quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Caneca do Fã: Star Wars O Despertar da Força (por Érika Beda)

(Star Wars: The Force Awakens - 2015)


Não existe ninguém para falar de filmes com histórias clássicas de sucesso do que seu verdadeiro fã! E é com essa ideia em mente que a Caneca estreia essa semana a Caneca do Fã! Com convidados especiais falando sobre filmes especiais.

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'Houve um despertar. Você sentiu?' 

Finalmente a espera dos fãs de Star Wars acabou e o que posso dizer é que JJ Abrams não nos decepcionou! Ao contrário do que muitos imaginavam, as imagens do trailer liberado pela Disney não revelam nem metade do enredo do filme, enganaram a gente direitinho.



Antes de ver o filme eu tinha várias teorias, mas apesar disso, eu realmente não sabia o que esperar da história sobre o "Despertar da Força": Quem seria o novo Jedi? Quem são os Cavaleiros de Ren? O que é a Nova Ordem e a Resistência? O que aconteceu com Luke Skywalker? Algumas dessas perguntas não foram respondidas, o que só nos resta esperar pelo próximo filme, que está previsto para 2017...chorei.

O fato de ter um novo filme depois de 10 anos (socorro, DEZ ANOS!) desde o lançamento do Episódio III aonde finalmente vimos Anakin Skywalker se tornar Darth Vader fez com que o saudosismo batesse forte e deu no que deu: recordes de bilheteria antes mesmo da sua estreia (vide Jurassic World). Sim, eu comprei o ingresso com muita antecedência... Não, eu não fui assistir na pré-estreia.

Vamos às impressões sobre o filme em geral:

As semelhanças com as duas trilogias

Se a Nova trilogia (EP I, II e III) tem muitas semelhanças com Trilogia Original (EPs IV, V e VI), O Despertar da Força segue o mesmo caminho. Muitas cenas trazem à lembrança o Episódio IV e os personagens principais têm muito em comum (Luke, Anakin e Rey, meninos e menina do deserto sem família), mas sem tirar a personalidade de cada um. 

Os personagens

Foi ótimo ver o retorno de Mark Hammil, Harrison Ford, Carrier Fisher (o Trio de Ouro) como Luke Skywalker, Han Solo e Leia Organa, Peter Mayhew como Chewbacca e Anthony Daniels e Kenny Baker como os droids C-3PO e R2-D2. Maaaas, meus amigos, parece que temos um Novo Trio de Ouro: Daisy Ridley, John Boyega e Oscar Isaac se encaixaram perfeitamente, deu certo e vai continuar dando certo (chega logo 2017!!!! muito cedo pra dizer isso rs).  Rey, Finn e Poe Dameron já são personagens amados pelos fãs.



Sobre o BB-8: quero um pra mim agoraaa!!! Ele tem muito da ‘personalidade’ do R2-D2: vontade própria e muito decidido em ajudar seu mestre e cumprir sua missão. E também é super engraçado!

Tivemos a introdução do Novo Lado Negro da Força de Kylo Ren, interpretado por Adam Driver (ainda não estou satisfeita com ele, acho que eu esperava mais) e Capitã Phasma, interpretada por Gwendoline Christie. Introdução sim, porque não temos muitas informações de como foi o caminho deles até o lado negro e o filme deixa a entender que ainda ouviremos muito sobre os dois. Tenho certeza que voltarão muito mais fortes na próxima aparição.

O tom cômico sem ser bobo

Diferente dos demais filmes em que o tom é mais sério, esse arrancou muitas risadas, foi engraçado de verdade. As primeiras cenas do BB-8 com Finn e Rey são divertidas, e o diálogo entre BB-8 e Finn (isso mesmo, diálogo) foi uma das coisas mais engraçadas do filme.

Trilha sonora

Escute você mesmo aqui a obra de John Williams :)
Clicando aqui!

Se está aprovado Star Wars: O Despertar da Força? – super aprovado! Digo isso pois sei que agradou tanto os fãs antigos quanto os novos, e ainda conseguiu mais fãs (fui ao cinema com pessoas que nunca assistiram Star Wars e agora querem assistir todos). 

E que venham os próximos!



Érika Beda, além de fã de Star Wars e de cultura pop nerd em geral, também é viciada ama café. No twitter em: @ErikaBeda


terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Precisamos Falar Sobre O Kevin (por Cris F Santana)


O drama (meio suspense) britânico-americano Precisamos Falar Sobre o Kevin é um desses filmes cujo o enredo é difícil de explicar sem dar nenhum spoiler da história (mas tentarei o máximo possível). Tilda Swinton (Madame D.) é Eva Khatchadourian. Eva era uma bem sucedida empresária, dona de uma editora de guias de viagem para mochileiros. Mulher de inúmeras viagens, casada e completamente apaixonada por seu marido Franklin (John C. Reilly). O filme retrata Eva paralelamente em dois momentos temporais distintos. Em uma linha de tempo conta a história de sua família classe média alta, seu casamento feliz, sua casa imensa, sua gravidez de um filho que ela não desejava ter, sua relação conturbada com o filho. E na outra linha, sua vida atual, solitária, casa simplória, emprego em uma agência de viagens de esquina e suas visitas regulares ao filho adolescente preso. O retratado nas duas linhas de tempo convergem para explicar o momento onde uma se tornou a outra (o grande suspense da história!).



O filme é uma adaptação do livro homônimo de Lionel Shriver (Livro aliás que não poupo elogios. Falei sobre ele aqui: link). A forma desconstruída, usada pelo diretor e roteirista Lynne Ramsay, para provavelmente tentar recriar o ritmo do livro talvez torne complicada a compreensão da história pelo espectador não familiarizado, mas a técnica dá ao filme uma característica ímpar. Tilda Swinton consegue demonstrar de forma marcada as perturbações sofridas pela mãe de Kevin. E os dois garotos que interpretam Kevin, Jasper Newell (Kevin pirralho endemoniado) e Ezra Miller (aquele das Vantagens de Ser Invisível, que vai ser o Flash, o Kevin adolescente sociopata) são sensacionais, ambos deram a Kevin o olhar malvado psicótico no seu tom perfeito. 

