maior protagonismo de Christian Bale. A verdade é que seu papel se tornou mero coadjuvante (talvez por isso tenha sido indicado para esta categoria). E Steve Carell roubou a cena completamente durante o filme. Achei injusto ele não ter sido lembrado. Foi a melhor atuação do filme! Uma pena!

Por fim, recomendo assistirem o filme. Não é um filme brilhante, nem excepcional, mas é interessante entender o que aconteceu de dentro do turbilhão da famosa crise de 2008 que quase destruiu a economia americana, e que impactou em quase todas as economias mundiais.


Rodrigo Sansão

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