Judas e o Messias Negro

(Judas and the Black Messias - 2020)

"Um distintivo mete muito mais medo do que uma arma. Um distintivo vem com um exército inteiro atrás."

Baseado nesse argumento, O'Neil (LaKeith Stanfield, de Atlanta e Selma) costumava usar um distintivo falso e "apreender carros roubados" por Chicago. Uma vez pego em seu golpe, o cara recebe duas opções, ir pra cadeia como ladrão de carros ou se filiar aos Panteras Negras e passar a ser um dedo-duro de uma figa traidor da causa preta informante infiltrado do FBI na organização.


Fonte: IMDb

Fred Hampton (Daniel Kaluuya, Corra!!) é um preto boa praça cheio de ideias socialistas, participante ativo dos movimentos de jovens negros e possuidor de uma oratória de engajamento que o direcionou à liderança dos Panteras Negras em Illinois. Na função, Fred conseguiu atos raros como juntar movimentos pretos, movimento branco e diferentes gangues de Chicago na mesma coalizão (coalizão arco-íris). Esse "poder" chamou a atenção do FBI.

E o filme apresenta uma parte dos inúmeros (e violentos) embates políticos sofridos pelos Panteras por consequência das informações recebidas pela polícia racista americana através do seu infiltrado.

Está escrito na sinopse oficial do filme então não é estregar a surpresa de ninguém contar que foram as "contribuições" de O'Neil que facilitaram a execução covarde do Fred.


"Onde houver pessoas há poder". Fonte: IMDb

Os amantes da sétima arte talvez curtam saber que o filme recebeu seis indicações no Oscar 2021, a canção "Fight for You" em canção original, em Roteiro Original (Will Berson and Shaka King), em Fotografia (um excelente trabalho de Sean Bobbitt), LaKeith Stanfield e Daniel Kaluuya concorrem ambos em melhor Ator Coadjuvante e o filme, em Melhor Filme.

A biografia é do Fred Hampton. Mas a história diz muito mais sobre o William O’Neal. Dois pretos, duas marcas.

Vale bastante a assistida!

Cris F Santana
@CrisFSantana








cris f santana

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