Contudo, acredito que ter lido o livro foi fator facilitador para a minha compreensão do filme, mas também enfatizou a discrepância entre o que eu esperava e o que realmente vi nas telinhas. Algo que me incomodou no filme é a impressão deixada de que todo o comportamento psicótico do guri é culpa da mãe e da sua rejeição ao filho desde o nascimento. Vamos com calma! Em uma adaptação mais fiel, o garoto tem desde sempre uma personalidade com muitos (muitos mesmo) tons de maldade. Claro que Eva tem sua parcela de culpa, mas um grande agente facilitador na construção da personalidade torta de Kevin é Franklin. Aliás, tomando o livro como base, Franklin é a personagem pior adaptada. É o pai que acredita cegamente em todas as representações de menino bonzinho de Kevin, defendendo-o e acreditando em toda história mal contada do moleque, isso é determinante. Além de o Franklin do livro ser um cara ativo, com personalidade forte e que impõe seus pontos sobre tudo (Tudo mesmo! Passando por cima de Eva diversas vezes sem nem perceber), um coroa saudável que pula corda 45 minutos por dia e que eu imaginava como um sugar daddy. Enquanto no filme, é um Zé Passivão com cara de bobão. Panaca no que diz respeito a mulher e pau mandando no que diz respeito ao Kevin. A ausência da responsabilidade do pai deixou lacunas importantes no filme.



Enfim, o espectador que não leu o livro (e que gastar um pouco de atenção), vai provavelmente achar o filme o máximo, o que leu talvez ache superficial, mas ainda assim muito bom. De qualquer forma, é um filme que vale bastante a pena ser assistido (e se der, leia o livro). 


sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Across The Universe (por Cris F Santana)

Um musical com músicas dos Beatles! 

O pouco conhecido romance da diretora Julie Taymor (de Frida), conta a história  de um rapaz inglês que embarca para a terra do Tio Sam em busca do pai biológico e (obviamente) encontra muita coisa mais. No ambiente do contexto que poderia ser descrito pela música Era Um Garoto Que Como Eu Amava Os Beatles e Os Rolling Stones (dos Engenheiros), quando a Guerra do Vietnã estoura afetando todo o conceito de liberdade que a molecada da época tentava construir. A história retrata de forma leve e sincera os conflitos dos jovens americanos (ou não).  Amor, guerra, liberdade, política, e toda a confusão mental da época é representada sob os sons dos Beatles.



Cada uma das tantas versões de canções do quarteto inglês apresentadas foi devidamente contextualizada na história dos jovens Hey.. Jude, Lucy in the sky with diamonds e demais tentando viver em paz em tempos de guerra. O romance, tem seu ponto de Romeu e Julieta quando Jude (Jim Sturgees, que Quebrou a Banca), o artista pobretão de Liverpool e Lucy (Evan Rachel Wood, que fez sucesso Aos Treze) a garota americana classe média alta, se apaixonam, mas este é apenas um ponto de conflito da história. O grupo de amigos e músicos se envolve também nos movimentos da contracultura de sua época (meus olhinhos brilham aqui).

O figurino indicado ao Oscar de Melhor figurino em 2008 (perdeu para Elizabeth: The Golden Age) é um destaque a parte. Parece que o filme foi mesmo gravado nos anos 70. A montagem é rápida e dinâmica típica de musicais. o que faz o espectador nem percebeu que o tempo passou enquanto ele cantava uma música e outra.

Independente de gostar de Beatles ou não, de gostar de musicais ou não, o filme já vale só pela reflexão sem cara de lição de moral!


quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Caneca de Estreias: 10 de Dezembro

Confira as principais Estreias da semana de 10 de Dezembro nos Cinemas!


Pegando Fogo (Burnt) - trailer

Tem moço bonito nas estreias da semana! O queridinho de Hollywood Bradley divo Cooper (que não para de trabalhar e como trabalha bem o moço) está no drama do diretor John Wells, Pegando Fogo. No filme, o chefe de cozinha Adam Jones (Cooper) já foi um dos mais respeitados em Paris, mas o envolvimento com álcool e drogas fez com que sua carreira fosse ladeira abaixo (Bradley curte fazer um doidinho, não é?!). Após um período de isolamento em Nova Orleans, ele parte para Londres disposto a recomeçar a carreira e conquistar a sonhada terceira estrela no badalado guia Michelin de restaurantes. Para isso, conta com a ajuda de Tony (Daniel Brühl), que gerencia um restaurante na capital britânica, e recruta uma equipe de velhos conhecidos. O que esperar desse filme? Cooper é um ótimo ator, e já afirmou por aí que usou muito de si para construção dessa personagem, já que o cara trabalhou um tempo como auxiliar de cozinha em um restaurante antes de conquistar a nata dos diretores de Hollywood. Um Q de O Lado Bom da Vida, talvez, mas sem uma Jeniffer Lawrence contrabalanceando (aparentemente o romance dramático dessa vez é com a cozinha mesmo). Pra quem é chegado no drama (com pontas de comédia), o filme parece ser um bom prato (ba-dum-tis). Se for ver, pode me chamar.


Olhos da Justiça (Secret in Their Eyes) - trailer

O suspense com direção e roteiro de Billy Ray (roteirista de Capitão Phillips e Jogos Vorazes), já chega de antemão incluindo doses cavalares de talento. Na história, a vida dos investigadores do FBI Ray (Chiwetel Ejiofor, de geólogo a escrevo) e Jess (Julia Roberts, essa Linda Mulher de Nothing Hill) e da procuradora Claire (Nicole Kidman, 72 filmes, escolha!) é severamente abalada pelo assassinato da filha adolescente de Jess. Treze anos após o crime, Ray continua buscando pistas e finalmente parece ter encontrado um caminho para solucionar o caso. A verdade é chocante (pelo menos é o que diz a sinopse) e os limites entre justiça e vingança tornam-se imperceptíveis (vai ter treta!). Chiwetel Ejiofor, Julia Roberts e Nicole Kidman, só de cara são 2 Oscars e 6 nomeações (e nem citei os prêmios do diretor roteirista), qual a chance de não termos, no mínimo, um filme muito bem feito?! Pra quem sente falta de bons suspenses no cinema, pode ser uma dica! E se for ver, me chama sim, por que não (pagaria fácil pra conferir as atuações de Roberts e Kidman)?! 


O clã (El Clan) - trailer 

O drama, suspense, policial argentino é o destaque fora dos padrões da semana. Do diretor Pablo Trapero e dos mesmos produtores do (incrível) Relatos Selvagens, o filme é baseado na história real de uma das gangues mais conhecidas da Argentina, os Puccio. A família ficou conhecida na década de 1980 por sequestrar e matar várias pessoas (família tradicional gente boa). O clã estava composto pelo pai da família, Arquímedes (Guillermo Francella), seus dois filhos, Daniel e Alejandro (Peter Lanzani), o militar aposentado Rodolfo Franco e mais dois amigos, Roberto Oscar Díaz e Guillermo Fernández Laborde. O trailer recheados de cortes secos dá uma ideia de suspense bacana e um certo envolvimento de plot amoroso dando mais sabor ao roteiro. Confesso desconhecer o trabalho de Pablo Trepero, mas considerando que o filme tenha mesma qualidade de Relatos Selvagens (indicado merecidamente ao Oscar de Melhor Estrangeiro em 2015), se for ver, pode me chama que eu vou!






quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

O hipnotista (por Salemme)


Após o brutal assassinato de uma família, a única esperança de desvendar o mistério e chegar ao cruel assassino é extrair informações do único sobrevivente do crime: o filho mais velho que está em coma. Aflito para resolver o caso, o detetive Joona Linna (Tobias Zilliacus) decide buscar os serviços de um hipnotista que está proibido judicialmente de atuar devido alguns problemas do passado.




