quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Caneca de Estreias: 24 de Setembro

Confira as principais Estreias da semana de 24 de Setembro nos Cinemas!



Everest (Everest) - trailer

Sabe os dramas baseados em histórias reais?! Isso! A historia contada pelo diretor Baltasar Kormákur aconteceu em 1996, dois grupos de alpinistas liderados por Rob (Jason Clarke, o John Connor 2015, ou 2029, depende do ponto de vista) e Scott (Jake Gyllenhaal, o cara que me fez ter medo de coelhos) se unem na tentativa de escalar o monte Everest. Mas, uma grande nevasca coloca a vida de todos em risco (Se não, não seria drama, seria vídeo de férias). Com a esposa grávida (Keira Knightley, piratas, orgulho, matemática e beleza, muita beleza), Rob é menos aventureiro que Scott, se preocupando com a segurança dos membros de sua equipe. Ele lutará bastante para tentar proteger a todos (vulgo, herói do filme). Com trailers cheios de músicas dessas de elevar a tensão e situações que dão frio na espinha só de olhar (e não tô falando só da neve), é a indicação drama blockbuster da semana.


Um Senhor Estagiário (The Intern) - trailer

O trailer começa com Anne Hathaway andando de bicicleta no meio do escritório e Robert De Niro fazendo graça "sem querer" e já começo amando! (Fazer o que, gosto mesmo, ué!). Jules Ostin (Anne Hathaway, princesa sem querer, capacho da Meryl Streep, linda, talentosa, divertida) é a criadora de um bem-sucedido site de venda de roupas que, apesar de ter apenas 18 meses, já tem mais de duas centenas de funcionários (*anotando a receita*). Ela leva uma vida bastante atarefada, devido às exigências do cargo e ao fato de gostar de manter contato com o público (contate eu, Anne!). Quando sua empresa inicia um projeto de contratar idosos como estagiários (que tal isso?!), em uma tentativa de colocá-los de volta à ativa, cabe a ela trabalhar com o viúvo Ben Whittaker (Robert De Niro, precisa apresentações?). Aos 70 anos, Ben leva uma vida monótona e vê o estágio como uma oportunidade de se reinventar. Por mais que enfrente o inevitável choque de gerações, logo ele conquista os colegas de trabalho (velhinhos divertidos e fofinhos, win!) e se aproxima cada vez mais de Jules, que passa a vê-lo como um amigo. Aparentemente divertido, leve, envolvente e com seu toque de romantismo, da diretora Nancy Meyers é a indicação de comédia da semana! Da lista dos: se for ver, me chama!


Hotel Transilvânia 2 (Hotel Transylvania 2) - trailer

Tem animação no cinema, tio! Dirigido por Genndy Tartakovsky (o mesmo do primeiro filme), a sequência ainda acontece no excêntrico hotel, a vampira Mavis (na versão local, Fernanda Barrono ou Kim Possible) e o humano Jonathan (não achei, se alguém souber, me mande!) se casaram e continuaram morando no Hotel Transilvânia, já que Drácula (Alexandre Moreno, Pink, Gato de Bodas, leão Alex, e segue longa lista) ofereceu um emprego ao genro. Ele na verdade quer que sua filha permaneça ao seu lado, especialmente quando ela revela estar grávida. Eufórico com a notícia, Drácula torce para que o neto seja um vampiro de verdade e busca, indícios de que isto acontecerá (saudades noção de segurança infantil). Entretanto, o pequeno está prestes a completar cinco anos e, ao menos por enquanto, tudo indica que ele é um humano normal. Não é uma animação das mais aclamadas (ou das mais bem vendidas/divulgadas) mas parece divertida. Indicação pra levar a molecada (ou os grandinhos legais, eu) pro cinema.



A Hora e Vez de Augusto Matraga (A Hora e Vez de Augusto Matraga) - trailer

No elenco Chico Anysio, José Wilker (enfatizando a dificuldade que um longa nacional tem para ser produzido, já que ambos não ficaram no plano terreno para ver sua obra no cinema) e João Miguel., com direção de Vinícius Coimbra, uma história de um herói do sertão. Da obra de Guimarães Rosa, Augusto Matraga (João Miguel, que só vi fazer ótimos filmes) é um fazendeiro orgulhoso, valente e mulherengo, que está à beira da falência. Sua esposa Dionóra (Vanessa Gerbelli, esse talento) resolve abandoná-lo com a filha do casal, ao receber uma proposta feita por Ouvídio Moura (Werner Schunemann). A situação faz com que Augusto fique enfurecido e parta para a casa de Ouvídio, em busca de vingança (Qual o cabra que não se exalta com adultério?!). Lá ele é espancado pelos capangas de Consilva (Chico Anysio, RIP), que o marcam com ferro e o atiram em um precipício para morrer (queima a peixeira!). À beira da morte, Augusto é encontrado por um casal, que cuida de sua recuperação. Cinco anos depois ele deixa o local, completamente mudado e agora temente a Deus. E daí fica a curiosidade do que o homem vai fazer! Dica nacional da semana (e pra matar a saudade, ou não, da voz de comentarista de Oscar de José Wilker), se for ver, me chama!



