quarta-feira, 3 de maio de 2017

Guardiões da Galáxia Vol. 2

Os Guardiões da Galáxia estão de volta!

Depois de digivolver de quadrinhos série C da Marvel pra uma das sagas do UMC que todo mundo conhece - e quase todo mundo ama - e agora já conhecidos como tais, Peter "Star Lord" Quill (Chris Pratt, de domador de dinosauros a anti-herói), Gamorra (Zoe Saldana, especialista em vida extraterrestre), Drax (Dave Bautista, o grandão), Rocket (da voz de Bradley Cooper) e Groot (na voz miniaturizada de Vin Diesel) estão num objetivo mais família dessa vez, em busca dos parentes de um, da história do outro.. O que realmente sabemos sobre o pai do Peter? Ou sobre a Gamorra? Ou sobre o que une eles todos?

E é bem isso que o filme é! Um filme sobre relacionamentos, não só sobre família mas sobre as definições de família, também. - e você aí achando que Gamorra ser verde era um diferencial. Outros personagens que a gente já conhece também estão de volta, o pai/sequestrador do Peter, Youndu (Michael Rooker), é um exemplo e tanto de personagem que parecia secundário e se torna bem importante por aqui. Algumas caras novas também aparecem no novo filme, Karen Gillan (azul), Kurt Russell (com mullets), marcando presença, Pom Klementieff (com antenas) e Sylvester Stallone.. Que não posso falar muito sobre quem são, onde vivem e o que fazem, porque né?! Spoilers!

James Gun não perdeu a mão na arte de colorir a tela e de fazer rir - nem na de fazer a gente achar o Baby Groot o tronquinho mais fofo do universo - Se você vai ao cinema esperando aquela trilha sonora maneira de Guardiões, vai achar! Se você vai ao cinema esperando aquelas piadas de humor pesado discontraído, vai achar! Se você vai ao cinema esperando ação.. Bem.. Não tanto assim, mas vai achar! O roteiro é coerente do inicío até o fim das suas cinco cenas pós crédito. É desses cheios de referências e easter egg pra geek nenhum botar defeito. Nem se percebe que passaram mais de 2 horas dentro do cinema.

E não vou falar sobre o que eles mostram das jóias do infinito, porque né? Mais uma vez, spoilers! - #CrisBrincalhona.


Se você gosta de Marvel, de heróis improváveis (ou de anti-heróis), de piadas, de fitas k7, de muitas piadas e de histórias que o capitão américa não aprovaria - ou simplesmente se estiver na dúvida - a Caneca recomenda!

Cris F Santana
(@CrisFSantana)

terça-feira, 4 de abril de 2017

Caneca de Dicas: #52FilmsByWomen

Ainda aproveitando a inspiração da vitória de Moonlight no Oscar 2017 que levou as estatuetas de melhor filme pras mãos de suas produtoras Adele Romanski e Dede Gardner - Dede, no caso, se tornando a primeira mulher a ganhar duas vezes a categoria de melhor filme - a Caneca resolveu participar da campanha #52FilmsByWomen

A ideia é a seguinte: Durante as próximas 52 semanas - ou seja, o próximo 1 ano - vamos indicar um filme dirigido, escrito, estrelado ou destacado por mulheres.  E esperar que vocês também assistam e comentem com a gente o que acharam - ou façam a sua própria listinha e mandem umas dicas pra gente também.

Bora pra lista:


Semana 1 - In a world

"Em um mundo onde as mulheres são realmente valorizadas.." 
Escrito, dirigido e interpretado pela Lake Bell!!! - onipresente e onipotente - O filme conta a história de Carol, uma mulher que trabalha a um tempo como treinadora vocal. Porém, de maneira despretensiosa, entra em uma disputa para narrar a chamada de um filme e ser a “voz do momento”! - Em um mundo onde..." - Provocada, ela decide ir com tudo para vencer seus dois concorrentes, seu pai e um cara metidão, em um cenário onde ouve o tempo todo que esse trabalho não é para mulheres. 

ps. Dá pra assistir o filme no Netflix canal por assinatura de streaming que a gente respeita.



quinta-feira, 23 de março de 2017

Caneca de Estreias: 23 de Março

Caneca mutante megazordiana com dorgas de Estreas essa semana.. Confira no vídeo os filmes em destaque entrando em cartaz em 23 de Março!

Se Inscreva Aqui!                                                                                       Ver no YouTube

Essa semana na Caneca de Estreias:

Tem Fragmentado suspense psicológico com James McAvoy (Charles Xavier, versão novinho) de M. Night Shyamalan. Tem Power Rangers, que dispensa explicações (e o diretor é o Dean Israelite). E tem T2 Traisnpotting a continuação do filme psicotrópico de 1996 (com o mesmo diretor, o Danny Boyle e os mesmos atores! Vinte anos depois!).

Confira e Comente!

Cris F Santana
(@CrisFSantana)

quarta-feira, 1 de março de 2017

Especial Oscar 2017: Premiados

Muitas piadas com o Trump, o melhor discurso não presente que se pode lembrar - do diretor Iraniano - Viola Davis divando e a rasteira de miss de Moonlight.

As Cobiçadas
O Oscar desse ano pode ter passado despercebido pela maioria dos brasileiros - muita mancada marcar o Carnaval no meio do Oscar - mas não passou despercebido pelos Canequeiros! E se você tava caído pelas ruas abraçado na garrafa dentro da sua fantasia de pierrot não conseguiu assistir a cerimônia, a gente te conta agora que já chegou a quarta-feira de cinzas o que aconteceu!