Em nome da velha amizade que tem com a médica responsável do caso, Erik Maria Bark (Mikael Persbrandt) decide ajudar (totalmente por baixo dos panos neah...) e de repente se vê totalmente envolvido em uma trama quando seu filho é sequestrado e as histórias se encontram.



Pressionado pela esposa (que o responsabiliza pelo sequestro do garoto) e desesperado para encontrar o filho que depende de remédios controlados para sobreviver, Erik terá que ir fundo na mente do garoto e descobrir o responsável e os motivos do assassinato e vai acabar revelando algo muito pior do que o que todos esperam...

Baseado no livro homônimo (muito melhor e mais detalhado que o filme) o suspense sueco dirigido por Lasse Hallstrom prende a atenção e atende as expectativas de surpresas no final.

Recomendado!

(Salemme)


Dica: se você gosta de ler, leia esse! Vale muito a pena!

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Brasil na Caneca: Divã (por Salemme)

Divã (2009)

Divã está, com toda certeza, no topo da lista de filmes nacionais que eu gosto. Desde que assisti o lançamento no cinema fiquei apaixonada pelo filme, pela história, pelo modo como ele mexe com os sentimentos.

Mercedes (a maravilhosa Lilia Cabral) é uma mulher de 40 anos casada com Gustavo (Zé Mayer) um marido que trabalha e gosta de futebol. Ela tem dois filhos, cuida da casa, dá aulas particulares de matemática e pinta quadros como hobby. Tudo perfeitamente encaixado como num comercial de margarina.




Até que incomodada por algo que nem ela sabe bem explicar porque, decide procurar um analista, inicia sessões de terapia e é quando começa a descobrir outras facetas dela mesma, a questionar muitos pontos da própria vida e a vivenciar algumas descobertas, Nesse tempo, começa a desconfiar que está sendo traída pelo marido e percebe nela também um desejo de experimentar novidades na vida... é quando conhece Téo (Reynaldo Gianecchini), o irmão mais velho de uma de suas alunas e vive com ele loucuras que nunca pode experimentar. 

A personagem Mercedes é o tempo todo muito intensa, todos os sentimentos vividos por ela são profundos, os bons e os ruins e isso nos faz sentir junto com ela. Sempre ao lado da melhor amiga Monica (Alexandra Richter), Mercedes passa por grandes reviravoltas na vida que era tão pacata e arranca gargalhadas e lagrimas de quem está acompanhando a história.

O elenco conta ainda com Cauã Reymond (Murilo), Paulo Gustavo (René) e Eduardo Lago (Carlos Ernesto).



É um filme que vale a pena ser assistido, muitas vezes (se você gostar de filmes repetidos como eu!).

Está muito mais do que recomendado!!! 

(Salemme)






terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Ta chovendo hambúrguer (por Salemme)

Cloudy with a Chance of  Meatballs (2009)

Flint Lockwood é um garoto que vive na cidade Boca de Maré, um lugar escondido num cantinho do oceano Atlântico onde o principal alimento é a Sardinha. Eles fazem tudo com Sardinha.

Flint nasceu com o dom de inventar coisas. Desde pequeno faz criações engenhosas que no final acabam sempre dando errado. Enquanto o pai acha o garoto "esquisitão" com seu sonho de ser inventor e quer que o garoto acompanhe os negócios da família (uma loja adivinhe do que? Sim, de sardinha!) Flint continua tentando sucesso em suas engenhocas, contando com o apoio de sua mãe, que está sempre ao lado do filho e diz que ele nunca deve desistir do seu sonho, que um dia ainda será um grande inventor.



Após a morte da mãe, Flint segue sozinho em busca de seu sonho, tendo que driblar as tentativas do pai em leva-lo para a loja de sardinhas, até que um dia, convencido de que a cidade precisava de mais opções de alimentos, começa a trabalhar numa super máquina e EUREKA! Ele desenvolve um aparelho capaz de produzir comida através de energia e fazer com que a comida caia do céu! (Isso, chover comida).

Os moradores de boca de Maré ficam deslumbrados com os variados banquetes que caem do céu e com a quantidade de comida que podem ter agora. Logo, o ganancioso prefeito da cidade vê na invenção de Flint uma oportunidade de de fazer dinheiro e decide fazer com que a chuva de comida seja um ponto de atração turística para a cidade, que já está ficando mundialmente famosa graças a uma jornalista que estava de passagem na cidade, a Sam (que vai, por acaso, despertar uma paixãozinha em Flint).

Com o prefeito exigindo uma produção exacerbada de comida, a máquina começa a apresentar algumas falhas, mas uma grande festa de inauguração está marcada para o "parque de comidas" da cidade e a chuva não pode para... A máquina sobrecarregada acaba por produzir um furacão de comida, e aí...

... aí é a grande aventura e lição de moral do filme, que se eu contar, perde a graça! Então, se a história interessou, vale a pena assistir e conferir o final!!!

Animação recomendada!

(Salemme)

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Jogos Vorazes: A Esperança - O Final (por Salemme)

The Hunger Games: Mockingjay - Part 2 (2015)

Primeiramente vou pedir desculpas a quem estava aguardando a Caneca falar sobre Jogos Vorazes... Assisti no final de semana da estréia. mas meu notebook resolveu morrer e aí... nada de texto...

Mas, sem mais delongas, vamos lá!

Eu estava muito ansiosa para assistir a última parte de A Esperança. Desde o primeiro filme da trilogia de livros, considero a adaptação muito fiel e isso me encanta (principalmente por ser raro...).





O final do filme não deixa nada a desejar! Fiel ao livro e rico em detalhes não deixa os fãs saírem decepcionados. Embora o inicio seja um tanto quanto parado, quando a ação começa é eletrizante e me deixou vidrada na telona.

O filme começa precisamente na continuidade da primeira metade da história, onde descobrimos que Peeta (Josh Hutcherson) foi "envenenado" na Capital e se tornou uma arma letal contra Katniss (Jennifer Lawrence) - que mais uma vez deu um show de interpretação - e com a lavagem cerebral agora acredita que ela é a causa de todos os problemas da Panem. Enquanto o departamento médico do Distrito 13 tenta reverter o quadro de Peeta, Katniss Everdeen continua a frente da guerra contra a o presidente Snow (Donald Sutherland). Agora com o apoio de todos os distritos (com poucos resistentes) estão cada vez mais próximas de invadir a Capital e lutar pelas mudanças tão esperadas no país.