(Cris F Santana)

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos (Por Bruna Cicerelli)


Os Instrumentos Mortais é uma série de seis livros da escritora Cassandra Clare, a qual inclui os seguintes títulos: Cidade dos ossos; Cidade das cinzas; Cidade de vidro; Cidade dos anjos caídos; Cidade das almas perdidas e Cidade do fogo celeste.

Cidade dos Ossos ganhou sua adaptação cinematográfica em Agosto de 2013 pelas lentes do diretor Harald Zwart e veio para dar segmento ao ramo dos filmes de seres sobrenaturais como Crepúsculo e Dezesseis Luas, contando com vampiros, fadas, bruxos, caçadores das sombras, lobisomens e demônios. 

Clary Fray (Lily Collins) é uma adolescente de 15 anos e, como todo mundo, tem um BFF chamado Simon Lewis (Robert Sheehan), o qual é apaixonado por ela desde pequeno (Ah, jura?!), mas a adolescente não consegue enxergá-lo com essa perspectiva (jura de novo?!). Tudo começa a mudar quando ambos vão ao Pandemonium, uma balada, no dia do aniversário da menina. Quando Simon vai ao bar buscar uma bebida, Clary presencia um grupo matar um rapaz e, aparentemente, ninguém consegue ver o mesmo que ela. Jace Wayland, um caçador de sombras que protege o mundo de criaturas sombrias, mas especificamente, os demônios (Jamie Campbell Bower – que aparentemente adora filmes sobrenaturais), observa a reação da menina e percebe que ela não é uma “mundana” como qualquer outra, mas resolve não investigar. Após o ocorrido, Simon e Clary vão embora e no dia seguinte a menina acorda com seu quarto repleto de desenhos da runa angelical.



Após a saída de Clary e Simon para um barzinho, Jocelyn (Lena Headey), mãe da menina, entra no quarto e vê todos os desenhos da runa angelical e, além de ficar desesperada, conta para Luke (Aidan Turner), seu amigo lobisomem, o ocorrido. No barzinho, durante a declamação de uma poesia de um amigo de Simon, Clary vê Jace (aparentemente só ela o vê) e o questiona sobre a runa angelical. Antes que ele pudesse responder, o celular dela toca e é Jocelyn avisando desesperadamente para que a menina não volte para casa – e óbvio que não seguiu as ordens. Ao chegar, a mãe havia desaparecido e ela se depara com um demônio em forma de cachorro, o qual Jace aparece para matar. Infelizmente, a menina é infectada pelo demônio e acaba desmaiando ao chegar no Instituto dos Caçadores das sombras, na companhia de Jace e Simon. Lá, ela conhece Alec e Isabelle Lightwood, irmãos de Jace e Hodge Starkweather, seu tutor.

Daí em diante, Clary passa a conhecer um mundo jamais imaginado e acaba por descobrir que suas lembranças foram apagadas por um bruxo chamado Magnus Bane, após fazer uma espécie de retrocesso na “Cidade dos Ossos”, que é onde ficam os corpos dos Caçadores das Sombras e são cuidados pelos Irmãos do Silêncio. Além disso, Clary descobre que Luke é um lobisomem e que sua mãe também foi uma caçadora das sombras e fugiu anos atrás levando consigo o Cálice Mortal para arruinar os planos de Valentin Morgenstern, além de descobrir ao longo da trama que possui muito mais poder do que podia imaginar. Claro que o filme não fica sem romance! Jace e Clary acabam por apaixonar-se e Simon fica absurdamente mordido de ciúme. Rola uma cena bem fofa de beijo entre os dois, mas são atrapalhados pelo corvo de Hodge e por Simon, ao chegarem no quarto. Mais a frente, em meio ao romance, Valentin aparece e conta aos dois que ambos são seus filhos (é, gente...tem incesto) e isso acaba por destruir e fragilizar dois coraçõezinhos. Jace não acredita ser um Morgenstern, pois sempre foi criado pelos Wayland.




Como sempre, o filme é bom...mas o livro é sempre melhor! Apesar que, para quem lê, o começo da leitura é um pouco monótono mas tem uma guinada surpreendente do meio pro final. Além disso, no filme há alguns spoilers do segundo livro, que envolvem homossexualidade e alguns acontecimentos envolvendo Simon, mas que são abordados de formas diferentes e o assunto dos Instrumentos Mortais também é pouco abordado no filme.