A cerimônia que rolou nesse domingo 26 de fevereiro surpreendeu pelo equilíbrio, mesmo quando todo mundo já achava que "La La Land - Cantando Estações" - e suas catorze indicações - ia ser o queridinho da noite, o filme levou apenas seis estatuetas pra casa - apenas - de melhor trilha e melhor canção original - quem diria?! - design de produção, fotografia, direção e atriz (Emma Stone). 

Seis dos nove indicados a Melhor Filme levaram alguma estatueta pra casa. Os filmes do homem-aranha "Até o último homem" e do irmão do Batman "Manchester a Beira-mar" levaram duas estatuetas cada, "A Chegada" e "Um Limite Entre Nós" uma cada - O Oscar ganhou a Viola Davis. E "Moonlight: Sob a Luz do Luar" três estatuetas, incluindo a de melhor filme.

"E o vencedor foi La La Land! Não! Pera!"
Mas o que vai marcar a cerimônia desse ano na história, com certeza, não são os Oscars de La La Land ou de Moonlight, e sim a gafe a lá miss universo que rolou na entrega do grande prêmio. Entregaram - pobre estagiário - pro Warren Beatty (apresentador da categoria) o envelope errado, o de melhor atriz (Emma Stone, por La La Land), em vez do de melhor filme e o homem anunciou La La Land como vencedor. Mas poucos minutos depois, antes mesmo do discurso do vencedor, alguém reparou na falha e então chamaram a galera certa pra receber o prêmio. Essa foi a primeira vez em 89 edições do prêmio que aconteceu algo assim. Marcante.

Saiba todos os vencedores da 89ª edição do Oscar:

Melhor filme
- "Moonlight: Sob a luz do luar" (Moonligth) - Vencedor
Agora sim, Moonlight

- "A chegada" (Arrival)
- "Até o último homem" (Hacksaw Ridge)
- "Estrelas além do tempo" (Hidden Figures)
- "Lion: uma jornada para casa" (Lion)
- "Um Limite entre nós" (Fences)
- "A qualquer custo" (Hellor High Water)
- "La la land: Cantando Estações"
- "Manchester à beira-mar" (Manchester by the Sea)

Melhor diretor
Damien Chazelle ("La la land: Cantando estações") - Vencedor
- Dennis Villeneuve ("A chegada")
- Mel Gibson ("Até o último homem")
- Kenneth Lonergan ("Manchester à beira-mar")
- Barry Jenkins ("Moonlight: Sob a luz do luar")

Melhor ator
- Casey Affleck (“Manchester a beira mar”) - Vencedor
- Denzel Washington (“Um Limite entre nós”)
- Ryan Gosling (“La La Land – Cantando estações”)
- Andrew Garfield (“Até o Último Homem”)
- Viggo Mortensen (“Capitão Fantástico")
Viola Diva Davis

Melhor atriz
Emma Stone (“La La Land - Cantando estações“) - Vencedora
- Natalie Portman (“Jackie“)
- Meryl Streep (“Florence: Quem é essa mulher?“)
- Ruth Negga (“Loving“)
- Isabelle Huppert (“Elle“ )

Melhor ator coadjuvante
- Mahershala Ali (“Moonlight: Sob a luz do luar“) - Vencedor
- Jeff Bridges (“A qualquer custo”)
- Lucas Hedges ("Manchester à beira-mar")
- Dev Patel (“Lion: uma jornada para casa”)
- Michael Shannon ("Animais noturnos")

Melhor atriz coadjuvante
- Viola Davis ("Um Limite entre nós") - Vencedora *-*
- Naomi Harris ("Moonlight: Sob a luz do luar")
- Nicole Kidman ("Lion: uma jornada para casa")
- Octavia Spencer ("Estrelas além do tempo")
- Michelle Williams ("Manchester à beira-mar")

Melhor fotografia
- Linus Sandgren ("La la land - Cantando Estações") - Vencedor
- Bradford Young ("A chegada")
- James Laxton ("Moonlight: Sob a luz do luar")
- Greig Fraser ("Lion: uma jornada para casa")
- Rodrigo Prieto ("O silêncio")

Melhor animação
- "Zootopia" - Vencedor
- "Kubo e as cordas mágicas"
- "Moana"
- "Minha vida de abobrinha"
- "A Tartaruga Vermelha"

Melhor filme em língua estrangeira
- "O apartamento" - Vencedor
- "Land of mine"
- "Um Homem chamado Ove"
- "Tanna"
- "Toni Erdmann"

Melhor roteiro original
- Kenneth Lonergan ("Manchester à beira-mar") - Vencedor
- Damien Chazelle ("La la land: Cantando estações")
- Taylor Sheridan ("A qualquer custo")
- Yorgos Lanthimos ("O lagosta")
- Mike Mills ("20th century woman")

Melhor roteiro adaptado
- Barry Jenkins ("Moonlight: Sob a luz do luar") - Vencedor
- Luke Davies ("Lion: uma jornada para casa")
- August Wilson ("Um Limite entre nós")
- Allison Schroeder e Theodore Melfi ("Estrelas além do tempo")
- Eric Heisserer ("A chegada")

Melhor documentário
Oscar de Efeito Visuais?! Por que será?
- "O.J. Made in America" 
- "Fire at sea"- "I am no your negro"
- "Life, animated"
- "13th"

Melhor curta-metragem
- "Sing" - Vencedor
- "Ennemis Intérieurs"
- "La femme et le TGV"
- "Silent night"
- "Timecode"

Melhor curta-metragem de animação
- "Piper" - Vencedor
- "Blind Vaysha"
- "Borrowed time"
- "Pear Cider and Cigarettes"
- "Pearl"