Sempre com seu lado rebelde, Katniss mantem sua incapacidade de cumprir ordens, principalmente porque faz questão de ser ela a (possivelmente) assassinar o presidente Snow e conta com o apoio de Gale (Liam Hemsworth) por quem nutre um amor de infância (que nos deixa bem confusos quando ela demonstra também grande amor por Peeta) e de Haymitch (Woody Harreison) seu mentor desde sua primeira participação nos jogos.

Nessa jornada, Katniss vai conhecer melhor as intenções da Presidente do Distrito 13 - Alma Coin (Julianne Moore) e vai ter que tomar importantes decisões para o bem de todos enquanto lida com a dor de suas próprias perdas e confusões sentimentais.

Vou para por aqui, antes de me empolgar, para não dar spoilers para que não leu os livros (aliás, se não leu, leia! Vale muito a pena).

O filme está muito bem produzido, muito fiel a história original e vale (muito) o ingresso na telona.


Mais que recomendado!




quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Caneca de Estreias: 12 de Novembro

Confira as principais Estreias da semana de 12 de Novembro nos Cinemas!


#Garotas - O Filme - trailer

O destaque da semana é o Nacional #Garotas (que se auto-promove só de ser citado, achei auspicioso), mais um filme que venho acompanhando cada teaser e vídeo de bastidores. E estou um tanto ansiosa pra saber o resultado final dessa história (um pouco de interesse, um pouco de curiosidade, um pouco de desconfiança, na verdade). No filme de Alex Medeiros, Beth (Giovana Echeverria, que esteve "malhando" em 2010), Milena (Barbara França) e Carina (Jeyce Valente) são três jovens amigas que se divertem nas maiores festas do Rio de Janeiro (Seria um filme com mulheres falando de mulher?! Que orgulho se assim for!). Mas depois de morar um ano em Nova Iorque, Beth retorna ao Rio na véspera do Ano Novo, completamente mudada e decidida a se comportar (Quero saber mais sobre essa definição). As amigas, porém, não estão dispostas a deixá-la renunciar ao estilo de vida festeiro, e Beth será tentada por uma grande festa na noite da virada, onde os segredos e as intrigas testarão sua resiliência e até mesmo a amizade entre as três. "Só tem uma coisa, esse não é bem um filme fofo de mulherzinha" (frase do trailer). Tô na dúvida se é uma versão com meninas de American Pie ou se é um filme bom mesmo (torcendo e acreditando na segunda). Me incomodou um tanto o diretor Alex Medeiros falando em "Rito de passagem" em cada entrevista (e tenho um certo preconceito com homens descrevendo a mente feminina, confesso), mas, em todo caso, se for ver, me chama!


Aliança do Crime (Black Mass) - trailer

O Hollywoodiano da semana, dirigido por Scott Cooper (um quase novato), aborda um dos temas que parece ser dos preferidos dos cineastas americanos, biografias de criminosos famosos. O filme, baseado em fatos reais, apresenta Whitey Bulger (Johnny Depp, o hiper metamorfo, quase irreconhecível), irmão de um senador dos Estados Unidos, foi um dos criminosos mais famosos da história do sul de Boston. Ele começou a trabalhar como informante do FBI para derrubar uma família de mafiosos, mas foi traído pela agência, tornando-se um dos homens mais procurados do país (Qualquer semelhança com a realidade, onde amigos de políticos, duram mais, não é mera coincidência). Sendo Johnny Depp um especialista em interpretar malucos em geral, já espero do filme um protagonista sem limites e sem escrúpulos. O trailer, de fato, me lembrou muito alguns recentes indicados a Oscar, como Trapaça e O Lobo de Wall Street, pelo "estilão" (mas, talvez menos, né?!). Aqui na torcida pra não precisar fazer de novo a piadinha dos filmes do Johnny Depp estarem Deep. E se for ver, me chama também, por que não?! 



Órfãos do Eldorado - trailer

Mais um nacional na semana (e eles lindamente tem estreado aos montes #orgulho). Com direção de Guilherme Coelho e co-produção do Canal Brasil, o filme retrata um drama (ou romance, ou ambos) ou como diz a sinopse resumida: "O amor, a obsessão e a loucura de um homem". Após um período longe, Arminto Cordovil (Daniel de Oliveira, o melhor Cazuza) retorna para a casa do pai e logo reencontra Florita (Dira Paes, para sempre Solineuza), a atual amante dele, com quem teve um caso no passado. Quando o patriarca morre, cabe a Arminto assumir os negócios da família, apesar de seu pouco interesse pelo assunto. Até que, em um bar, ele se encanta por uma cantora (Mariana Rios, de Malhação para o mundo). Após uma noite de amor, Arminto passa a procurar por ela em todo lugar (nome diferente, né?). Inspirado no livro homônimo de Milton Hatoum, o filme parece ter uma carga dramática bem intensa, salpicada de influências escuras. Dica de drama da semana, se for ver, pode me chamar..

(Cris F Santana)

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Caneca de Estreias: 5 de Novembro

Confira as principais Estreias da semana de 5 de Novembro nos Cinemas!


007 Contra Spectre (Spectre) - trailer

O blockbuster da semana é um misto de nostalgia com repetição e novidade. No vigésimo quarto filme da franquia, o agente mais asseado do cinema, James Bond (Daniel Craig, pela quarta vez Bond, James Bond) vai à Cidade do México com a tarefa de eliminar Marco Sciarra (Alessandro Cremona), sem que seu chefe, M (Ralph Fiennes, que era aquele que não deve ser nomeado), tenha conhecimento. Isto faz com que Bond seja suspenso temporariamente de suas atividades e que Q (Ben Whishaw, de novo o Q) instale em seu sangue um localizador, que permite que o governo britânico saiba sempre em que parte do planeta ele está (podiam ter tentando o google history location). Apesar disto, Bond conta com a ajuda de seus colegas na organização para que possa prosseguir em sua investigação pessoal sobre a misteriosa organização chamada Spectre (Mocinho indo contra sua organização, com a ajuda de alguns da mesma, para investigar uma misteriosa outra organização secreta, tenho a impressão que já escrevi isso esse ano). O segundo 007 do diretor Sam Mendes (o cara de Beleza Americana), não nega seguir a receita já consolidada dos filmes do agente mais famoso do cinema. E é a dica de ação da semana. Se for ver, me chama sim! Por que não?!