Para infelicidade dos que gostarem da adaptação, não haverá continuação nas telonas. Porém, já está em gravação Shadowhunters, o que parece ser uma série totalmente fiél à trama e será exibida pela emissora ABC Family, mas só Deus e o diretor é que sabem quando!

Recomendo tanto a saga quanto o filme, mas sou totalmente parcial já que adoro temas sobrenaturais.

“Sabe quando eu disse que nunca tinha visto um anjo? Eu menti.”



(Bruna Cicerelli)


quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Caneca de Estreias: 17 de Setembro

Confira as principais Estreias da semana de 17 de Setembro nos Cinemas!


Maze Runner: Prova de Fogo (Maze Runner: The Scorch Trials) - trailer

O blockbuster da semana é a continuação da franquia Maze Runner inspirada na trilogia de livros homônima de James Dashner. Dessa vez, após escapar do labirinto, Thomas (Dylan O'Brien, que continua correndo mais e saindo por último, vide trailer) e os garotos que o acompanharam em sua fuga da Clareira (toda aquela encrenca do primeiro filme) descobrem que tem coisa errada nas palavras de Janson (Aidan Gillen,o Baelish) e fugindo também do seu QG, precisam agora lidar com uma realidade bem diferente: a superfície da Terra foi queimada pelo sol e virou um deserto pós apocalíptico (vai vacilando aí com a torneira aberta!) e eles precisam encarar criaturas disformes chamadas Cranks, que desejam devorá-los vivos (só isso, coisa fácil). Pra quem curte o estilo ação teen, (e quem viu o primeiro e quer saber como a história continua), é a dica da semana.


Dragon Blade (Tian jiang xiong shi) - trailer

Jackie Chan está de volta as telonas! Em mais um de seus habituais personagens modafoca das artes marciais, mas dessa vez, no século I a.C. Precisamente no ano 48 a.C., o general romano Lucius (John Cusak, aquele que queria ser outro John, o Malkovich) foge com seu pelotão e o herdeiro do Cônsul Romano, Publius (Jozef Waite), para escapar do imperador Tiberius (Adrien Brody, Salvador Dali, toca piano e dirige hotel) que deseja tomar o trono e matar Publius (chineses e seus pirralhos sagrados, sempre). Em um forte na fronteira da Rota da Seda, o grupo conhece o huno Huo An (Jackie Chan, o herói) que é responsável por proteger o local. Quando descobre que o imperador está à caminho, Huo An recruta um exército e se une aos romanos em uma épica batalha. Não precisa se falar muito sobre um filme com Jackie Chan de protagonista, seu estilo já é autoexplicativo. O filme é a dica samurai da semana!


(Cris F Santana)

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Caneca Ligeira: Somos tão jovens (por Julio Chuman)

Somos Tão Jovens (2013)

São muitos os equívocos de Somos Tão Jovens, cinebiografia de Renato Russo, compositor e vocalista da Legião Urbana, uma das mais importantes bandas de rock brasileiras: um elenco bastante irregular, opções estéticas do diretor Antônio Carlos da Fontoura que são bastante discutíveis, uma direção de arte problemática em diversos pontos e um roteiro que, apesar de competente por não prender o filme em uma estrutura episódica, me fazia querer esmurrar alguém sempre que ouvia uma citação a alguma música da banda em meio aos diálogos dos personagens, uma aparente tentativa dos roteiristas Victor Atherino e Marcos Bernstein de serem engraçadinhos.





Esses problemas acabam por eclipsar os poucos méritos da obra, como a acertada composição do cantor feita pelo roteiro que, apesar de alguns exageros de Thiago Mendonça, consegue equilibrar bem a sensibilidade do artista Renato Russo e o egocentrismo e o gênio difícil da pessoa Renato Manfredini, e a atuação de Laila Zaid, encantadora como Aninha, uma amizade colorida do cantor.

(Julio Chuman)

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Caneca Ligeira: Ataque ao Prédio (por Julio Chuman)

(Attack the Block - 2011)

Com um elenco principal praticamente desconhecido (pelo menos até o final do ano, quando John Boyega vai estrelar Star Wars), esse filme inglês acaba sendo uma boa surpresa no gênero ação, com pitadas de ficção científica e de filmes de adolescente.

Um grupo de jovens meliantes, liderados pelo invocado Moses (Boyega), se vê na linha de frente de uma invasão alienígena, em um jogo de gato e rato por um imenso conjunto habitacional na periferia londrina.