Melhor documentário em curta-metragem
- "The white helmets" - Vencedor
- "Extremis"
- "41 miles"
- "Joe's violin"
- "Watani: My homeland"

Melhor montagem (edição)
- John Gilbert ("Até o último homem") - Vencedor
- Joe Walker ("A chegada")
- Jake Roberts ("A qualquer custo")
- Tom Cross ("La la land: Cantando estações")
- Nat Sanders e Joi McMillon ("Moonlight: Sob a luz do luar")

Melhor edição de som
- Sylvain Bellemare ("A chegada") - Vencedor
- Renee Tondelli ("Horizonte Profundo: Desastre no Golfo")
- Robert Mackenzie ("Até o último homem")
- Ai-Ling Lee e Mildred Iatrou Morgan ("La la land: Cantando estações")
- Alan Robert Murray ("Sully: O herói do rio Hudson")

Melhor mixagem de som

- Kevin O'Connell ("Até o último homem") - Vencedor
- Bernard Gariépy ("A chegada")
- Ai-Ling Lee e Andy Nelson ("La la land: Cantando estações")
- David Parker ("Rogue One: Uma história Star Wars")
- Greg P. Russell ("13 Horas: Os soldados secretos de Benghazi")

Melhor design de produção
- David Wasco e Sandy Reynolds-Wasco ("La la land: Cantando estações") - Vencedor
- Patrice Vermette ("A chegada")
- Anna Pinnock e Stuart Craig ("Animais fantásticos e onde habitam")
- Nancy Haigh ("Ave, Cesar!")
- Guy Hendrix Dyas ("Passageiros")

Melhores efeitos visuais
- Robert Legato, Adam Valdez ("Mogli - O menino Lobo") - Vencedor
"Nosso final é tão bom que o Oscar até copiou"
- John Knoll, Mohen Leo ("Rogue One: Uma história Star Wars")
- Craig Hammack ("Horizonte Profundo: Desastre no Golfo")
- Stephane Ceretti ("Doutor Estranho")
- Steve Emerson, Oliver Jones ("Kubo and the two string")

Melhor canção original
- "City of stars" (La la land: Cantando Estações") - Vencedora
- "Audition (The fools who dream)" ("La la land: Cantando Estações")
- "Can't stop the feeling" (Trolls")
- "The empty chair" (Jim: The James Foley Story")
- "How far I'll go" ("Moana")

Melhor trilha sonora
- Justin Hurwitz ("La la land: Cantando estações") - Vencedor
- Mica Levi ("Jackie")
- Nicholas Britell ("Moonlight: Sob a luz do luar")
- Thomas Newman ("Passageiros")
- Dustin O'Halloran and Hauschka ("Lion: uma jornada para casa")

Melhor cabelo a maquiagem
- Alessandro Bertolazzi ("Esquadrão suicida") - Vencedor
- Eva von Bahr ("Um Homem Chamado Ove")
- Joel Harlow e Richard Alonzo ("Star Trek: Sem fronteiras")

Melhor figurino
- Colleen Atwood ("Animais fantásticos e onde habitam") - Vencedora
- Joanna Johnston ("Allied")
- Consolata Boyle ("Florence: Quem é essa mulher?")
- Madeline Fontaine ("Jackie")
- Mary Zophres ("La la land: Cantando estações")

Mais uma vez a equipe da Caneca está feliz em fechar mais um ciclo de Cinema e agradece a companhia de quem seguiu tudo aqui com a gente! Que venham os próximos filmes e agora, que passou o carnaval pós Oscar, podemos dizer oficialmente: Feliz Ano Novo!

Cris F Santana
(@CrisFSantana)


Ps. Se você apostou no nosso quiz não deixe de conferir aqui o resultado! 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Especial Oscar 2017: Até o Último Homem

(Hacksaw Ridge - 2016)

_ Que emocionante!

Seguindo a linha de começar os meus textos de filme de Oscar falando das emoções proporcionadas, essa foi a frase que representou meu sentimento ao terminar de assistir o filme - que me surpreendeu por não ser propaganda patriótica positivamente, diga-se de passagem. 

Hacksaw Ridge
"Só mais um.."
O filme, baseado em história real, conta parte da vida do jovem Desmond Doss. O ano era 1945, auge da Segunda Guerra Mundial, EUA tomando rola dos Japoneses - Perl Harbor - e Desmond, um moço, extremamente religioso, acreditava que era sua responsabilidade como americano ir a guerra ao lado dos compatriotas. Só que devido a sua fé, se recusava a pegar em armas - "Não matarás". O rapaz se alistou para ser médico no front de batalha e sua recusa em seque tocar nos rifles tornou o objetivo um tanto quanto árduo de alcançar. Mas Desmond, não só passou firme por todos os obstáculos, como se tornou o primeiro Opositor Consciente do Exército Americano a receber uma medalha de honra, só pela quantidade de vidas salvas lá na batalha de Okinawa (essa mesmo, a que fundamental pro fim da Guerra) - palmas lentas pro trabalho do cara.

Muto mais do que um filme Sineper Americano patriótico enaltecedor da altivez do US Army, essa é história de um homem de fé. Desmond Doss, como retratado no filme, é o melhor exemplo possível dos benefícios que a verdadeira fé pode trazer pro mundo, a fé pura, que acima de tudo defende vidas e respeita o outro, mesmo quando o outro tá literalmente dando tapas na sua cara. Coisa bonita de ver e boa de botar pra pensar - E que cena final linda.

