quinta-feira, 8 de maio de 2014

Cult de Quinta: Os Intocáveis (por Espanhol)


Fala galerinha! Tudo bem com vocês? Espero que sim! Mais uma semana se passou, mais uma quinta chegou e mais um cult o Espanhol criticou! hehehe... O filme dessa semana é um dos clássicos que abordam a temática dos gangsters e máfia estadunidense, Os Intocáveis do diretor Brian de Palma, o filme é leitura obrigatória aos amantes do gênero, ao lado da saga Poderoso Chefão, Os Bons Companheiros, do próprio Scarface e do recente O Gangster. De Palma da uma aula de técnica com uma montagem impecável e um elenco vibrante e ensina como poucos a como contar uma boa histórica, que capta muitos elementos reais, dos grandes gangster do século XX. 

Do aclamado diretor Brian de Palma (de trabalhos marcantes como Carrie, a Estranha e Scarface), Os Intocáveis é um mergulho de corpo e alma no sistema de crime organizado, mais conhecido como a máfia, da década de 30 nos Estados Unidos. Nesse contexto, um grupo especial (e pouco ortodoxo) de policiais se dispõe a derrubar o maior gangster da cidade, o famigerado Al Capone e sua rede criminosa de tráfico de bebida alcoólica, que opera no auge da Lei Seca que rege o país.

Às vezes você não precisa de muita originalidade para contar uma boa história. Às vezes você precisa de uma boa história com uma pitada de originalidade, e é isso que entrega, com muita qualidade, Os Intocáveis de Brian de Palma. Em uma época onde o gênero máfia era largamente explorado por Hollywood, contando com filmes icônicos como a franquia O Poderoso Chefão e o próprio Scarface seria difícil apresentar algo totalmente novo sobre o tema, porém, trazendo as câmeras para o lado dos “mocinhos” e adicionando a irreverencia certa ao grupo, amarrado com grandes atores e grandes atuações fica fácil entender como todos os universos de mafiosos podem apresentar uma história razoavelmente batida e ainda sim surpreender e apresentar um resultado excepcional se tratando de cinema.

O agente federal Elliot Ness (Kevin Costner) foi incumbido da difícil tarefa de combater o tráfico de bebidas alcoólicas na corrupta Chicago dos anos 30, cidade comandada pelo gangster-celebridade Al Capone (Robert De Niro), ao tentar chegar causando impacto, seus esforços são desacreditados devido a uma batida seguindo uma pista errada que vira motivo de chacota na corporação, sem saber ao certo em quem confiar, Elliot conhece um veterano guarda de rua chamado Jim Malone (Sean Connery) e junto com sua ajuda monta um caricato time de operações junto com o contador (e agente) Oscar Wallace (Charles Martin Smith) e o recruta com boa pontaria George Stone (Andy Garcia). Os quatro agentes honestos logo ganham notoriedade graças às informações de Malone sobre um local de armazenagem de bebida, e após o sucesso da batida realizada, o grupo ganha a alcunha de Os Intocáveis.

Parece que já ouvimos essa mesma história antes não é mesmo? Policial desacreditado reúne um grupo honesto em uma cidade de pecados para lutar contra o crime organizado e corrupção, ah claro, o personagem de Costner ainda tem uma bela esposa e filha que, até o espectador mais distraído, sabe que em algum momento serão usadas pelo vilão contra nosso herói. Original não? Brincadeiras a parte, se a história não se destaca por sua originalidade com certeza se destaca por dois fatores fundamentais: sua montagem e a qualidade do elenco.

A montagem de Chicago nos anos 30 é impecável, fotografia, figurino e trilha sonora fazem um casamento harmônico fundamental na narrativa, vale destacar também o trabalho de câmeras de De Palma, principalmente nas tomadas de suspense, que apresentam cortes e planos que ora nos remetem a filmes mais antigos, com cortes secos na hora da execução de uma das personagens, por exemplo, até o acompanhamento da personagem em terceira pessoa, como se o telespectador estivesse vendo a ação seguindo os bandidos e mocinhos (vida a cena dos assassinos na casa de Malone).

Sobre o elenco é desnecessário dizer que o filme está muito bem servido de talentos. Kevin Costner como Elliot deixa transparecer toda vontade de realizar um feito que considera importante servindo a lei, por mais que deixe transparecer, que ele talvez não concorde com a mesma (Lei Seca), ele não se obstina de seu objetivo que é varrer a sujeira da cidade, porém, impondo seu limite: ele é um dos casos raros de policial que não quebraria a lei, para pegar o bandido. Sean Connery está (como sempre) ótimo no papel do policial veterano Malone que se vê cansado de acompanhar diariamente a desconstrução moral da sua cidade e, ao que tudo indica, sendo um policial honesto em uma cidade desonesta, custou a ele muito de sua carreira, visto que ele é apenas um guarda de rua, quando se encontra com Elliot pela primeira vez. Robert de Niro está impagável como o chefe impiedoso e canastrão Al Capone, pesquisem a imagem de De Niro no filme e uma foto real de Al Capone, fica claro a atenção de Brian aos mínimos detalhes da personagem, sendo que De Niro, apesar de ser o antagonista principal, fica com pouco tempo em cena para mostrar toda a personalidade e trejeitos do mafioso, mas sempre traz uma atuação singular a cada aparição.

Com diálogos sóbrios, temática batida, mas que se diferencia por oferecer atuações, montagem e até mesmo à construção da história de maneira fantástica, Os Intocáveis se diferencia de muitos outros filmes de mafiosos e conquista seu lugar de destaque como verdadeira obra prima de Brian de Palma, e tem um lugar de destaque como um dos clássicos obrigatórios a se ver se tratando de carcamanos em ternos de risca de giz comedores de massas.

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