Esse primeiro trabalho do diretor Joe Cornish acerta no ritmo da trama, que com poucas e acertadas pausas, mantém um ritmo quase alucinante até o final, além de trazer um visual interessante para os aliens, que parecendo um tipo de lobo com dentes fosforescentes, geram momentos bastante interessantes.




As participações de Nick Frost (Todo Mundo Quase Morto, Chumbo Grosso), como um traficante pé de chinelo, e Jodie Whittaker (Venus), como uma enfermeira roubada pelo bando logo no inicio do filme, dão charme ao filme e são um apoio interessante ao novato elenco.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Terror na Caneca: O Bebê de Rosemary (Por Bruno Moura)

(Rosemary's Baby - 1968)


Para a sessão de terror do caneca de hoje (e meu primeiro post depois de milhões de anos para terminar), nós temos um dos clássicos do cinema mundial, dirigido por Roman Polanski. Trata-se de "O Bebê de Rosemary", definitivamente um dos meus filmes de terror favorito. Se você curte a categoria "Terror Psicológico", está no lugar certo!



O filme de 1968 faz parte da trilogia "O Apartamento" de Polanski, sendo este o 2º (e mais aclamado) título da série. A série gira em torno de um protagonista que reside em um apartamento e passa por grandes confusões. #sessãodatarde #jk 




O Bebê de Rosimary tem em seu elenco Mia Farrow (O Grande Gasby - 1986, A Profecia - 2006) como Rosemary e John Cassavetes (Uma Mulher Sob influência - 1974) como Guy (marido de Rosemary).

A história conta a vida de um típico casal de celebridades americano. Guy, um ator que vem enfrentando problemas para estrelar filmes e sua mulher Rosemary, vão em busca de uma nova moradia. O apartamento escolhido pelo casal é altamente criticado por um dos amigos deles, que acredita que algo tenha acontecido naquele local.

Logo após terem se mudado, Rosemary conhece Terry, uma jovem que vive no apartamento com seus conhecidos. Ao entardecer, Rosemary e seu marido descobrem que Terry cometeu suícidio (ou seria ela apenas um sacrifício?). Nesse momento, eles conhecem um simpático casal de idosos que conhecia a jovem.

Após esse encontro, podemos considerar que daqui para frente ALL FALLS DOWN. Conforme mencionado anteriormente, Guy possui uma carreira não tão bem sucedida e procura seu lugar ao sol em Hollywood. 

A pergunta que eu faço é a seguinte: Até onde você iria para atingir o estrelato?

Voltando ao plot, Guy oferece a Rosemary uma taça de mousse de chocolate feita pelos seus adoráveis vizinhos. Embora esteja saboroso, Rosemary nota também um toque especial, um gosto estranho que a faz fingir que comeu tudo, escondendo o que sobrou. 

Entretanto, era tarde demais. Rosemary fica zonza e desmaia, dando início ao sonho mais perturbador que já teve...

Após uma noite polêmica e intensa (a sequência de cenas é surreal e perturbadora!!!), Rosemary acorda com aquela dúvida: Será que tudo aquilo que ocorreu era real ou somente um horrendo pesadelo?

É então que a notícia de sua gravidez faz com que seu comportamento mude por completo. Tendo a ajuda de seu casal de vizinhos favoritos, Rosemary entra em uma rotina de medicamentos e dieta um tanto quanto duvidosa.

Mas, o que será que estaria acontecendo com Rosemary? Seria ela a peça chave para a execução de um plano maior? Estaria ela alucinada? Ou nas palavras de Eduardo Jorge: Estaria ela louca? Estariam os outros em volta dela tramando contra sua integridade física e mental? Em quem ela deve confiar? Por que os seus vizinhos tanto lhe vigiam e ~protegem~? E o que o nascimento de seu bebê significaria nesse quebra-cabeças?

Deixe-se levar pela mente conturbada de Roman Polanski e conte-nos suas impressões sobre o filme, incluindo as possíveis teorias de conspiração que podem ser tiradas dele. 

Finalizo esse post com uma das cenas mais marcantes do filme:


“What have you done to its eyes?”



Bruno Moura é mais um para o time dos afetados admiradores de filme de terror aqui do Caneca. Trabalha com TI e é grande entusiasta de música pop (grande mesmo!). No twitter em: @bruno_dsm

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Caneca de Estreias: 10 de Setembo

Confira as principais Estreias da semana de 10 de Setembro nos Cinemas!