Hacksaw Ridge
Nunca subestime um nó de "tetas"!
Andrew Garfield (em um personagem espetacularmente diferente de seu outro papel famoso #dica) dá a Desmond a personalidade e o "jeitinho de ser" que encaixa feito luva na história de vida do cara. Ele é uma mistura na medida de fofura e coragem, toda salpicada na inocência. A atuação justifica a indicação a estatueta de melhor Ator no Oscar 2017. E como bom filme de guerra, esse não podia passar também sem as indicações para melhor Edição e melhor Mixagem de Som. Além dessas, o filme ainda concorre por sua Direção, Edição e na principal melhor Filme.

Com uma história que merece elogios e uma qualidade bonita de assistir, além de indicado pra quem curte um tiro, porrada e bomba - e sangue voado e miolos espalhados - o filme é boa pedida pra quem aprecia uma linda história de vida. Tá recomendado!

Cris F Santana
(@crisfsantana)

Lista de Indicações ao Oscar 2017:
- Filme
- Ator (Andrew Garfield, o Homem-Aranha Desmond Doss)
- Direção (Mel Gibson, esse mesmo)
- Edição (John Gilbert)
- Edição de Som
- Mixagem de Som
Conheça todos os indicados: Oscar 2017 - Indicado
 

Especial Oscar 2017: Moonlight: Sob a Luz do Luar

(Moonlight - 2016)

A difícil trajetória de conhecer a si mesmo diante dá diversidade do mundo, essa foi a história que encontrei em Moonlight Sob a Luz do Luar.

Concorrendo a oito estatuetas (incluindo melhor filme) o filme traz a história de Chiron (Alex R. Hibbert/Ashton Sanders/Trevante Rhodes ou Little/Chiron/Black, nas fases da vida), um garoto negro que cresce no subúrbio de Miami, em meio ao tráfico de drogas e enfrentando o julgamento dos colegas de escola que o julgam e ofendem o tempo todo.

moonlight
Little / Chiron / Black
Em uma das fugas para não apanhar dos "colegas" de escola, Chiron conhece Juan (Mahershala Ali), o traficante local que acaba se afeiçoando ao menino e eles ficam muito próximos, numa relação quase paternal, inclusive apoiada pela mulher do Juan, Teresa (Janelle Monáe, a pé-quente do Oscar).

Dividido em três "atos" (o filme é inspirado em uma obra que foi um projeto de faculdade nunca apresentado) Moonlight mostra três fases da vida de Chiron: infância, adolescência e vida adulta, mostrando a solidão que o garoto viveu em cada fase enquanto buscava seu auto conhecimento.

Mahershala Ali mostrou ótimo trabalho na interpretação de Juan, que depois de se afeiçoar ao menino se vê dividido entre fazer o papel de pai e ao mesmo tempo ser o traficante que fornece drogas para a mãe dele Paula (Naomie Harris) um enfermeira viciada em craque que, diga-se de passagem, também está ótima no papel, mostrando duas faces: a mãe carinhosa e preocupada quando está sóbria e a agressiva quando dopada. Ambos concorrem ao Oscar de coadjuvantes.

moonlight
Garotinho e Traficante ou Uma Relação de Confiança
O filme surpreende e emociona embora, para o meu gosto, seja extremamente falado e parado. Vale mesmo pelo show de interpretação do elenco, com destaque para Alex R. Hibbert que faz o Chiron criança, o "Little" que consegue dizer muitas coisas apenas com o olhar.

Salemme
(@DaniSalemme)
Lista de indicações ao Oscar 2017:
- Filme
- Ator Coadjuvante (Mahershala Ali, o Juan)
- Atriz Coadjuvante (Naomie Harris, a mãe)
- Direção (Barry Jenkins)
- Fotografia (James Laxton)
- Edição (Joi McMillon e Nat Sanders)
- Trilha Sonora (Nicholas Britell)
- Roteiro Adaptado (Barry Jenkins)

Conheça todos os indicados: Oscar 2017 - Indicado





quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Caneca de Estreias: 16 de Fevereiro

Caneca meio Oscar meio não de Estreias essa semana.. Confira no vídeo os filmes em destaque entrando em cartaz em 16 de Fevereiro!

Se Inscreva Aqui!                                                                                       Ver no YouTube

Essa semana na Caneca de Estreias:

Tem biografia concorrente do Oscar Lion - Uma jornada pra casa de Garth Davis com Dev Patel, Nicole Kidman e Rooney Mara. Tem mais concorrente Oscar, o Sueco Um Homem Chamado Ove. Tem animação (concorrente a Oscar) A Tartaruga Vemelha. Tem drama com romance e espionagem com Brad Pitt e Marion Cotillard. Tem Keanu Reaves trazendo desaposentando o assassino de novo em John Wick - Um novo dia para matar. E finalmente, tem o suspense de Gore Verbinski, A Cura. Ufa!

Confira e Comente!


Cris F Santana
(@crisfsantana)


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

50 Tons Mais Escuros (por Salemme)

(50 Shades Darker - 2017)

Dando uma pausa na nossa maratona do Oscar, vamos falar sobre a continuação das aventuras sexuais do Sr. Grey: 50 Tons Mais Escuros.

De cara digo que a troca na direção surtiu grande diferença para esse filme. Comparado com o primeiro ele é excelente! Já comparado com o livro sabemos que deixa muito a desejar principalmente no quesito cenas picantes. Como era de se esperar o segundo filme também é um romance sensual bem longe da pornografia explicita do livro, mas, esse tem um pouco mais de ação e suspense já que traz a resumida (bem resumida mesmo) história de uma ex submissa do Grey que aparece na vida deles inconformada por não ter sido ela a escolhida do ricaço bonitão e também mostra um pouco mais da infância do Christian, trazendo algumas explicações para seus comportamentos tão possessivos e peculiares.




