segunda-feira, 6 de julho de 2015

Brasil na Caneca: Meu Passado Me Condena 2 (Por Cris F Santana)

(Meu Passado Me Condena 2 - 2015) 

Quem me conhece sabe que sou grande defensora do Cinema Nacional. Dessas de entrar em briga para defender nossos filmes da visão esnobe dos preconceituosos. Mas.. Nesse caso, ficou difícil escrever. 



O filme, continuação da franquia Meu Passado Me Condena, segue o mesmo modelo do filme anterior. Do casal que tem um clímax de não entendimento, devido principalmente ao fato de não aceitarem os defeitos do outro e muito menos os seus (ou que os tem) e depois se reconcilia e segue feliz. A impressão que ficou é que temos uma versão estendida de um dos programas de TV dos humoristas. 
Explicando melhor. Adoro o humor de Fabio Porchat, vide meus elogios ao último filme de expressão do moço, o Entre Abelhas. Assim como, adoro assistir ao stand up de Fábio (já assisti este uma dezena de vezes no Netflix) e concluí que vejo Fabio como um estilista de humor. Uma vez li que quando um estilista cria peças para desfilar uma coleção,  ele faz os detalhes das peças exagerados, maximizados, enfatizando o que vai ser a tendência da moda, e o que a gente vê no mundo real é uma versão minimalista daquilo. Por isso as roupas parecem bizarras nas passarelas mas não nas vitrines. É o que eu gosto no Fábio Porchat. Ele faz no seu stand up a situação maximizada, exagerada e a gente reconhece as pequenas partes do mundo real nisso. E fica ótimo, fica divertido! Mas em um filme, acredito que esse exagero torna o personagem muito caricato. Senti falta da criação de um personagem real. Inclusive, não se nega esse efeito nem nos nomes dos personagens (Fabio e Mia). Pode ser que esse fosse mesmo o objetivo no filme. Mas não é um modelo que me empolgue. 
Senti falta também de algumas explicações de continuidade. A mala de Fabio, que ele puxa e derruba diversas vezes saindo do aeroporto para o carro, depois não está com ele quando chega a pé e está com ele novamente subindo as escadas. E a mala de Miá que de repente tinha sumido no aeroporto e pareceu que se esperava que já soubéssemos disso.
Fabio Porchat e Miá Mello (uma ótima dubladora) fazem personagens bem parecidos com os que costumamos ver  na TV, contudo, não posso negar elogios aos atores portugueses Ricardo Pereira, o Álvaro (já conhecido das novelas Brasileiras) e Mafalda Pinto, a Ritinha (simpática, bela e divertida). O filme também conta com Antônio Pedro (o vô do Fabio e do Menino Maluquinho), Rafael Queiroga, Inez Vianna e Marcelo Vale (estes três que, com certeza, você já viu em outras comédias).
Enfim. Para os que curtem o humor de Fábio e Mia, assistam! E comentem se concordam ou não aqui na postagem.. 

(Cris F Santana) 

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