Carga Explosiva: O Legado (The Transporter Refueled) - trailer

Então (Sim, é uma utilização do advérbio como forma de ganhar tempo, quando não se sabe como começar uma crítica bem crítica), aparentemente se tem aqui um real retorno da franquia Carga Explosiva as telonas, e quando digo isso, quero dizer que o novo filme parece exatamente igual aos anteriores (traduzindo, uma destas sequências feitas só pra tentar ganhar mais dinheiro com a série). Do diretor Camille Delamarre (eu googlei, é nome de menino), o filme traz Frank Martin (garantindo aqui uma diferença no novo filme, agora interpretado por Ed Skrein, não mais por Jason Statham) segue trabalhando como transportador de mercadorias perigosas, sem fazer qualquer pergunta sobre o que carrega. Um dia recebe a ligação de Anna (Loan Chabanol), para contratá-lo. Frank recebe a tarefa de pegá-la, daqui a algumas horas. Ao chegar ao local, ele é surpreendido pela presença de outras duas mulheres, o que não havia sido previamente acertado (apesar de ele nunca questionar o que carrega, dessa vez ele questiona). Frank tenta desfazer o acordo, mas logo descobre que o trio mantém em cativeiro seu próprio pai (Ray Stevenson). Para salvá-lo, ele aceita participar do plano das garotas (Lembrem-se de não comentar dos filmes anteriores na fila da sessão, você pode estar dando spoilers). Pra quem gosta de ação e gosta do filme o bastante pra ver de novo, fica a indicação.


Férias Frustradas (Vacation) - trailer

Sabe quando digo que nostalgia tá na moda?! Pois é, direto da Sessão da Tarde dos anos 90 (ou das telonas de 83) para 2015, a continuação com cara de remake (ou vice versa) de Férias Frustradas, dirigido por John Francis Daley e Jonathan M. Goldstein. No novo filme, Rusty Griswold quem diria cresceu (e agora é Ed Helms), virou piloto de avião, casou e teve dois filhos (ou dois moleques pentelhos, chatos, se preferir descrições precisas). Determinado a se divertir com a família, Rusty decide seguir os passos de seu pai (Chevy Chase, o mesmo pai do filme de 83!) e comandar uma ida ao parque de diversões Wally World, fazendo aquela mesma viagem que leva dias de carro que ele (quando pirralho) fez com sua família. E claro, com uma variedade de encrencas, assim como na primeira também. Não é segredo pra ninguém que lê a Caneca de Estreias que sou facilmente dobrável pelos filmes que apelam pra nostalgia Y, logo, fica a dica de comédia (saudosa ou não) e quem for ver, me chama! 


Pequeno Dicionário Amoroso 2 - trailer

Não seria a Caneca de Estreias escrita por quem é, se não mencionasse um nacional! Mas, privilégios comentários a parte, uma das estreias da semana é a continuação da comédia Pequeno Dicionário Amoroso (de 1996, ontem), novamente dirigida por Sandra Werneck. Agora, quinze anos após se separarem, Luíza (Andréa Beltrão, codinome talento) e Gabriel (Daniel Dantas) se reencontram no cemitério, logo após o velório do padrasto dela (mais romântico, impossível). Luíza casou-se novamente, e teve um filho, enquanto Gabriel teve várias namoradas e hoje vive com Jaqueline (Fernanda Freitas), bem mais jovem do que ele. O reencontro faz com que Gabriel visite Luíza na galeria de arte que administra e, impulsionado pelo fato dela estar bem infeliz no casamento, eles logo iniciam um caso (pensando o que comentar). Paralelamente, Alice (Fernanda Vasconcelos, moça munita), a filha de Gabriel com Bel (Glória Pires, e dá-lhe talentos), se mete em um complicado triângulo amoroso envolvendo um homem e outra mulher (sim fandon, ela vai pegar meninas!). Uma ótima diretora e ótimos atores, confesso não lembrar do primeiro filme, somente que foi bastante comentado (Tem duas décadas, perdoa vai), mas mesmo com todos os receios deste tipo de comédia, os currículos envolvidos despertaram bastante a minha vontade de conferir esta aqui. Mais uma indicação que, se for ver, me chama! 


Menções Alternativas

Perdida entre os trailers das estreias da semana, encontrei alguns filmes que parecem muito bons, mas que infelizmente dificilmente serão encontrados nas principais salas de cinema. Mas para quem tem acesso aos Belas Artes, Espaço Itaú, Cine SESC ou similar, vão as menções Cults Alternativas da Semana: Do diretor Francês Gaspar Noé, o drama erótico Love, que se passa nas memórias de Murphy (Karl Glusman) de sua relação intensa com uma ex namorada desaparecida. Do diretor Domingos Oliveira, o drama nacional Infância, a vida da família da matriarca Dona Mocinha (a diva do cinema nacional, Fernanda Montenegro), numa casa da alta classe média dos anos 50, sob o olhos do neto Rodriguinho. E por fim, Um Filme Francês (apesar do nome) mais um nacional com co-produção do Canal Brasil, no cinema experimental, com direção de Cavi Borges. 