Jamie Dorman (que continua se negando a fazer o nu frontal) manteve a mesma atuação do primeiro filme que, em minha opinião, está longe de caracterizar fielmente o Christian Grey que o livro nos faz imaginar. Já a Dakota Johnson estava mais incorporada no papel de Ana Steel (talvez ela tenha lido os livros).
Não se pode dizer que é uma obra prima mas a direção de James Foley certamente deu um folego diferente para o filme e para os fãs do casal Grey-Steel foi uma boa surpresa  ver a trama um tiquinho mais próxima da literatura.




Por incrível que pareça, eu sai do cinema bastante satisfeita com esse segundo filme.

Vamos aguardar o terceiro..

Salemme
@DaniSalemme



Caneca de Oscars 2017



terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Especial Oscar 2017: Um Limite Entre Nós

(Fences - 2016)

Concorrendo a quatro estatuetas douradas, o drama Um limite entre nós foi um filme surpreendente pra mim. Adaptado de uma peça teatral, o longa conta a história de Troy Maxson (DenzelWashington – que também é o diretor do filme), um pai de família trabalhador na década de 50 que não consegue lidar com a frustração de não ter sido jogador de baseball, segundo ele mesmo por questões racistas. Troy é catador de lixo e enfrenta problemas no trabalho também, onde está lutando por igualdade com os brancos para poder dirigir os caminhões e não só recolher os latões.

Durante mais de duas horas de filme vamos conhecer a rotina dessa família e as dificuldades de relacionamento de Troy com sua esposa Rose Maxson (Viola Davis – linda, maravilhosa e única) e com seus filhos Lyons (Russell Hornsby), Cory (Jovan Adepo) e com seu irmão Gabe (Mykelti Williamson) um veterano de guerra que trouxe dos campos de batalha algumas sequelas mentais.
E porque eu achei o filme surpreendente? Porque durante os primeiros 30 minutos aproximadamente eu achei que não conseguiria assistir até o final. O início é extremamente monótono e cadenciado em diálogos que não saem do mesmo tom. É muito cansativo. Mas, se você sobreviver a esse comecinho vai ser pego de surpresa quando estiver com um turbilhão de sentimentos dentro de você, praticamente vivendo a história junto com o filme.



As atuações estão primorosas. Denzel está fantástico no papel, me fez querer dar uma porrada nele em vários momentos. E Viola Davis... Nem sei se preciso comentar, rouba a cena totalmente, está arrasadora. Destaque para Mykelti Williamson que apresentou uma atuação muito emocionante como Gabe!

Um limite entre nós está cheio de diálogos com mensagens fortes e impactantes, um drama cru capaz de revirar nossas emoções.

Salemme
@DaniSalemme


PS. Não sei qual o critério para traduzir o nome dos filmes para português, mas acredito que a tradução literal “Cercas” cairia muito bem na história.

Lista de indicações ao Oscar 2017:
- Filme
- Ator (Denzel Washington)
- Atriz Coadjuvante (Viola Davis)
- Roteiro Adaptado (adaptado por August Wilson de uma peça teatral homônima)

Conheça todos os indicados: Oscar 2017 - Indicado

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

BAFTA - Premiados!

E La La Land - Cantando Estações segue confirmando seu favoritismo. Na estrega dos prêmios da Academia Britânica de Artes da Televisão e Cinema o filme levou quatro de suas 11 indicações e mesmo assim foi o mais premiado da noite.

Confira: 

Melhor Filme
- Eu, Daniel Blake
- Moonlight: Sob a Luz do Luar

Melhor Filme Britânico
- Eu, Daniel Blake - Vencedor
- Docinho da América
- Negação
- Notes on Blindness
- Sob as Sombras

Melhor Diretor
- Damien Chazelle (La La Land - Cantando Estações) - Vencedor
- Ken Loach (Eu, Daniel Blake)
- Kenneth Lonergan (Manchester à Beira-Mar)
Tom Ford (Animais Noturnos)

Melhor Roteiro Original
Manchester à Beira-Mar - Vencedor
- A Qualquer Custo
- Eu, Daniel Blake
- Moonlight

Melhor Roteiro Adaptado
- Lion - Uma Jornada Para Casa - Vencedor
- Até o Último Homem
- Animais Noturnos

Melhor Atriz
Emily Blunt (A Garota no Trem)
Meryl Streep (Florence: Quem é Essa Mulher?)
- Natalie Portman (Jackie)

Melhor Ator
- Andrew Garfield (Até o Último Homem)
Jake Gyllenhaal (Animais Noturnos)
- Viggo Mortensen (Capitão Fantástico)

Melhor Ator Coadjuvante
- Dev Patel (Lion) - Vencedor
Aaron Taylor-Johnson (Animais Noturnos)
Hugh Grant (Florence: Quem é Essa Mulher?)
- Jeff Bridges (A Qualquer Custo)
- Mahershala Ali (Moonlight)

Melhor Atriz Coadjuvante


Viola Davis (Um Limite entre Nós) - Vencedor *-*
- Hayley Squires (Eu, Daniel Blake)
- Michelle Williams (Manchester à Beira-Mar)
- Naomie Harris (Moonlight)
Nicole Kidman (Lion)

Melhor Filme em Língua Estrangeira
- Filho de Saul - Vencedor
- Julieta
- Dheepan - O Refúgio
- Cinco Graças
- Toni Erdmann

Melhor Documentário
- A 13ª Emenda - Vencedor
- The Beatles: Eight Days a Week – The Touring Years
- The Eagle Huntress
- Notes on Blindness
- Weiner

Melhor Animação
- Kubo e as Cordas Mágicas - Vencedor
- Procurando Dory
- Zootopia
- Moana

Melhor Trilha Original
- Jackie
- Lion
- Animais Noturnos

Melhor Direção de Fotografia
- A Qualquer Custo
- Lion
- Animais Noturnos

Melhor Montagem
- Até o Último Homem - Vencedor
- Animais Noturnos

Melhor Design de Produção
- Doutor Estranho
- Ave, César!
- Animais Noturnos

Melhor Figurino
- Jackie - Vencedor 
- Aliados
- Florence: Quem é Essa Mulher?

