segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Especial Oscar: Trapaça (Por Cris F Santana)


Seguindo a deixa, continuo falando deste filme.

Ao contrário do que andei lendo por aí, não achei Trapaça um filme confuso. Posso até dizer que a falta de linearidade cronológica dá mais charme a história. Mais um filme relativamente longo, pouco mais de duas horas, mas não se prolonga em cenas desnecessárias, nem tampouco o achei cansativo. Pensando o que falar sobre o filme em um modo geral, posso dizer que é um bom filme, mas que não me despertou nada de excepcional. Minha opinião, as atuações valem mais que a historia. Não posso dizer que David O. Russell não conduz bem a história, valorizando sua indicação para melhor diretor, mas senti falta de algo que me prendesse, de fato, à história.



Dentre as atuações, Christian Bale está bem colocado no papel do protagonista, fazendo um paralelo com seu último personagem de destaque, o Batman, é impossível não comentar a versatilidade do rapaz, inclusive na forma física (do sarado ao pançudinho). Um bom concorrente para Leozinho. Amy Adams, concorrendo a melhor atriz, está ótima, mas não tirou Sandra Bullock do meu posto de favorita. 

Sou suspeita para falar sobre Jennifer Lawrence, acho tudo que a moça faz ótimo e desta vez não foi diferente. A esteriotipada dona de casa bêbada poderia levar a estatueta só pela sua performance de Live and Let Die. Mas fanzices a parte, assistirei as demais candidatas antes de opinar na categoria. 

Agora, para a estatueta de melhor ator coadjuvante, chegou o cara que eu estava esperando, para desbancar Jonah Hill e abrir a concorrência. Bradley Cooper está sensacional, seu personagem, como todos os últimos do rapaz, bastante intenso e dramático. Ao ponto que a megalomania do personagem se amplia, seu destaque só aumenta. Ainda aposto algumas fichas em Jonah, mas o talento demonstrado e o carisma do menino Cooper me faz puxar a brasa, de leve, para sua sardinha.  

A indicação de melhor roteiro, para mim, tem seu valor pelo bom uso da não linearidade cronológica, o que também dá créditos a indicação para a estatueta de melhor montagem. E assim como eu previa, por uma questão de simpatia pessoal, Trapaça já é disparado meu favorito a estatueta de melhor figurino, já que tenho toda uma queda por tudo que é ambientado nos anos 70. Inclusive, a trilha sonora é outro dos fatores que me ganharam. Clássicos dos anos 70 como Goodbye Yellow Brick Road e a já citada Live and Let Die, me fizeram pirar na cadeira.

Resumindo, Trapaça parece ter me agradado muito mais por conter uma série de elementos que aprecio do que pelo próprio filme em si. Não sei se apostaria neste para melhor filme, mas também não deixaria de apostar. É, inconclusivo.

Cris F Santana

Update: O filme não levou nenhuma das 10 estatuetas as quais foi indicado.

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