(Cris F Santana)

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Caneca Ligeira: Invencível (por Julio Chuman)

Unbroken (2014)


Uma das atrizes mais poderosas de Hollywood, apesar de não ser garantia de público por si só, Angelina Jolie tem enveredado pela direção de filmes desde 2011, com o criticado Na Terra de Amor e Ódio. Seu segundo filme, apesar de algumas indicações ao Oscar em categorias técnicas, mantém o fraco nível de sua filmografia.

Baseado em uma história real sobre um atleta olímpico que passou meses como prisioneiro no Japão durante a Segunda Guerra Mundial, Invencível é um filme longo, cansativo e episódico.





Com bela fotografia de Roger Deakins, um dos melhores do ramo, o filme acompanha a vida de Louis Zamperini desde a infância rebelde, passando pelo sucesso como atleta profissional, até a malfadada missão de resgate na qual acaba como náufrago com outros dois companheiros de tribulação em meio ao Oceano Pacífico, onde foi encontrado pelo exército japonês.

Com uso de desnecessários flashbacks, que logo são abandonados pela narrativa, e sem criar qualquer tipo de questionamento moral, político ou fílmico com a trajetória de seu protagonista, o longa salta de obstáculo para obstáculo, sem nunca se transformar em uma narrativa verdadeiramente orgânica. O destaque acaba mesmo para Jack O’Connell (300: A Ascensão do Império), que passa intensidade para seu personagem. Ao final do filme, ao vermos as imagens do real Zamperini, ficamos com a impressão que este merecia um filme melhor para contar sua história.


(Julio Chuman)

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Brasil na Caneca: Que horas ela volta? (por Salemme)


No dia da Independência do Brasil fui ao cinema prestigiar a produção nacional Que horas ela volta?, que deu a Regina Casé o prêmio Melhor Atriz no Festival Sundance (que acontece em Janeiro em Utah / E.U.A), traz para a telona uma realidade do nosso país que muitas vezes passa desapercebida de tão mascarada: a relação entre patrão e empregado que deixa claro o lugar que cada um ocupa na “cadeia social” do Brasil.

Regina Casé dá vida a Pernambucana Val, que vem para São Paulo em busca de emprego para dar melhores condições de vida para sua filha que fica no nordeste sob os cuidados de uma tia. Na capital paulista ela consegue trabalho na casa de uma família rica, onde além do serviço da casa também faz o papel de babá para Fabinho (MichelJoelsas) que cria por Val um amor enorme devido à ausência constante dos pais.



Após treze anos a filha de Val, Jéssica (Camila Márdiga), procura a mãe depois de alguns anos sem comunicação pedindo abrigo em São Paulo para que ela preste uma prova de vestibular. A partir daí desenrola-se a história. A patroa de Val, Bárbara (Karine Teles) que a princípio demonstra muito solícita com a vinda da garota (já que a empregada está na casa há anos, é praticamente da família e blá blá blá) logo começa a se incomodar com a “ousadia” de Jéssica em querer conviver socialmente pela casa e não se conforma em ficar no quartinho de empregada.

O filme escancara um assunto que muitas vezes parece estar escondidinho no dia a dia: o cotidiano das empregadas domésticas que fazem parte da família, mas não se sentam a mesa, não comem com a família e não podem assistir a televisão na sala de estar. Um falso moralismo de quem “faz de conta” que não se acha acima da faixa mais pobre da população. Regina está impecável no papel, faz rir, emociona, cativa quem está assistindo do começo ao fim prendendo a  atenção pelos 111 minutos de filme e principalmente: não está caricata, com aquele excesso de sotaque e piadas prontas, ela está natural, ela É a personagem!



Na contramão temos atuações não tão boas de Karine Teles e Lourenço Mutarelli (Carlos – o marido) que ao meu ver não estão convincentes, em alguns momentos achei até que estava assistindo Malhação...

 A história, embora seja retrato de uma realidade que vivemos (mesmo que não seja de perto), não é uma grande história. Falta uma virada no filme, um elemento surpresa, qualquer coisa... o filme é bem parado e deixa a impressão que algo foi esquecido.

De qualquer forma, reforço que a atuação de Regina Casé vale cada centavo do ingresso e muitas das questões levantadas, como a relação criada entre as crianças e as babás proporcionadas pela ausência dos pais, ou os momentos em família que são perdidos com cada um vidrado em seus smartphones como se não houvesse ninguém para conversar “ao vivo” na mesa do jantar, nos fazem repensar nossas próprias atitudes.