Melhor Maquiagem e Cabelo
- Florence: Quem é Essa Mulher? - Vencedor
- Doutor Estranho
- Até o Último Homem
- Animais Noturnos
- Rogue One

Melhor Som
A Chegada - Vencedor
- Horizonte Profundo - Desastre no Golfo
- Até o Último Homem

Melhores Efeitos Visuais
- Mogli - O Menino Lobo - Vencedor
- Doutor Estranho
- Rogue One

Melhor Curta Britânico Animado
- A Love Story - Vencedor
- The Alan Dimension
- Tough

Melhor Curta Britânico
- Home - Vencedor
- Consumed
- Mouth of Hell
- The Party
- Standby

Prêmio Estrela em Ascensão 
- Tom Holland - Vencedor
- Anya Taylor-Joy
- Laia Costa
- Lucas Hedges
- Ruth Negga

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Especial Oscar 2017: Estrelas Além do Tempo

(Hidden Figures - 2016)

_ Que história! Que his-tória!

Essa foi a frase que mais repeti depois da sessão de Estrelas Além do Tempo, uma história real, linda, impressionante e que, inacreditavelmente, pouquíssima gente conhecia até alguns meses atrás. 

O filme biográfico se passa em 1961 e conta a história de três mulheres: Katherine G. Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughan (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle pé quente Monáe em um de seus dois primeiros trabalhos como atriz. O outro: Moonlight), as três foram cérebros fundamentais pra que a NASA conseguisse colocar o primeiro americano em órbita e depois botar o primeiro humano na Lua. E isso tudo, sendo mulheres negras em um Estados Unidos onde a segregação racial separava até a água em "para negros" ou "para brancos". - Como eu disse, que história!

"_ Não chegamos lá porque usamos saias, e sim porque usamos óculos.."

Dorothy era matemática e comandava o grupo de garotas negras da NASA chamado de "computadores" - elas que faziam as contas antes das máquinas dominarem. Daí chegou o IBM e ela fez o que? Foi além! 

Mary Jackson tinha potencial pra ser a primeira mulher negra a ser engenheira da NASA mas a regra da entidade exigiu um diploma de uma Universidade exclusiva de brancos, porque né?! 

"Sempre que temos uma chance de prosperar, eles mudam a linha de chegada.."
E Katherine é uma gênia da geometria analítica cujos cálculos foram fundamentais pra ajudar a NASA em algumas coisinhas pequenas aí.. - já mencionei como a história é incrível?

Além das três (fortes e maravilhosas) protagonistas, também tão no filme Kevin Costner, Mary Jane Kirsten Dunst e Sheldon Jim Parsons (uma vez nerd, sempre nerd). Sim eles são a parte branca do filme, mas em nenhum momento algum deles é colocado como vilão ou herói, no filme existem pessoas sensatas e pessoas dentro do sistema. E isso, aliás, é uma particularidade bastante enriquecedora da história. O preconceito (racismo ou patriarcalismo) não é amarrado a um personagem vilão, é institucionalizado, está presente em todos os lugares e pessoas - e algumas nem se dão conta disso - é impossível não se indignar assistindo, mas também deve ser o mais próximo que já vimos de uma representação fiel da realidade (absurda) como ela é. 

A serenidade no movimento de quem sabe que é f##a
O filme, pensando só em questões cinematográficas, é muito bem feito. Não tem algo que seja excepcional, inovador ou diferentão - e nem precisa! - mas sua sua história é dessas que todas as pessoas do mundo deveriam saber assistir e refletir sobre isso! - devia ser obrigatório pra vida ver esse filme. E essa ótima história levou o filme das garotas pra duas categorias principais no Oscar 2017, Melhor Roteiro Adaptado e a grande Melhor filme. As maravilhosas interpretações das garotas rendeu também a indicação de Melhor Atriz Coadjuvante para Octavia Spencer - e bem achamos que podia ter a Taraji lá também.

Continuo achando que La La Land vai vencer a maior parte das categorias por ser um filme como a academia gosta (e ser fascinante), mas essa história é, com a certeza, a que mais merece ser assistida e indicação de coração (e a equipe do bloguinho concorda nisso comigo) da Caneca

Cris F Santana
(@crisfsantana)

Lista de indicações ao Oscar 2017:
- Filme
- Roteiro Adaptado (Allison Schroeder, baseada no livro de Margot Lee Shetterly)
- Atriz Coadjuvante (Octavia Spencer, a Dorothy Vaughan)

Conheça todos os indicados: Oscar 2017 - Indicado


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Especial Oscar 2017: A Chegada

Arrival (2016)


Sim! Temos sci-fi com ETs concorrendo ao Oscar! Claro que sci-fis não são mais novidade no tapete vermelho - recentemente teve Gravidade, Perdido em Marte, etc.. Só citando os que se meteram no espaço. Mas filmes que ultrapassam essa barreira do conhecido - conhecido da maioria de nós, pelo menos, que nunca viu um ET de perto - não costumam visitar com tanta frequência a cerimônia das estatuetas, A Chegada então já chega chegando - Badumtis - com suas 8 indicações douradas. Mas muito mais do que um filme de sci-fi milimetricamente estudado para não cometer erros de lógica científica, o filme é uma experiência filosófica e um convite a reflexão (vesh!). 