Olmo e a Gaivota (Olmo & the Seagull) - trailer

O filme Francês/Suéco/Dinamarquês/Português/Brasileiro, das diretoras Petra Costa e Lea Glob é a primeira dica não convencional das estreias da semana. A brasileira Petra, que também dirigiu o aclamado Elena, meio filme meio documentário, biografia de sua irmã, já ficou conhecida por produzir filmes com argumento profundo e devastantes, documentários que parecem filme. E parece não ser diferente em Olmo e a Gaivota. Olívia (Olivia Corsini, a própria) é uma atriz que está ensaiando a peça "A Gaivota", de Anton Tchekov, quando descobre que está grávida. Enquanto a produção avança, o bebê dentro dela cresce e um acidente a afasta da montagem, que tem seu companheiro como protagonista. De repouso em casa por semanas, ela lida com as bruscas mudanças em sua rotina, seu corpo e sua vida em geral. O filme parece misturar todo o tempo realidade e ficção confundindo o telespectador (ou não). Olivia estava realmente grávida. E os teasers e entrevistas já deixaram claro que que discussões sobre o poder da mulher sobre o próprio corpo são levantadas na película. Fica a dica cult reserva da semana. E se for ver, com certeza, me chama!
Uma curiosidade, quem é de São Paulo capital e observou em faixar de pedestre por aí os pedidos de socorro de Rapunzel, estes eram parte das intervenções-divulgação deste filme, se te deixou curioso, esta é a hora!


A Floresta Que Se Move - trailer

Baseado na obra de William Shakespeare, "Macbeth", o filme do diretor Vinicius Coimbra, Elias (Gabriel Braga Nunes, que é bom em fazer homem ruim) é um bem sucedido empresário do segundo maior banco do Brasil (deve ser aquele que tem tudo). Seu destino muda no momento em que ele encontra uma misteriosa flautista que se diz vidente. Ela afirma que, naquele dia, ele se tornará vice-presidente e que, no dia seguinte, o homem seria presidente do banco (Qual a chance de não ter um "ruim" no meio disso?). Quando ele conta a história para sua esposa, a ambiciosa Clara (Ana Paula Arósio, que não sai do seu recanto de paz e isolamento pra fazer qualquer coisa), ela sugere que o casal convide o presidente do banco para jantar em casa naquela noite, para que o marido suba de posição na empresa. Só que o plano arquitetado por Clara culminará (culminará..) em uma série de assassinatos, em uma busca desenfreada por poder (aqui entra a risada maligna, provavelmente). Apesar do roteiro de inspiração shakespereana despertar curiosidade, não se ouve falar muito deste filme, então, assistam pra saber! (E me chama).


Beira-Mar - trailer

Pegue a delicadeza da descoberta do amor de Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, acrescente um plot um pouco mais dark, um sotaque gaúcho e o cabelo de Azul é a Cor mais quente, e temos esse filme. Inclusive com o monte de prêmios dos dois citados. O drama nacional dirigido por Filipe Matzembacher e Marcio Reolon, nos apresenta os garotos Martin (Mateus Almada) e Tomaz (Maurício Barcellos), eles viajam para o litoral gaúcho. Martin precisa encontrar um documento para o pai na casa de parentes, e Tomaz decide acompanhá-lo. Os dois acabam abrigando-se em uma casa de vidro à beira-mar, a fim de fugir da rejeição familiar de Martin e da estranha distância que surgiu entre os dois (ou não). O que falar deste filme que nem assisti e já amo?! (E espero muito não mudar de ideia depois de assistir!) É.. Daí o filme tem um trailer tão cheio de nuances em abertos que não sei o que comentar pra encerrar minha indicação! Só sei que, até hoje, o cinema de Porto Alegre nunca me decepcionou. Então fica a indicação de drama romance da semana. E ser for ver, vem comigo!


sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Terror na Caneca: Jogos Mortais (Por Bruno Moura)



"It's been a while... I know I shouldn't have kept you waiting, but I'm here now!" - Jesus


Olá, pessoal! Tudo bem?
Aqui é o Marcelinho Bruno para mais um Terror na Caneca!!

Chegamos ao mês favorito dos amantes de filme de terror: Outubro. Além de contar com a maior parte dos releases desse gênero nos cinemas, é ainda nesse mês que se é dado um destaque por parte das emissoras de TV e Netflix serviços de streaming.



E o filme que venho a comentar é nada mais nada menos que o primeiro (dos 7) da franquia Jogos Mortais. O filme teve seu lançamento nos EUA no dia 29 de outubro de 2004 e é dado como um dos filmes de terror mais bem sucedidos da década passada.

Antes de prosseguirmos, eu gostaria de reproduzir a seguinte mensagem recebida enquanto eu escrevia esse post: "Hello, reader! You might not know me but I know what you came here for. I'd like to play a game."

O filme possui em seu elenco os atores Tobin Bell (o assassino em todos os filmes da saga, e mais alguns filmes de terror) e Shawnee Smith (mais dois destes e, acostuma com a violência, Tratamentos de Choque badumtis). Quanto a premiações, concorreu ao prêmio Melhor Filme de Terror no 31st Saturn Awards e também ao prêmio Melhor Performance "Assustada" no MTV Movie Awards de 2005. Infelizmente, o filme perdeu em ambas as categorias.

O filme conta a história do serial killer Jigsaw, procurado pela polícia e acusado por uma série de assassinatos dados através dos chamados jogos mortais.

A perspectiva adotada ao longo do filme é voltada aos participantes desses jogos. O jogo principal é protagonizado pelos personagens Dr. Lawrence Gordon (Cary Elwes), um cirurgião especializado em tratamento de câncer e Adam (Leigh Whannell), um fotógrafo que faz freelancers para sobreviver. Tudo isso ocorre em um banheiro com ambos os personagens acorrentados, contando com a presença de um cadáver com miolos estourados.
Além desse, são apresentados cerca de 4-6 jogos com outras "vítimas". O critério aplicado pelo serial killer para a escolha dos participantes é um tanto quanto interessante.

As regras são simples: aqueles que estão sendo testados, seja fisicamente, psicologicamente ou ambos (ao mesmo tempo lol), devem cumprir os desafios no tempo estipulado ou terão o que eu chamo de morte horrível. O intuito desses jogos é justificado por Jigsaw como uma forma de dar uma nova chance aos vitoriosos para repensarem suas atitudes e apreciarem suas vidas.

Admiro bastante esse filme. Não pelas diversas formas de tortura exibidas, mas sim pelo conceito apresentado. Às vezes até me questiono se chega a ser terror mesmo.

Outro ponto forte, na minha opinião, é a música tema do caralho!!!!. E cá entre nós, Jigsaw é foda!



"Live or Die. Make your choice."


