segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Caneca Ligeira: Ilha dos Mortos (por Julio Chuman)


Parábola sobre a loucura causada pelo isolamento, na qual um general grego chamado Pherides (Boris Karloff, mas conhecido pelo papel de Frankenstein), ao fim da Primeira Guerra Mundial, acredita estar enfrentando uma antiga entidade maligna chamada Vorvolika enquanto se encontra preso, com um grupo de pessoas, em uma ilha assolada por uma praga mortal.

Com uso muito criativo do contraste claro-escuro, reforçando as sombras gradeadas nas paredes e fortalecendo, com isso, a ideia simbólica do aprisionamento. A estátua de Cérbero, o cão mitológico que protege a entrada do Hades, e que se encontra na entrada da ilha, serve ao propósito de ser um duplo para o papel de Pherides, chamado Cão de Guarda pelos seus métodos rígidos.



A trama se enfraquece devido ao desnivelamento do elenco, com atuações fracas de Ellen Drew e Marc Cramer, que formam o par romântico do filme, e pela pouca clareza com que o diretor Mark Robson (A Sétima Vítima, Terremoto) constrói a geografia da ilha que, apesar de reforçar a confusão mental daquelas pessoas, acaba por fortalecer a descrença do espectador.

Julio Chuman

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