arrival
A grande banana nave extraterrestre
A história começa apresentado a vida entediante da solitária professora de linguística Dra. Louise Banks (Amy Adams, a renegada do ano) sua rotina e tal, mesmo com uma carreira monstruosa, uma vida que pode ser descrita como bem comum. Até que militares batem à porta do escritório da mulher com um gravador contendo um áudio. Naves extraterrestres aterrissaram em diferentes pontos do planeta Terra e o áudio é uma gravação da tentativa de comunicação entre terráqueos e tripulantes de uma das naves. Claro que nem mesmo a melhor linguista do mundo (o que parece que ela é) é capaz de traduzir um idioma desconhecido a partir de um único áudio. E aí que os milicos acabam concordando em levar a doutora pra base militar próxima da nave e lá, juntamente com o físico Ian Donnelly (Gavião Arqueiro Jeremy Renner) ela passa a ter sessões de entrevistas com os ETs dentro da nave. A mulher tem então a melhor ideia possível: tentar a comunicação visual com os "verdinhos" e através da sua escrita, começa a decifrar o motivo real da visita dos extraterrestres. E como se fosse pouco, em meio a tudo isso, ainda tem os sonhos aleatórios da doutora com sua filha , perturbando sua mente e quebrando a linha do roteiro. Daí em diante, qualquer explicação pode ser usada contra mim no tribunal dos julgamentos por spoilers. Vá e surpreenda-se!

arrival
"Hello wolrd!"
Mas falando em indicações a Oscars, a linha de roteiro montada, que contribui inegavelmente pra construção da história já é sozinha ótimo motivo pra suas indicações em Melhor Edição e Melhor Roteiro Adaptado (sim, adaptado, do livro "Story of Your Life").  Até eu um leigo consegue notar o uso das diferentes paletas de cores pra diferenciar momentos, locais e humores, o que deve ter contribuído pras indicações de Design de Produção e Fotografia (sem falar nas piras gravitacionais dentro da nave). O filme ainda concorre nas categorias de Edição de Som, Mixagem de Som (de papo de ET a som de respiração em roupa de isolamento), e as principais Melhor Diretor e Melhor Filme.

O que ETs vieram fazer na Terra? O que estão dizendo? Eles vem pra matar? Eles vem em paz? O que trazem pra gente? O que querem da gente? Mais do que respostas para estas peguntas o filme termina por nos fazer criar perguntas sobre as nossas definições. E é recomendação da Caneca. 

Cris F Santana
(@crisfsantana )


Lista de indicações ao Oscar 2017:
- Filme
- Diretor (Dennis Villeneuve)
- Roteiro Adaptado (Eric Heisserer)
- Fotografia (Bradford Young)
- Edição (Joe Walker)
- Mixagem de Som (Bernard Gariépy)
- Edição de Som (Sylvain Bellemare)
- Design de Produção (Patrice Vermette)

Conheça todos os indicados: Oscar 2017 - Indicado

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Especial Oscar 2017: Manchester à Beira-Mar

Manchester by the Sea - 2016

_Que.. filme.. tris-te!
 (roubando bordões dos posts da @CrisFSantana)


Assim que eu li o nome do filme, que é indicado ao Oscar de Melhor Filme do ano, eu pensei, "pô deve ser um filme sobre algum drama passado na cidade de Manchester na Inglaterra", embora estivesse também pensando "onde raios tem mar em Manchester?"

Pois é, nada a ver! O filme se passa nos EUA na cidade chamada "Manchester-by-the-sea" em Massachusetts. Faltei nessa aula de geografia, nunca havia ouvido falar nesse lugar. Momento curiosidade da caneca! 

Mas enfim vamos ao assunto, o filme narra a história de Lee Chandler  (Casey Affleck) que após o falecimento do seu irmão é forçado a voltar a sua cidade natal para cuidar do seu sobrinho Patrick (Lucas Hedges). Nesse retorno, Lee precisa enfrentar os fantasmas do passado e todos os traumas voltam a tona. Não posso falar muito sobre esse passado para não dar spoilers, mas posso dizer que é bem pesado.






O filme é indicado a seis estatuetas: Melhor filme,  melhor diretor, melhor ator, melhor atriz coadjuvante, melhor roteiro original e melhor montagem. Bom, em TODAS essas categorias, o filme está disputando com La La Land. Isso significa que..... sem chance de levar algo! E mesmo que o musical não disputasse o Oscar desse ano, acho que Manchester Á Beira-Mar não teria força pra levar o prêmio para nenhuma dessas categorias.


O filme foi muito bem dirigido pelo diretor Kenneth Lonergan.  Tecnicamente não tenho do que reclamar.  Os flashbacks foram inseridos de forma conveniente e foi preenchendo os buracos da história no ritmo certo. As interpretações foram boas, mas sinceramente não vi razão pela indicação do Casey Affleck para melhor ator. 

Do começo ao fim do filme, não consegui gostar do protagonista. Talvez eu tenha sentido pena dele apenas por alguns minutos quando a história do seu passado foi desenrolado e tentou justificar amargura de seu personagem.Talvez. Talvez.

Em sumo, achei a história  muito triste e depressiva. O drama aborda a morte, o luto, amarguras e arrependimentos. Acho que toda essa densidade da história somada a duração de mais de duas horas  (quase um requisito pra disputar o Oscar) me deu a sensação de filme arrastado.