(Bruno Moura)

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Caneca de Estreias: 29 de Outubro

Confira as principais Estreias da semana de 29 de Outubro nos Cinemas!

O Último Caçador de Bruxas (The Last Witch Hunter) - trailer

O blockbuster da semana, por motivos de: Vin Disel (Um monte de vezes veloz, e furioso).  Neste filme o fortão é o caçador de bruxas Kaulder, um maldiçoado com a imortalidade,  ele é obrigado a enfrentar mais uma vez sua maior inimiga e unir forças com a jovem bruxa Chloe (Rose Leslie, a Ygritte da Guerra de Tronos, batendo até no Vin) para impedir que uma convenção espalhe uma terrível praga pela cidade (Só pra mim é impossível ler "convenção de bruxas" sem lembrar do clássico da Sessão da Tarde com  Anjelica Huston e sua cena traumatizante marcante das bruxas tirando as perucas e máscaras?). Um dos conceitos que mais me interessam dessa história é de tratar a imortalidade como uma maldição. Ninguém consegue ser feliz sendo jovem pra sempre (pelo menos não sendo o único a ser jovem pra sempre) e parece que o grandão perde muita coisa na sua longa vida por isso. O filme do diretor Breck Eisner prometo muitas cenas azuis escuras e porradas (ninguém bota Vin Diesel num filme se não for pra dar porrada) e é a indicação de ação (será?) da Caneca pra semana.


Grace de Monaco (Grace of Monaco) - trailer

O filme biográfico traz Nicole Kidman (cujo currículo não cabe nestes parênteses) interpretando a lendária Grace Kelly, diva do cinema Hollywoodiano dos anos 50. O casamento de Grace Kelly e o príncipe Rainier III (Tim Roth) foi considerado um conto de fadas na vida real quando aconteceu, em 1956. Entretanto, cinco anos mais tarde e com dois filhos, a verdade é que Grace está insatisfeita com a vida no palácio e o distanciamento do marido (a rotina derruba até Grace Kelly, minha gente!). A chance de novamente sentir-se útil surge quando seu velho amigo, o diretor Alfred Hitchcock (Roger Ashton-Griffiths, interpretando esse diretorzinho aí), a convida para retornar ao cinema como protagonista de seu próximo filme: "Marnie - Confissões de uma Ladra". O problema é que Rainier é terminantemente contra e, ainda por cima, está envolvido com uma ameaça vinda do presidente francês Charles de Gaule (André Penvern): caso Mônaco não pague impostos à França e acabe com o paraíso fiscal existente, o principado será invadido em seis meses (por isso que agora a galera que tem manda dinheiro pra Suíça). Em meio às inevitáveis tensões, Grace e Rainier buscam resolver seus problemas tentando evitar que eles causem o divórcio. O filme, do diretor Olivier Dahan, só por seu roteiro e elenco indica ter ótimas cenas de drama e sentimentos. É a indicação de romance da semana na Caneca.



Betinho - A Esperança Equilibrista - trailer

E pra quem curte uma sessão de cinema no site Belas Artes (ou similar), a indicação cult da semana e este documentário, do diretor Victor LopesO filme aborda a vida do sociólogo Hebert de Souza, conhecido como Betinho. Engajado politicamente desde sua adolescência, Betinho também foi um ativista. Sofreu as consequências da Ditadura Militar sendo exilido, inclusive, foi homenageado na música "O Bêbado e o Equilibrista", de Elis Regina (Em 1979, o "Hino da Anistia"). Betinho, hemofílico em um tempo onde os testes de transfusão sanguínea eram bem menos exigentes, contraiu o vírus HIV. Antes da sua morte em 1997, o brasileiro iniciou campanhas contra a AIDS e a fome, além de fundar o IBASE, um instituto para pesquisas de ações governamentais. A aula de história também é indicação, entre as estreias da semana, na Caneca. 

(Cris F Santana)

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

As Vantagens de Ser Invisível (por Cris F Santana)

(The Perks of Being a Wallflower - 2012)

Uma confissão pessoal: Tenho uma séria dificuldade em escrever sobre filmes que me afetam profundamente. E claramente As Vantagens de Ser Invisível faz parte dessa lista.



O drama, dirigido por Stephen Chbosky, baseado em seu próprio livro (o que talvez explique uma adaptação tão boa, chamaria de dois pontos de vista da mesma história) homônimo, nos mostra a história de Charlie. Um adolescente que perdeu o seu melhor e único amigo tragicamente, mas que tem sua vida completamente alterada ao voltar ao colégio e conhecer Sam e Patrick, irmãos de pais (e mães) diferentes. Não se trata de um simples drama adolescente, tudo nesta história é muito mais profundo do que isso. Charlie é introspectivo, é melancólico, é reprimido, é intrigante, é solitário, é reflexivo, é ingênuo, é dependente, é amigo, é filho e irmão, é intenso, é especial. Mas são Patrick e Sam que fazem a história de Charlie realmente valer a pena.

É possível dizer que não haveria meios de o elenco do filme ser melhor escolhido (li o livro, é sério isso!) Logan Lerman (o menino acusado de roubar raios) é Charlie e deu à personagem toda a sensibilidade e introspecção que era esperada e necessária. Não encontrei palavras para descrever o quanto Emma Watson (eternamente a melhor bruxa) interpreta exatamente Sam. Bela, inteligente, apaixonante, e com sua personalidade que, apesar de externalizar uma imagem de garota para a qual nada é impossível, na verdade guarda em defensiva dentro de si sua real amabilidade e inseguranças. Ambos são genais! Mas, quem acredito que realmente rouba a cena no filme, é Ezra Miller (O serial-killer de quem precisavam falar e em breve o herói do raio), no papel de Patrick o jovem gay, incompreendido, segregado, bullynado (não sabia como conjugar isso) e que além disso tudo, ainda vive uma paixão secreta pelo garoto destaque do time de futebol e provavelmente pra sempre no armário (ia dizer em Nárnia mas achei que podia ser difícil apreender a referência). E que, contra todas as expectativas, é um cara incrivelmente bom e compreensivo, que tem o dom particular de entender a alma dos amigos. E Ezra constrói a sutiliza artística de Patrick de tal forma a se encaixar integralmente com a personalidade exótica e excêntrica da personagem.


Somente a história e toda a sua profundidade e qualidade de roteiro e interpretação já bastariam para indicar o filme. Mas jamais poderia escrever sobre esse filme sem mencionar que tem uma de longe a minha favorita trilha sonora sensacional (escolhi a dedo pelo autor do livro). O gosto particular dos meio não irmãos Sam e Patrick (e obrigado autor do livro por isso) reproduz uma porção de clássicos do rock pop anos 80 (amo/sou). A trilha inclui Temptation por New Order, Asleep por The Smithis, só pra começar a citar. Aqui tem a trilha completa no YouTube (e Aqui a playlist pra quem usa Spotify). 



