quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Caneca Voadora: Interestelar (Por Cris F Santana)


De todos os scifi que assisti recentemente, Interestellar do diretor Christopher Nolan é sem dúvida o mais brisado complexo deles. Ia ser muito difícil explicar o que se passa no filme sem dar spoiler, então já aviso de antemão, vai ter! Mas você vai saber quando (eu acho..)!

O filme se passa num futuro quase pré-apocalíptico quando as autoridades terrestres decidiram que era perda de tempo explorar o espaço e todos os recursos foram direcionados exclusivamente pra vida na Terra. Pelo menos essa é a versão oficial! No meio desse rolê, um fazendeiro viúvo chamado Cooper (Matthew McConaughey, esse camaleão), pai de dois filhos, tenta fazer as terras estranhas que sobraram no planeta aguentarem uma plantação até a colheita. 

Já chegou o disco voador?

Daí que a filha caçula do cara, Murphy (um nome e um bullyng), menina prodígio que se mete em problemas na escola por levar livros falando que os astronautas estiveram na lua (siim! americanos alimentando sua própria anticonspiração, nesse filme) começa a perceber coisas estranhas em casa. E o cético Cooper repara que o que tá rolando são interferências gravitacionais (segura a onda que eu ainda nem comecei a brisa). Acontece que o cara e a minazinha se ligam que as mensagens na poeira são dados de localização geográfica (Espero que o querido leitor ainda não tenha se perdido, até aqui). E seguindo as dicas Newtonianas (pegou essa?) pai e filha descobrem.. *suspense*.. Uma sede secreta da NASA! 

Para surpresa de quem assiste, papai fazendeiro conhece toda a galera da antiga no local, porque, quem diria, ele era um ex astronauta! Coincidentemente (ou não!) um dos melhores do passado. Papai fazendeiro-astronauta fica sabendo que na verdade a NASA nunca morreu e o governo dos EUA (esses danadinhos) estão a anos bolando um plano pra encontrar novos planetas habitáveis pra salvar a população da Terra, seguindo as dicas das mensagens gravitacionais recebidas de algum lugar no espaço sideral. O responsável pela ideia é um antigo mestre do Cooper, Professor Brand (Michael Cane) e é tocada com a ajuda da sua filhota Brand, também (Anne Hathaway, que já encarou o Diabo). Os caras mandaram 12 cobaias numa missão suicida heroica para atravessar um buraco negro/minhoca e explorar 12 planetas que eles já sabiam existir do outro lado do buraco e ver se algum vira casa. Os caras tão lá a 10 anos (!!!) E a missão do fazendeiro astronauta é comandar a galera que vai lá buscar quem sobrou.

Muita água de conflito familiar rola debaixo da ponte, já que geral não acredita que essa missão tenha volta, antes do mocinho resolver que aceita. Coisa e tal, ele vai! São 3 os planetas que ainda dão sinal de vida, o do professor Mann (Matt Damon, ora no espaço, ora esquece) com as melhores notícias, o do paquera da Brand e o de um astronauta avulso sem nome. Óbvio que dá tudo errado na missão e papai Cooper precisa se virar e tomar as decisões certas pra salvar a humanidade, ou não.


--- ALERTA DE SPOILER! 


Com todo o meu conhecimento de leitora de Superinteressante, vou tentar explicar mais ou menos a história. Acontece que dá ruim e a nave não vai ter condições de buscar mais de um dos largados. Numa decisão baseada em estatísticas e números, Cooper decide ir buscar o professor Mann. E entendemos aqui porque Matt Damon sofreu tanto, depois, em Perdido em Marte! É karma! o professor Pilantra alterou os dados que enviava pra NASA pra acharam que lá era bacana e alguém aparecer pra buscar ele. E nessa de descer, quebrar, subir desse planeta rola uma transmutação pelo espaço tempo e nas duas horas perdidas lá passam 16 anos terrestres (!!). Em paralelo a tudo isso, lá na Terra a filha do Cooper, cresce vira cientista, vai trabalhar na NASA tem raiva dele, tem muita raiva dele, não tem mais, etc. E todos esses plots conflitos familiares representados. Problema do babaca resolvido, a missão fica sem recursos de vez. E seria o fim das esperanças da humanidade? Não! O papai herói bola um plano pra usar a força gravitacional do buraco (aquele que eles atravessaram pra chegar do outro lado do universo) pra impulsionar a nave até o outro planeta com dados bons (o do Crush da minazinha lá). Claro que, não ia ser tão fácil assim, no momento dramático-camera-lenta do filme para diminuir o peso da Nave, papai herói joga tudo que dá fora, inclusive ele. A astronauta Brand segue rumo ao planeta lua-de-mel, pra tentar começar uma nova humanidade com seu Crush (se ele estiver vivo) e papai herói segue vagando pelo espaço sideral direto pro buraco. E aqui (sim, só aqui) é que tem o grande MIND BLOWN da história. O buraco, na verdade, leva Cooper pra varias dimensões de linhas de tempo alternativas (na tal da coisa da transmutação espaço-tempo-gravitacional) onde ele pode ver e interagir com futuro, presente e passado. E.. TODO O TEMPO era ela quem tinha mandado as mensagens pra missão, pra NASA, pra filha e pra ele mesmo! O final final da história eu não vou contar pra sobrar algo de mistério pra quem está lendo e não assistiu o filme ainda (E deveria, é bacanudo).
Isso e ainda pulei aí um monte de pequenos plots incluídos no filme, porque né?! Já tá complexo bagarai só assim! 

--- CABÔ SPOILER..

Mas hein?!

Nas questões técnicas, não tem muita coisa a se dizer, o filme levou um Oscar de Melhores Efeitos Especiais, e acho que isso já explica por mim. A fotografia é sensacional e os recurso visuais usados pra ilustrar as interferências gravitacionais-espaço-temporais são indescritivelmente bem aplicados. Entre as atuações, destaque pro galã McConaughey, claro. E pras atrizes todas que interpretam sua filha Murphy (Mackenzie Foy, Jessica Chastain e Ellen Burstyn) e a chocante semelhança entre as ruivas todas. 

Se você conseguiu chegar até aqui e ainda não viu o filme. Recomendo fortemente (e recomendo em HD!)!

Cris F Santana

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