 Embora tenha gostado do filme, acho que se cortassem uns 40 minutos de "bla bla" deixaria o drama mais enxuto e menos cansativo.

Rodrigo Sansão
(@rodrigosansao)


Lista de Indicações ao Oscar 2017:

- Filme

- Ator (Casey Affleck)
- Ator Coadjuvante (Lucas Hedges)
- Atriz Coadjuvante (Michelle Williams)
- Direção (Kenneth Lonergan)
- Roteiro Original (Kenneth Lonergan)

Conheça todos os indicados: Oscar 2017 - Indicado

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Especial Oscar 2017: Nossas Textos

Nós Canequeiros, como bons cinéfilos que somos, fazemos maratona Oscar e cada um dá sua opinião sobre algum filme. Confira todas elas na lista:



- La La Land: Cantando Estações por Cris F Santana (14 indicações)
A Chegada por Cris F Santana (8 indicações)
- Moonlight: Sob a Luz do Luar (8 indicações)
- Até o Último Homem (6 indicações)
- Manchester à Beira Mar por Rodrigo Sansão (6 indicações)
- Um Limite entre Nós por Dani Salemme (4 indicações)
- Estrelas Além do Tempo por Cris F Santana (3 indicações)
- Animais Fantásticos e Onde Habitam por Cris F Santana (2 indicações)
- Star Trek: Sem Fronteiras por Cris F Santana (1 indicação)

Todos os indicados: Oscar 2017 - Indicados

Equipe da Caneca
(@cdecaneca)

Especial Oscar 2017: La La Land - Cantando Estações

La La Land - 2016
_Que.. filme.. lin-do!

Essas foram minhas primeiras palavras ao fim da sessão de La La Land - Cantando Estações. E desde então a canção principal do filme não me saiu mais da cabeça - esperando elevador, cantarolando, esperando metrô, cantarolando, andando na rua, cantarolando. Não consigo mais descer uma escada sem entrar em cena! Não é a toa que o filme vem despontando em todas as listas de premiações (incluindo suas expressivas catorze indicações a Oscar) O filme, um musical claramente feito pra homenagear os antigos musicais, é daqueles feitos pra chamar de arte. É um quadro, colorido (bem colorido) que se mexe (sim, estou fascinada pelo filme).

Casal dançante, cantante E sapateante
A história do musical gira em torno da atriz Mia (Emma Stone, mandado um beijo pros fonaudiólogos) e do pianista Sebastian (Ryan Gosling), o casal que tem vários esbarrões acidentais coincidentes - ou não - na vida, se apaixona, se envolve, se intensifica, e, pra fechar, nos surpreende! (sem spoiler, tenho que parar por aqui!) A química entre eles é indiscutível (e já posta A Toda Prova em outra ocasião) e faz a história do casal ser mais empolgante e envolvente ainda (sim, estou fascinada pelo filme, já disse isso). 

Depois de concorrer a 7 Golden Globes (e levar os 7) todo mundo já sabia que não ia faltar La La Land no Oscar, mas falando em Oscar, o filme não apenas está presente como concorre em catorze categorias (ca-tor-ze!) se igualando a Titanic (1997) e A Malvada (1950), como filmes com mais indicações da história do Oscar. Musical que é não podia ficar de fora das categorias de som, levando a indicação de melhor Trilha Sonora para a trilha de Justin Hurwitz, Edição de Som Mixagem de Som além de ter duas de suas músicas concorrendo a Canção Original, "Audition (The fools who dream)" e "City of Stars" (ambas também do Justin). Emma já tá virando cara conhecida nas cerimônias do Oscar, mas dessa vez vem concorrendo na categoria principal, a de Melhor Atriz e o moço Ryan, que faz aulas de piano pra fingir que tocava bem (e engana muito bem) ao de Melhor Ator - bem justo, quando os dois cantam, dançam, sapateiam e ainda interpretam. E provável que o filme só não tem indicações de coadjuvantes porque a história é só deles mesmo.. 
O colorido forte e marcante (marcante mesmo) deve ter contribuído bastante pras indicações de melhor Figurino, Designe de Produção e Fotografia, e os sensacionais planos sequência dando mais ritmo pras cenas musicais pra de melhor Edição. Pra completar, a história ímpar de Damien Chalizze ainda concorre as três principais da noite, melhor Roteiro Original, Diretor e a grande, Melhor Filme.

Claro que a gente sabe que a academia adora premiar um filme que homenageia a própria classe, tão aí O Artista e Birdman de prova. Mas, quando não se ouve um demérito pra um filme onde quer que ele passe (e se ouve uma cacetada de elogios, isso sim) não tem como negar o seu merecimento.

Fica então a baita dica da caneca de musical pra todo mundo assistir!

Cris F Santana
(@CrisFSantana)

Lista de indicações ao Oscar 2017:
- Filme
- Diretor (Damien Chalizze)
- Fotografia (Linus Sandgren)
- Roteiro Original (Damien Chalizze)
- Edição (Tom Cross) 
- Designe de Produção (David Wasco) 
- Figurino (Mary Zophres) 
- Ator (Ryan Gosling)
- Atriz (Emma Stone) 
- Edição de Som (Ai-Ling Lee e Mildred Iatrou) 
- Mixagem de Som (Andy Nelson e Ai-Ling Lee)
- Canção original: Audition (The fools who dream) (Justin Hurwitz)
- Canção original de novo: City of Stars (Justin Hurwitz)
- Trilha Sonora (Justin Hurwitz)

Conheça todos os indicados: Oscar 2017 - Indicado

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