A trila sonora, aliás, é fator determinante que faz este filme possuir uma das cenas da minha lista de "mais belas cenas de filme de todos os tempos" quando Emma "flutua" do lado de fora da cabine de uma picape em movimento ao som de Heroes de David Bowie.




Enfim, não faltam motivos para elogiar As Vantagens de Ser Invisível, ou para sugerir que o filme seja assistido. Já assumi que sou suspeita nesta indicação, e nem acredito que consegui expressar tudo que realmente o filme me traz. Mas insisto em dizer, aos amantes de dramas e/ou histórias que inspiram reflexão. Este filme definitivamente precisar na lista de assistidos. 

(Cris F Santana)

PS. Os raios de Logan e Ezra não tem nada em comum.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Terror na Caneca: Psicose (por Roberta Ferreira)

(Psycho - 1960)

Neste Terror na Caneca, teremos a análise de um clássico do terror, Psicose. O filme é uma adaptação do livro Psycho, de Robert Bloch, publicado em 1959.

A cargo da direção do filme está Alfred Hitchcock e os papéis principais ficaram com Anthony Perkins (Norman Bates) e Janet Leigh (Marion Crane).

A película acompanha a história de Marion, uma simples secretária insatisfeita com seu trabalho e o namoro fracassado com um homem divorciado. Cansada da vida que leva, Marion rouba 40 mil dólares do escritório onde trabalha e decide fugir da cidade e recomeçar em outro lugar. Nessa fuga, ela se hospeda em um hotel na estrada, um negócio de família administrado por Norman Bates, um homem extremamente obsessivo, perturbado, muito devoto e temeroso em relação à figura de sua mãe, Norma Bates.




No desenvolvimento da história, é possível perceber que há algo errado em relação a Norman, coisa que não fica muito evidente para Marion, que está mais preocupada em cobrir seus rastros, de modo a não prestar muita atenção no perigo que ronda o hotel Bates.

O filme nos presenteia com a cena clássica do chuveiro, onde fica evidente que os filmes do passado abusavam de efeitos sonoros para amedrontar a audiência e, para o cinema da época, as cenas de violência e morte eram muito teatrais. Nos dias de hoje, esses excessos de interpretação talvez não funcionem muito bem, porém isso não tira o interesse do filme.



A filmagem em preto e branco foi opção de Hitchcock, que considerou que o filme ficaria ensanguentado demais se fosse feito a cores.

Há uma reviravolta no final, deixo como surpresa para as pessoas que se interessarem a assistir o filme.

Uma curiosidade em relação a Psicose, Hitchcock comprou anonimamente os direitos do livro e mandou retirar as cópias existentes do mercado, de modo a manter o final da história em segredo.

E para os aficcionados em cinema que também curtem séries, fica a indicação de Bates Motel, série onde é possível acompanhar a adolescência de Norman e, entender um pouco mais sobre a evolução de Norman de adolescente perturbado a psicótico completo.

(Roberta Ferreira)

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Caneca de Estreias: 22 de Outubro

Confira as principais Estreias da semana de 22 de Outubro nos Cinemas!

Atividade Paranormal: Dimensão Fantasma (Paranormal Activity: The Ghost Dimension) - trailer 

O Blockbuster da semana, como um bom mês de Outubro pede, é o quinto filme da franquia (ou o sétimo, fiquei na dúvida quanto a isso) Atividade Paranormal. Seguindo a mesma linha coisas estranhas capturadas por câmeras caseiras, com o adicional da criancinha que é encantada pelos caras maus, desta vez, os protagonistas são os irmãos Fleege. Quando se mudam para uma nova casa com a família (filmes de terror fazem não gostar da ideia de me mudar), Ryan Fleege (Chris J. Murray) descobre uma caixa com dezenas de fitas cassetes de décadas atrás (incrivelmente não mofadas). Estranhamente, as imagens parecem se comunicar com os vivos. Procurando mais, Ryan e seu irmão (Dan Gill) encontram uma câmera diferente, capaz de registrar atividades paranormais. Com a ajuda da esposa, do irmão e da filha, ele passa a gravar fenômenos malignos que ameaçam seus entes queridos. Família que se muda, lembranças macabras dos moradores antigos, seres sobrenaturais nelas, criancinhas dominadas, não parece ser um filme muito diferente dos demais da franquia (ou dos demais do terror). Mas, fica a dica pra semana.



Goosebumps: Monstros e Arrepios (Goosebumps) - trialer 

Na dúvida se era pra ser um terror, uma comédia adolescente ou uma nova versão de Jumanji, é no mínimo, diferente (mentira, terror não era pra ser mesmo). Usando como pano de fundo as histórias da coleção Goosebumps (do autor R.L. Stine, publicados entre 92 e 97). No filme, do diretor Rob Letterman, o jovem Zach Cooper (Dylan Minnette) se muda de Nova York para uma cidade pequena dos Estados Unidos, para onde a mãe é transferida. Lá, eles passam a morar na casa ao lado da de Hannah (Odeya Rush) – por quem o adolescente se apaixona (quem diria?!) – e o pai, o ranzinza R. L. Stine (Jack Black, interpretando o autor da coleção). Depois de escutar gritos vindo da propriedade ao lado, Zach invade a residência com a ajuda do medroso colega (Ryan Lee) e acaba, acidentalmente, abrindo um dos livros e, consequentemente, dando início à libertação de todos os monstros criados por Stine. Juntos, eles terão que mandar as criaturas de volta para as prateleiras. Com um que de apelo nostálgico para os pré-adolescentes da década de 90 ou de filme adolescente dois mil e quinze mesmo, a dica de descontração nas estreias da semana.


Ponto dos Espiões (Bridge of Spies) - trailer

Podia ser apenas mais um filme sobre a Guerra Fria com espiões, se não fosse um filme dirigido por Steven Spielberg e se o personagem central no meio do plot dos espiões não fosse  Tom Hanks! no filme, em plena Guerra Fria, o advogado especializado em seguros James Donovan (Tom Hanks, sem correr, sem Wilson, mas talvez precisando de resgate) aceita uma tarefa muito diferente do seu trabalho habitual: defender Rudolf Abel (Mark Rylance), um espião soviético capturado pelos americanos. Mesmo sem ter experiência nesta área legal, Donovan torna-se uma peça central das negociações entre os Estados Unidos e a União Soviética ao ser enviado a Berlim para negociar a troca de Abel por um prisioneiro americano, capturado pelos inimigos. Pense, você está lá, de boa, na sua vida de advogado de seguradora, só provando que fulano que não sabe dirigir, o carro não tem culpa. E surge o exercito americano te chamando pra defender um inimigo reconhecido da nação alucinadamente ufanista americana?! O mínimo que se espera é um boom de plot twist pra explicar o que há de estranho nessa história (tô apostando no espião soviético). Spielberg pode não ser unanimidade em qualidade, mas em grandiosidade, com certeza é! Pra quem curte filmes de Guerra (ou Tom ou Spielberg, porque sim) é a recomendação máxima da semana. Ah sim, se for ver, me chama.