Recomendado!

Salemme

Update: Que horas ela Volta foi escolhido para representar o Brasil na disputa pelo Oscar 2016 de melhor filme de língua estrangeira.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Caneca de Estreias: 02 de Setembro

Confira as principais Estreias da semana de 2 de Setembro nos Cinemas!


A Entidade 2 (Sinister 2) - trailer

Amantes do Terror estão em êxtase! (E a galera do Terror Na Caneca se inclui nisso). Nas estreias da semana, a sequência do filme que alguns chamam de "O melhor terror da década" (e que tem texto na Caneca, clica que é link). O filme, do diretor, quase estreante, Ciarán Foy, traz a história de Courtney (Shannyn Sossamon), uma jovem mãe solteira e superprotetora de dois gêmeos de 9 anos, que se muda com os filhos para uma casa em uma área rural de uma pequena cidade. Logo, ela descobre que o local foi palco de estranhos acontecimentos (os terrores e as suas casas onde famílias foram misteriosamente assassinadas..) e que sua família está marcada para morrer (ih rapaz!). Que mãe não piraria, não é não? Umas crianças aparecendo e sumindo nas sombras, uns cabeludos de máscara de Slipknot (piadinha, não me xinguem!) apesar dos clichês do gênero, até mesmo pelo legado do primeiro filme, tem tudo para ser uma boa indicação de terror (e de filme) pra semana. Tomei sustinho no trailer, confesso, e quero sim ver esse bicho no cinema (porque, sei lá porque, começo a fazer parte da galera que curte de pagar pra tomar sustos).



Entrando Numa Roubada - trailer
Claro que com dois nacionais estreando (tem um da Dani Calabresa também, só ficar de olho nas propagandas na TV) não pode faltar um deles na Caneca de Estreias. Daí que tem esse filme de André Moraes, estreando como diretor. Quando ganha um concurso de roteiros e com o prêmio R$ 100 mil para produzir um filme, Vitor (Bruno Torres), um ator mal sucedido, busca seus antigos e fracassados colegas, Laura (Deborah Secco, essa miscelânea humana) e Eric (Júlio Andrade), atores e Walter (Lúcio Mauro Filho, perdoa pai), que é diretor, topam participar do filme “Aceleração Máxima” (qualquer semelhança com algum filme de ação Hollywoodiano não parece ser mera coincidência), que se passa na estrada e tem assaltos a postos de gasolina, tiros e perseguições no enredo. O ponto é que: 100 mil reais na indústria do cinema não da pra nada (Esse filme mesmo, custou 1,8mi) e os caras resolvem assaltar de verdade os postos de gasolina pra levantar grana pro filme (que ideia podia ser melhor que essa, não é?!)! Sinto um certo tom de crítica a dificuldade em se conseguir verba pra fazer cinema no Brasil (ou 'cês acham que é a toa que todo nacional começa com 10 minutos de patrocinadores) de uma forma sutil e bem humorada (pelo menos é o que parece). É o típico filme que meu pensamento é: vou amar ou vou odiar? Em todo caso, quem for assistir, me chama!
(Duas observações: Ahh esse narrador de trailers ¬¬ e Zé do Caixão?! oO )



Ricki and The Flash - De Volta Pra Casa (Ricki and the Flash) - trailer

Vamos no cinema ver Meryl Streep tocando guitarra?! Não, você não leu errado, a diva (espaço para os outros incontáveis adjetivos) do cinema interpreta uma cantora de rock (e fez meses e meses de aulas de guitarra pra isso) nesta comédia dramática de Jonathan Demme (daquele filminho lá, O Silêncio dos Inocentes, hehehe). Meryl é Ricki Rendazzo. Com mais de 50 anos de idade, Ricki é uma cantora de rock, que sempre se apresenta com a banda The Flash (ela e um coroa gatão) em um pequeno bar. A situação financeira é precária, e ela não vê os filhos adultos há décadas. Um dia, o ex-marido Pete (Kevin Kline) liga para Ricki, avisando que a filha Julie (Mamie Gummer) foi abandonada pelo marido, e pedindo ajuda para tirá-la de um estado depressivo (Nós mulheres e nosso dom por sofrer pelos assuntos errados). A mãe retorna ao lar, e descobre que tanto Julie quanto seus dois irmãos têm muito ressentimento por causa do abandono quando eram crianças (ódio no coração também poderia ser usado pra expressar o sentimento dos filhotes). Essa é a oportunidade para Ricki fazer as pazes e tentar ser mais presente na vida deles. É. A cara é de comédia dramática com final previsível, sim. Mas é Meryl Streep (e é Meryl Streep tocando guitarra!) o que já é garantia de interpretações que valem o ingresso do cinema.