(Cris F Santana)

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Notícias da Caneca: Os 25 filmes mais bem votados do IMDb

O IMDb (Internet Movie Database), maior centro de dados sobre cinema na internet, em comemoração aos seus 25 anos, postou a lista dos 25 filmes mais bem votados por seus usuários nesse período. Algumas curiosidades da lista:



    - Apenas dois filmes não são norte-americanos: o francês Intocáveis, único da lista que ainda não vi, e o chatíssimo italiano A Vida é Bela;

    - Christopher Nolan é o diretor com o maior número de filmes citados: A Origem, Amnésia, Interstelar, Batman Begins e Batman - O Cavaleiro das Trevas;

    - Quentin Tarantino apesar de três filmes lembrados (Django Livre, Bastardos Inglórios e Cães de Aluguel), curiosamente não aparece com Pulp Fiction - Tempo de Violência;

    - Martin Scorsese, que divide com Woody Allen a honra de maior diretor americano vivo, também foi lembrado três vezes: Os Bons Companheiros, Os Infiltrados, O Lobo de Wall Street.

A lista completa:
  • 1990.Os Bons Companheiros (Martin Scorsese)
  • 1991. O Silêncio dos Inocentes (Jonathan Demme)
  • 1992. Cães de Aluguel (Quentin Tarantino)
  • 1993. A Lista de Schindler (Steven Spielberg)
  • 1994. Um Sonho de Liberdade (Frank Darabont)
  • 1995. Se7en (David Fincher)
  • 1996. Fargo (Joel e Ethan Coen)
  • 1997. A Vida é Bela (Roberto Benigni)
  • 1998. O Resgate do Soldado Ryan (Steven Spielberg)
  • 1999. Clube da Luta (Christopher Nolan)
  • 2000. Amnésia (Christopher Nolan) 
  • 2001. O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel (Peter Jackson)
  • 2002. O Senhor dos Anéis: As Duas Torres (Peter Jackson)
  • 2003. O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei (Peter Jackson)
  • 2004. Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças (Michel Gondry)
  • 2005. Batman Begins (Christopher Nolan)
  • 2006. Os Infiltrados (Martin Scorsese)
  • 2007. Na Natureza Selvagem (Sean Penn)
  • 2008. Batman, o Cavaleiro das Trevas (Christopher Nolan) 
  • 2009. Bastardos Inglórios (Quentin Tarantino)
  • 2010. A Origem (Christopher Nolan)
  • 2011. Intocáveis (Eric Toledano)
  • 2012. Django Livre (Quentin Tarantino)
  • 2013. O Lobo de Wall Street (Martin Scorsese)
  • 2014. Interestelar (Christopher Nolan)


(Julio Chuman)

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Brasil na Caneca: Salve Geral (por Cris F Santana)

(Salve Geral - 2009)

Brasil, 2006, março, o Estado de São Paulo é tomado pelo caos causado pelos ataques comandados pelo crime organizado. A boataria decorrente gera pânico e as ruas das cidades se tornam verdadeiros desertos intercalados com manchas de sangue. 



É sobre esse cenário de quase horror, que muitos paulistas certamente nunca esquecerão (eu entre eles), que o diretor Sergio Rezende construiu o filme Salve Geral. Porém, mas que um filme sobre o crime, mas que um Tropa de Elite, mais que um 400 Contra 1, este filme é uma história de amor. O amor de uma mãe por seu filho.

Em Salve Geral, Andréa Beltrão (um talento inegável do Cinema) é Lúcia. Formada em direito, professora de piano por amor a arte, viúva e mãe de Rafael (Lee Thalor) o típico playboy mimado. Acontece que Rafael, que é participante de rachas (e dirige bem que só que!) se mete em uma confusão após uma corrida duvidosa e acaba assassinando uma pessoa. O que (surpreendentemente, já que falamos de Brasil) o leva pra cadeia. E tudo muda na vida de Lúcia, que passa a ser uma das mães de presidiários (das mais assíduas). Quando sem dinheiro pra pagar os advogados (e um tanto desesperada), Lúcia conhece Ruiva (Denise Weinberg, eternamente a mãe da Alice) advogada e pessoa que faz todo o trabalho sujo de um dos chefes do crime paulistano, conhecido como O Professor (Bruno Perillo). Ruiva oferece dinheiro para que a ex-professora de piano entregue algumas encomendas (leia-se celulares) para o seu cliente. E uma relação bastante inimaginável surge aí. 

No meio de tudo isso, o sistema carcerário paulistano está entrando em colapso, penitenciárias super lotadas, assistências negadas, e a consequência é: O crime se organiza (muito melhor que as autoridades, diga-se de passagem) e está formado o  Primeiro Comando da Capital (vulgo PCC), o "partido" para defender as causas penitenciárias (sob o lema "Paz, Justiça e Liberdade!" Sim o mesmo do rap que tinha no LP do Rap Brasil lá nos anos 90) e os envolvidos com a criminalidade paulistana, querendo ou não (não se tem muitas opções diante de uma arma na sua cabeça), passam a fazer parte do partido.



Não há o que se comentar da atuação de Andréa Beltrão no filme. É muito fácil acreditar no drama da mãe, no amor da mulher, nas atitudes desesperadas e em todas as faces de Lúcia que conhecemos no decorrer da trama. Toda a história do Partido torna-se um pano de fundo diante a história de Lúcia. Claro que, é impossível não tomar a película como uma aula de história, que ajuda a entender, e de um modo bem crível, como foi que mesmo de dentro das Cadeias, os chefes do crime organizado conseguiram arquitetar e comandar com tanta precisão a onda de terror e caos que se passou naquele fim de semana de dia das mães. Quanto o Estado tanto é incapaz de controlar quanto contribui para a formação desta articulação. Mas, mais do que isso, é também uma aula sobre a alma humana, suas forças e fragilidades. Como é a vida de uma mãe obrigada a aceitar seu filho preso, quanto o amor sem limites de uma mãe pode ajudar o filho ou quanto pode contribuir para seu mal.

Salve Geral não é um filme que não toma partidos, não defende os bandidos e muito menos a Polícia! Mas é mais um dos filmes do Cinema Nacional que todos deveriam assistir e tomar um tempo para refletir sobre suas mensagens.

(Cris F Santana)

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