A Festa de Despedida (Mita Tova) - trailer

A menção de trailer mais fofinho da semana vai para o filme israelense (underground, hipster, cult, do Belas Artes, etc) dos diretores Tal Granit e Sharon Maymon. A comédia dramática (cheia de velhinhos fofos) conta a história dos Idosos moradores de um asilo em Jerusalém que inventam uma máquina de eutanásia para ajudar os amigos em condições críticas (lindo e polêmico). A criação é um sucesso e a fama do objeto logo se espalha, atraindo inúmeros interessados em utilizá-lo (pense sobre isso..). Para os que gostam de pagar ingresso pra ver qualidade cinematográfica alternativa (e premiada) e pra derramar umas lagriminhas (eu), é uma boa indicação.




(Cris F Santana)

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Caneca Ligeira: O Segredo das Águas (por Julio Chuman)

Futatsume no Mado (2014)

Um corpo encontrado no mar é ponto de partida para o aprofundamento do espectador na vida de um casal de adolescentes que, como outros personagens reincidentes nos filmes da diretora japonesa Naomi Kawase, encontram-se diante de situações de ruptura.




Com câmera na mão, filmando uma natureza sempre marcante, transformadora e presente e registrando momentos de silêncio e calma sempre importantes, em longos planos sem cortes (todas essas características recorrentes da filmografia da cineasta), Kawase nos aproxima daqueles personagens, na sua dualidade de internação/externação de sentimentos, para discutir a morte, descendência e a herança espiritual que todos recebemos daqueles próximos a nós, algo perfeitamente explicado pela analogia de um personagem entre surfe e relacionamentos humanos.

Trazendo algumas das mais belas cenas da carreira da diretora, em especial as lindas sequências subaquáticas, o filme não consegue alcançar obras como Suzako e Shara, ainda as melhores ficções dela, mas não desaponta os entusiastas de seu cinema.

(Julio Chuman)

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Brasil na Caneca: O Sal da Terra (Por Julio Chuman)

The Salt of the Earth (2014)

"Dava desgosto em ver a que ponto o ódio é contagioso, entende?" 

Sebastião Salgado diz essa frase ao rever as fotos feitas por ele durante a Guerra dos Balcãs, no início da década de 90. Meses depois, cobrindo os genocídios na Ruanda - um massacre comparável ao holocausto nazista, mas que nunca vai entrar para nossos livros didáticos - e o descaso da comunidade internacional para aquela carnificina, ele perde completamente sua fé na humanidade, depois de décadas fotografando a desigualdade social, a fome, a pobreza pelo mundo. Um mundo que, apesar dos saltos tecnológicos e da riqueza produzida, ainda vê parte considerável de sua população morrer de disenteria, cólera e outras doenças causadas por falta de alimento.




Até então, grande parte desse documentário dirigido por Wim Wenders (Asas do Desejo, Buena Vista Social Club) e por Juliano Ribeiro Salgado, filho de Sebastião, é predominantemente preto e branco, como as cores dos trabalhos desse fotógrafo brasileiro conhecido mundialmente. O mundo em seu estado mais maniqueísta, bem e mal, luz e trevas.

Desolado, Sebastião só voltaria a se reencontrar, profissional e espiritualmente, ao, com o incentivo da esposa, começar a replantar a Mata Atlântica que cercava a fazenda onde passou sua infância, projeto que o levaria a criação do Instituto Terra e ao livro Gênesis, uma brusca guinada na carreira de um fotógrafo conhecido pelo seu trabalho social, em livros como Êxodo e Trabalhadores. O filme aqui também encontra sua luz, colorindo as mudanças geográficas que a iniciativa da família Salgado trouxe para um ponto isolado de Minas Gerais.

Uma experiência angustiante, clareadora e, por que não, humana, O Sal da Terra acaba falhando ao não trazer para a tela a discussão que permeia a carreira do fotógrafo brasileiro e que concerne a questão de lucro pela exposição da miséria. Apesar disso, ele nos ajuda a completar o círculo de vida de Salgado, compreendendo a obra e a importância de um dos grandes registradores do século XX, cuja obra fascina e choca, entristece e acalenta.

(Julio Chuman)

P.S. Apesar de não aparecer em livros didáticos, o massacre da população tutsi pela rutu em Ruanda rendeu duas obras que merecem ser conhecidas: o livro Gostaríamos de Informá-lo de que Amanhã Seremos Mortos com Nossas Famílias, do jornalista norte-americano Philip Gourevitch, e o filme Hotel Ruanda, dirigido por Terry George e estrelado por Don Cheadle, Sophie Okonedo e Nick Nolte.
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